MATO GROSSO

Seminário debate gestão de políticas públicas esportivas nos municípios de MT

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) promove, nesta terça e quarta-feira (18 e 19.06), o seminário da Escola de Formação em Esporte e Lazer (Efel), no auditório do bloco D, do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag). O evento é direcionado a gestores municipais de Mato Grosso e conta com conferências, palestras, mesas redondas e grupos de trabalhos sobre a gestão de políticas públicas esportivas nos municípios.

Essa é a terceira edição do Seminário, que faz parte da Escola de Formação em Esporte e Lazer, um programa de qualificação gratuito promovido pela Secel, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

A programação começa às 9h nessa terça-feira, com abertura oficial e, em seguida, mesa redonda sobre “Gestão de Esporte e Lazer nos Municípios”. Participam da atividade os professores Leandro Mazzei, da Universidade Estadual de Campinas Unicamp, e Ana Paula Maoski, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

A partir das 14h, o secretário da Secel, Jefferson Neves, se junta ao secretário municipal de Esporte e Lazer de Sorriso, Emílio Brandão Jr, para conduzir a mesa redonda “Políticas Esportivas no Brasil e em Mato Grosso”.

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Às 16h, uma nova mesa irá discutir os “Indicadores de Gestão do Esporte nos Municípios de Mato Grosso”. A atividade terá a participação dos professores João Victor de Souza, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Ana Paula Maoski, da UTFPR, ambos representando o Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva.

Na quarta-feira (19), às 8h, a programação é retomada com Grupos de Trabalho (GTs) sobre “Projetos e Ações Esportivas nos Municípios”. Para a ação, os participantes são divididos de acordo com as dez regiões esportivas de Mato Grosso. A plenária de apresentação dos projetos e ações será realizada ainda no fim da manhã.

Durante a tarde, a partir das 14h, haverá a mesa redonda “Gestão Pública para o Desenvolvimento Esportivo”, em que as informações serão debatidas pelo vice-presidente do Conselho Estadual do Desporto (Consed), Antonio de Figueiredo Neto, e o secretário de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania de Mato Grosso do Sul (MS), Marcelo Miranda.

A última mesa redonda acontece às 16h15, com o tema “Políticas e Gestão Esportiva nos Municípios”. O debate e a apresentação de conhecimentos terão como participantes a secretária de Esporte e Lazer de Volta Redonda (RJ), Rose Vilela, e o secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba (PR), Carlos Eduardo Pijak Jr.

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“Nosso objetivo é apoiar os gestores municipais no desafio de tornar o esporte e o lazer possível para todos e todas em Mato Grosso”, ressalta o coordenador da Escola de Formação e professor da Unemat, Riller Reverdito.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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