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MPMT promove encontro sobre saúde integral e a força dos recomeços

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Relatos de resistência, resiliência, acolhimento e amor marcaram o evento Outubro Rosa no Ministério Público – Laços de Prevenção, que reuniu servidores e especialistas para o diálogo sobre a saúde integral da mulher e os desafios da jornada de quem enfrenta o câncer de mama. O encontro foi realizado na sexta-feira (17), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça do MPMT em Cuiabá.Abrindo o evento a coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, a promotora de Justiça Gileade Souza Maia, destacou a importância de criar espaços de escuta e troca dentro da instituição.
“A Lei 13.733/2018 instituiu oficialmente o mês de outubro como o período de conscientização sobre o câncer de mama e de colo do útero. Além da iluminação dos prédios públicos, a lei estimula ações de informação e prevenção — e é isso que buscamos aqui no MPMT”, disse.
Entre as vozes inspiradoras do encontro, a professora doutora Gresiela Ramos de Carvalho Souza, diretora social do MT Mamma, compartilhou sua trajetória após o diagnóstico de câncer de mama em 2017. “O tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento é longo e cheio de incertezas. Nesse percurso, a rede de apoio é fundamental”, afirmou.
Ela lembrou ainda das retomadas que marcam o “novo normal” após o tratamento. “O raciocínio ficou mais lento e sem cabelo, eu me sentia nua. Foi o apoio de uma equipe multidisciplinar e do MT mamma que me ajudou a reencontrar minha feminilidade e a seguir. Não desista de você! O MT Mamma dispõe de protocolos de acolhimento e banco de perucas. Estamos juntas nessa jornada.”
O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado emocionou o público ao relatar sua vivência como marido de uma mulher que enfrentou o câncer. “Quando isso acontece dentro da sua casa, é um misto de sentimentos. É preciso parar, acolher e se despir de preconceitos para dar apoio à família. Ninguém está preparado para uma notícia grave, mas o amor é o que sustenta. É importante falar que o câncer tem cura.”
Já a promotora de Justiça Anne Karine Louzich Hugney Wiegert, filha de uma paciente oncológica, destacou o impacto emocional do diagnóstico e a importância do cuidado com saúde mental. “Dor e amor podem conviver. É essencial cuidar também da saúde mental da pessoa doente. Por isso reforço a mensagem cuidar de si é o maior gesto de amor: você é o seu bem mais precioso.”
A oncologista Karla Nakata, da Oncomed, abordou a saúde da mulher de forma integral e lembrou que fé e ciência caminham lado a lado. “Cada vez mais, os avanços tecnológicos e a humanização no atendimento trazem esperança. A informação de qualidade reduz o medo, combate o estigma e salva vidas.”
Durante sua palestra a médica ainda destacou a importância dos exames de rotina e do diagnóstico precoce além de apresentar os avanços em tratamentos.
“Por meio dessas ações aproximamos as pessoas de nós profissionais da saúde. É uma importante oportunidade de fazer com que as pessoas levem informações sobre prevenção e primeiros sinais da doença para outras pessoas da família e amigos”, ressaltou a médica.
O Outubro Rosa no Ministério Público – Laços de Prevenção reafirmou o compromisso do MPMT com a promoção da saúde e do bem-estar de seus servidores e integrantes. Mais do que um momento de conscientização, o encontro lembrou que prevenir também é um ato de amor
Serviço – A Associação MTmamma Amigos do Peito foi fundada em 3 de março de 2009 e mantém suas atividades por meio de contribuições de associados e parcerias com a sociedade civil, conforme estabelecido em seu Estatuto Social. A entidade tem como missão auxiliar pessoas com câncer de mama, oferecendo programas educativos, atendimento psicossocial, orientação jurídica, acesso a terapias complementares e capacitação de voluntários para disseminação de informações e fortalecimento do apoio a mulheres e homens em diferentes fases do tratamento. Também promove ações voltadas ao bem-estar e à autoestima dos assistidos. Para outras informações entre em contato pelos telefones: (65) 3052-8758 | (65) 99906-8771 ou e-mail [email protected], nas redes sociais @mtmamma

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça reconhece omissão do Estado em homicídios ordenados da prisão

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A Justiça reconheceu a omissão do Estado de Mato Grosso no controle de comunicações ilícitas no sistema prisional em ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá). A decisão acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ao apontar falhas no dever de guarda, custódia e fiscalização de pessoas privadas de liberdade, reconhecendo ainda a violação do direito difuso à segurança pública em razão da persistência de mecanismos ilegais de comunicação entre presos e o meio externo. A sentença estabelece que o Estado apresente, no prazo de 120 dias, um plano estruturado de prevenção e controle das comunicações ilícitas nas unidades prisionais relacionadas aos fatos investigados. O documento deverá contemplar diagnóstico das deficiências existentes, medidas administrativas, operacionais e tecnológicas, cronograma de execução e previsão dos recursos orçamentários necessários. A decisão também determina o aperfeiçoamento dos protocolos de monitoramento de presos com histórico de liderança em organizações criminosas e a implantação de mecanismos de rastreabilidade de celulares, chips e outros dispositivos apreendidos.A ação foi proposta após investigação do Ministério Público reunir elementos que demonstraram a continuidade da atuação criminosa de detentos mesmo durante o período de custódia estatal. Entre as provas apresentadas estão decisões judiciais transitadas em julgado que comprovaram o comando de homicídios, tráfico de drogas e outros delitos por pessoas recolhidas em unidades prisionais do estado.O Ministério Público também apresentou dados que evidenciam a dimensão do problema, como a apreensão de 1.155 aparelhos celulares em um período de 24 meses na Penitenciária Central do Estado (PCE). Para o MPMT, os números revelam falhas sistêmicas no controle das comunicações ilícitas e na contenção da atuação de lideranças criminosas dentro dos estabelecimentos penais.Embora tenha obtido o reconhecimento da omissão estatal e a determinação de medidas estruturais para corrigir as irregularidades apontadas, o Ministério Público recorrerá da sentença em relação ao pedido de indenização por dano moral coletivo. Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, além das quatro condenações com trânsito em julgado de pessoas que estavam presas e mesmo assim ordenaram o cometimento de assassinatos de dentro da cadeia, outros elementos produzidos durante a investigação demonstram que as falhas identificadas causaram prejuízos à coletividade, razão pela qual o MPMT buscará a reforma parcial da decisão.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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