MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Procurador destaca importância de investimentos na educação

Durante a solenidade de instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na sexta-feira (16), o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, ressaltou a importância do papel do Legislativo na alocação de recursos públicos voltados à infância e juventude.Segundo o procurador de Justiça, a formatação da Lei Orçamentária Anual (LOA) é um momento crucial para garantir investimentos estruturantes na educação. Ele alertou que o enfrentamento às facções criminosas passa, necessariamente, por uma política educacional robusta e inclusiva.O procurador de Justiça lembra que muitas crianças precisam auxiliar na renda familiar. “Tem muitas crianças que não conseguem ficar no período integral nas escolas, porque ajudam os pais na renda familiar. Então, precisamos encontrar mecanismos através de projetos sociais, de programas, de fortalecimento familiar para que essas crianças fiquem período integral em escolas que proporcionem para eles teatro, aulas de violão, aula de coral. Que tem a piscina, natação, basquete, futebol, voleybol, cinema. E para que as famílias tenham condições de manter as crianças nas escolas em tempo integral”, afirmou o procurador.A Frente Parlamentar, proposta pelo deputado Sebastião Rezende (União), tem caráter suprapartidário e visa promover o diálogo entre os Poderes, a sociedade civil e órgãos públicos, como o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-MT), vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setasc). O objetivo é discutir e aprimorar políticas públicas voltadas à proteção e ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em Mato Grosso.O promotor de Justiça Leandro Túrmina também participou do evento. A cerimônia foi aberta com a apresentação do Coral Canto e Encanto, formado por 23 crianças da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) Salvelina Ferreira da Silva, de Várzea Grande. Sob a regência do maestro e professor Wilson Braz da Silva, o grupo emocionou os presentes com a execução do Hino Nacional.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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