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Profissionais da Educação participam de curso EaD em Alta Floresta

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A 1ª e a 2ª promotorias de Justiça Cível de Alta Floresta (a 803 km de Cuiabá) promoveram, nos dias 12 e 13 de maio, o curso online Noções Básicas de Soluções de Conflitos Escolares para os profissionais de educação das redes municipal e estadual do município e das cidades de Nova Brasilândia e Carlinda. Realizado na modalidade de ensino à distância (EaD), a capacitação visa prevenir a violência escolar e promover uma cultura de paz nas unidades de ensino.No decorrer do curso, a professora mestre em Educação Lúcia Maciel Couto, que atua no Núcleo da Cidadania do Ministério Público de Mato Grosso em Cuiabá, palestrou sobre a mediação de conflitos e círculos de paz, de modo a fortalecer o uso de práticas restaurativas nas escolas e contribuir para a promoção da cultura de paz e redução da violência.Reunidos no auditório da sede das promotorias, os participantes tiveram acesso à formação via plataforma de aprendizagem do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. Com nove horas-aula, o curso foi dividido em cinco módulos: Introdução e sensibilização sobre conflito x violência e convivência escolar; Conceitos de Violências, Cultura de Paz e como mensurar os dados na escola; Comunicação Não Violenta; Noções Básicas em Mediação de Conflitos Escolares; Noções Básicas em Círculos de Construção de Paz.Os promotores de Justiça à frente da iniciativa em Alta Floresta agradeceram à Escola Institucional e ao Centro de Apoio Operacional (CAO) Educação pela formatação do curso online. “O curso foi de extrema importância para a educação em Alta Floresta. Além disso, transcendeu o ambiente educacional, proporcionando ideias e conhecimentos valiosos para lidar com conflitos tanto no ambiente de trabalho quanto em nossas casas. Do meu ponto de vista, houve um aperfeiçoamento significativo, inclusive para que eu mesma possa lidar melhor com os conflitos cotidianos no Ministério Público”, declarou a promotora de Justiça Fernanda Alberton.“Capacitar os professores para resolver esses conflitos de forma positiva é fundamental para que as crianças tenham um futuro mais promissor. Além disso, é evidente que o curso desperta um interesse contínuo nos profissionais da educação que desejam atuar de maneira mais produtiva e proativa, buscando se aperfeiçoar. Tenho certeza de que é de grande valia para todos”, acrescentou o promotor de Justiça Danilo Cardoso Lima.A diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, professora Solange dos Santos, agradeceu pela oportunidade de participar da capacitação. “É uma satisfação participar deste curso, que aborda um tema extremamente relevante para a atualidade: a mediação de conflitos e o uso de comunicação não violenta no ambiente escolar. Vejo com bons olhos essa iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso em nos aproximar dessa temática, dada a sua importância e a necessidade de que as escolas se apropriem dessas ferramentas de forma adequada para mediar conflitos”, defendeu.Sobre o curso – Lançado em maio de 2023, o curso online Noções Básicas de Solução de Conflitos Escolares visa expandir para todo o estado a iniciativa desenvolvida em Cuiabá desde 2018, resultado de uma parceria com o Poder Judiciário e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Conforme o CAO Educação e a Escola Institucional do MPMT, o curso é ministrado de maneira assíncrona (gravado), presencialmente nas sedes de promotorias ou em outros prédios, se necessário.As aulas são conduzidas pelos promotores de Justiça Miguel Slhessarenko Junior e Patrícia Eleutério Campos Dower, pelos mestres em Educação Lúcia Maciel Couto, Patrícia Simone da Silva Carvalho e Gabriel da Silva Pereira, com participação das professoras Thalita Rodrigues e Rosangela Roquette e da mediadora do Tribunal de Justiça professora Maria Helena de Jesus.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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