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Construção de Lar dos Idosos contará com recursos destinados pelo MP

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Um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Associação Médica do Médio Araguaia e o Município de Barra do Garças assegurou aos cofres públicos uma indenização no valor de R$ 2 milhões. O dinheiro já foi depositado na conta do Município e será destinado para a construção do Lar dos Idosos Bem viver. A entidade deverá atender 80 idosos.

O promotor de Justiça Marcos Brant Gambier Costa explica que o acordo foi feito nos autos de uma ação civil pública que questionou a regularidade, constitucionalidade e legalidade do ato jurídico de doação de imóvel público à Associação Médica do Médio Araguaia, no ano de 1996.

Segundo apurado pelo MPMT, a lei municipal e o ato jurídico de doação descumpriram requisitos legais e constitucionais. Além da ausência do interesse público, o MPMT alegou na ação que não houve licitação, o que tornou a lei autorizativa materialmente inconstitucional e nulo o ato jurídico de alienação.

No acordo, o promotor de Justiça destacou que devido ao longo lapso temporal entre o ato de doação e a posterior alienação do bem a terceiro interessado, e também a não comprovação de má-fé por parte da adquirente do imóvel, não haveria justificativa para a sua reversão. Tanto o MPMT, quanto o Município e a Associação Médica concordaram que a situação poderia ser resolvida em perdas e danos, com a fixação de indenização aos cofres públicos.

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OUTRA AÇÃO – Em 2014, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Barra do Garças, ingressou com ação contra o Município objetivando a condenação do ente municipal na obrigação de construir um abrigo institucional de longa permanência para idosos (ILPI), ou, alternativamente, Casas Lares, de acordo com as normas legais pertinentes à matéria.

 Após regular trâmite do feito, o Poder Judiciário julgou procedente a ação do MPMT e condenou o Município na obrigação de elaborar projeto de lei sobre o assunto, além de incluir na lei orçamentária a ser elaborada a construção de abrigo institucional de longa permanência para idosos. Em razão da inercia demonstrada pelo Município, o MPMT ingressou em 2019 com ação de execução da sentença.

Foto Capa: Lenine Martins – SESP/MT

Fonte: MP MT

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MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora.
Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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