MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Caliandra acolhe vítimas e transforma vidas com atendimento humanizado
“O Espaço Caliandra foi a luz no fim do túnel, quando eu já não enxergava mais nenhuma saída”. O relato é de uma vítima de 28 anos, atendida em junho de 2025, e ilustra o impacto transformador da atenção especializada aos casos de violência doméstica e familiar. A vítima foi uma das 95 mulheres acolhidas no Espaço Caliandra do Ministério Público de Mato Grosso, no período de 13 meses. Localizado na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, o Espaço integra o Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, coordenado pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. A iniciativa oferece atendimento humanizado e multidisciplinar, com foco na escuta ativa, no apoio psicológico e na orientação jurídica e social das vítimas.Entre as histórias acompanhadas, está a dessa vítima, mãe de quatro filhos, que buscou ajuda após contato da assessoria do Espaço Caliandra. A vítima havia sofrido estupro, violência física e psicológica de um parente próximo, e viveu por dois anos em silêncio, temendo pelas próprias vidas e as dos filhos. “Perdi minha casa, meu emprego, até meus filhos tive que mandar para longe por segurança. Desde então, minha vida não tem sido mais a mesma. Minha família ainda vive ameaçada”, contou.
O acolhimento no Espaço Caliandra marcou o início de uma nova fase. Após o atendimento psicológico e o suporte social, ela relata uma transformação em sua autoestima e coragem. “Deixei de ser uma pessoa triste. Hoje estou procurando emprego, fazendo bicos, tentando reconstruir minha vida. Me senti segura, uma nova pessoa”, disse. A mulher deixa um recado a outras vítimas, “Mesmo com medo, mesmo sob ameaça, há formas seguras de buscar ajuda. Não se escondam. Não fiquem sozinhas. Há saídas. Estou mais feliz, animada, e aprendi que a vida tem valor”, afirma. Outro caso é o de uma mulher de 62 anos, que passou décadas em um relacionamento violento. Atendida em fevereiro deste ano, ela destaca a importância da escuta e do acolhimento para a reconstrução de sua autonomia. “O atendimento que recebi mudou o rumo da minha vida. Através do apoio da equipe, consegui enxergar que eu não estava sozinha, que existia uma rede pronta para me apoiar e, principalmente, que eu tinha valor”, contou. Para essa mulher, ser acolhida, escutada e vista foi o ponto fundamental para tomada de decisões que mudaram o rumo de sua vida. “Essa escuta acolhedora foi fundamental para que eu tomasse decisões difíceis, mas necessárias. Hoje, sigo reconstruindo minha história com mais força, com mais clareza e com um sentimento profundo de gratidão”, agradeceu. Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica, o retorno das mulheres atendidas é um reconhecimento que fortalece o trabalho e motiva a equipe a seguir oferecendo um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado.“Saber que o Espaço Caliandra fez a diferença na vida dessas mulheres nos fortalece enquanto instituição e nos impulsiona a seguir oferecendo um atendimento cada vez mais humanizado, ético e comprometido com a dignidade das vítimas”, afirma a promotora de Justiça. A equipe do Espaço Caliandra é formada por psicóloga, assistente social, assessora jurídica e estagiária de serviço social, atuando de forma articulada para garantir proteção e dignidade às mulheres atendidas. Atendimentos – O serviço especializado do Espaço Caliandra atendeu 95 mulheres entre maio de 2024 e junho de 2025, oferecendo apoio psicológico, orientação social e assistência jurídica. Durante esse período, cerca de 200 demandas jurídicas foram registradas, beneficiando 120 mulheres com medidas protetivas ou processos judiciais em andamento. O trabalho técnico da equipe resultou ainda em 35 comunicados de crimes, 38 relatórios psicossociais e 37 encaminhamentos para serviços da rede de enfrentamento da violência doméstica e familiar de Cuiabá.O Espaço Caliandra recebe demandas oriundas dos processos em trâmite nas Promotorias de Justiça, mas também atende vítimas que buscam ajuda de forma espontânea. A iniciativa faz parte da estratégia do Ministério Público para fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, promovendo dignidade, proteção e autonomia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Réus são condenados por sequestro e estupro de vulnerável
A Justiça de Mato Grosso condenou, nesta quarta-feira (20), os réus M. A. R. e W. S. R. pelos crimes de sequestro e cárcere privado e estupro de vulnerável, além de denunciação caluniosa. A sentença foi proferida pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá, em ação penal proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Conforme a sentença, as penas somadas chegaram a 18 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão para M. A. R. e 14 anos de reclusão para W. S. R., ambas em regime inicial fechado. A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva, em ação assinada pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital.De acordo com a decisão, M. A. R. foi condenado pelos três crimes imputados. Pela prática de sequestro e cárcere privado, teve a pena fixada em 2 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão. Pelo crime de estupro de vulnerável, com a incidência de causa de aumento por exercer posição de autoridade sobre a vítima (padrasto), a pena foi estabelecida em 13 anos e 9 meses de reclusão. Já pela denunciação caluniosa, a condenação resultou em 2 anos e 1 mês de reclusão, além de 10 dias-multa.No mesmo processo, W. S. R. foi condenado por sequestro e cárcere privado e por participação no crime de estupro de vulnerável na modalidade de omissão imprópria. Para o primeiro crime, a pena definitiva foi fixada em 2 anos de reclusão. Já pelo estupro de vulnerável, a pena foi estabelecida em 12 anos de reclusão.A decisão destacou que os crimes foram praticados em concurso de pessoas e em contexto de extrema vulnerabilidade da vítima, uma menor de 13 anos à época dos fatos, circunstâncias que influenciaram diretamente na fixação das penas e no regime inicial fechado. O magistrado também manteve a prisão preventiva dos réus e negou o direito de recorrer em liberdade, considerando a gravidade concreta das condutas.Além das penas privativas de liberdade, a sentença fixou o pagamento de indenização mínima no valor de R$ 40 mil por danos materiais e morais, a ser pago solidariamente pelos condenados.A decisão também determinou a perda dos aparelhos celulares utilizados no planejamento e execução dos crimes, que serão revertidos em favor da União. Após o cumprimento das penas, os réus deverão ser submetidos a monitoramento eletrônico pelo prazo de dois anos, como medida de acompanhamento pós-penal.Segundo a sentença, os crimes foram previamente planejados por M. A. R., que contratou W. S. R. para simular um sequestro da adolescente e, assim, colocá-la em situação de vulnerabilidade.A vítima foi abordada ao entrar em um veículo, teve a liberdade restringida e foi levada a um motel, onde permaneceu privada de locomoção. No local, M. A. R. praticou atos libidinosos contra a adolescente, enquanto W. S. R. acompanhou toda a ação, sem impedir os abusos, mesmo tendo condições de agir.Após os fatos, M. A. R. ainda registrou um boletim de ocorrência com versão falsa para tentar encobrir os crimes e atribuir a terceiros inexistentes a autoria do suposto sequestro.Foto: TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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