MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Corregedoria Nacional conhece experiências positivas do MPMT
Seis boas práticas implementadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a maioria contida no Planejamento Estratégico da instituição, foram apresentadas nesta sexta-feira (17) à Corregedoria Nacional do Ministério Público. Além do corregedor nacional, Oswaldo D´Albuquerque Lima Neto, também assistiram à exposição os conselheiros Paulo Cezar dos Passos e o coordenador-geral da Corregedoria Nacional, Sílvio Roberto Oliveira de Amorim Junior.
A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do MPMT, Hellen Uliam Kuriki, coordenou os trabalhos. A apresentação também foi acompanhada pelo procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, pelo subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, Marcelo Ferra de Carvalho, entre outros membros da instituição.
A exposição teve início com a apresentação do projeto “Cibus – Você tem fome de quê?”. Impactado com a iniciativa, o corregedor-nacional enfatizou a importância do envolvimento do Ministério Público em relação à temática da insegurança alimentar. “Nós estamos falando de fome e quando se fala de fome, nós falamos de saúde e de vida. Então, como é que nós vamos ter um Ministério Público que não se preocupa com isso? Como é que nós vamos ter um Ministério Público que não tenha ações que busquem defender a dignidade das pessoas, os direitos fundamentais? Para mim esse é o pilar da atuação constitucional do Ministério Público brasileiro”, ressaltou.
O corregedor-nacional destacou que, além do MP de Mato Grosso, Ministérios Públicos de outros estados também têm atuado nessa linha. “Temos visto isto ao longo do Brasil. Um trabalho que demonstra que a Corregedoria-Nacional acertou ao estabelecer esta temática de fomento à resolutividade nas nossas correições atuais”, observou.
Conheça as iniciativas apresentadas à Corregedoria- Nacional:
Cibus – Você tem fome de quê?
Objetivo: Fortalecer a Política de Segurança Alimentar e colaborar, através das ações desenvolvidas, para a diminuição do número de pessoas com fome no Estado de Mato Grosso.
Mediação Escolar
Objetivo: Implementar a Mediação de Conflito Escolar em todas as escolas da rede pública estadual e municipal do estado, visando prevenir a violência e promover uma cultura de paz nas escolas. O projeto consiste em etapas de sensibilização, desenvolvimento e capacitação para pacificar os conflitos nas unidades de ensino e melhorar a qualidade da educação.
Reconstruindo Sonhos
Objetivo: Fomentar a ressocialização das pessoas privadas de liberdade em, pelo menos, 25 unidades prisionais de Mato Grosso, proporcionando a ampliação da compreensão do sentido da vida, qualificação e habilitação profissional e promoção da reinserção social. Busca-se, com a iniciativa, o fortalecimento da reinserção social dos reeducandos, redução das práticas delituosas e do reingresso criminal.
Satélites Alertas
Objetivo: Desenvolvimento de um sistema de monitoramento e produção de relatórios automatizados sobre desmatamentos e queimadas no estado de Mato Grosso. Principais frentes do projeto: Cooperações técnicas entre MP e outros órgãos; Informações gerais dos imóveis rurais; Sistema Integrado de Informações Geográficas de Degradações Ambientais; Sala de Situação.
Projeto Luz
Objetivo: Padronização da atuação da rede de proteção nos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, conforme dispõe a Lei n. º 13.431/2017. O projeto consistiu na realização de reuniões com a rede de proteção, realização de workshop de sensibilização, instalação da sala de depoimento especial na comarca de Nova Mutum; desenvolvimento do aplicativo Luz.
Prevenção começa na Escola
Objetivo: Sensibilizar os alunos e toda a comunidade sobre práticas nocivas ao público infantojuvenil, propondo uma grande reflexão na comunidade escolar e estímulo ao debate, de modo a reduzir a ocorrência dessas práticas e orientar sobre o que fazer e onde buscar ajuda. O projeto consiste na exibição de peça de teatro nas unidades de ensino de todo o estado.
Fonte: MP MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza
“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).
Fonte: Ministério Público MT – MT
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