MATO GROSSO

Seduc finaliza ações de preparação para avaliações do Saeb; 526 escolas estaduais participam

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) está finalizando os preparativos para que 526 escolas da Rede Estadual de Ensino participem, de 21 a 31 de outubro, das avaliações do SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica, coordenadas pelo Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, que é vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Também participam desta edição, 662 escolas das redes municipais, 19 unidades federais e 190 escolas da rede privada no Estado. No total, serão 1.397 escolas participantes.

Desde o início do ano a Seduc está se preparando para o Saeb 2025 com ações como o “Movimenta Saeb” e a “Operação Saeb”, lançada em abril deste ano, visando elevar os níveis de proficiência dos alunos. Um simulado do Saeb também foi aplicado em junho para estudantes do Ensino Fundamental e Médio.

Além disso, a Secretaria de Educação investe mais de R$ 8 milhões por quatro anos consecutivos no Prêmio Alfabetiza MT, com incentivos às escolas municipais que apresentam as melhores práticas de alfabetização. O prêmio destina R$ 5,5 milhões para a premiação das 100 melhores práticas e R$ 2,7 milhões para apoiar outras 100 escolas que ainda precisam de avanços.

A meta da Seduc é continuar melhorando a aprendizagem para Mato Grosso obtendo também melhores resultados no Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Em 2023, os anos iniciais do Ensino Fundamental obteve nota 5,7. Os anos finais receberam 4,8 e, o Ensino Médio obteve nota 4,2, fazendo com que Mato Grosso saltasse de 22ª para a 8ª posição no ranking nacional do MEC no Ensino Médio.

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As provas

A exemplo de edições anteriores, as provas serão aplicadas de forma censitária aos estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série e 4ª do Ensino Médio, este último aplicável no caso das escolas integradas com ensino técnico.

Alunos do 2º ano do Ensino Fundamental (avaliação da alfabetização), por sua vez, participam por amostragem, com objetivo de representar diferentes etapas da educação básica, permitindo uma leitura abrangente dos níveis de aprendizagem.

As disciplinas avaliadas são Língua Portuguesa, aplicada em todas as etapas (censitária e amostral); Matemática, aplicada em todas as etapas (censitária e amostral); Ciências Humanas, avaliada em aplicação amostral; e Ciências da Natureza, avaliada em aplicação amostral.

Além das provas, o Saeb 2025 inclui questionários contextuais destinados a professores, diretores, secretários municipais de Educação e famílias dos alunos. Esta fase tem como objetivo complementar os dados das provas com contexto socioeducacional, com a meta de enriquecer a análise pedagógica.

Neutralidade

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, observa que o Saeb é aplicado por profissionais contratados pelo MEC, e não pelos professores da própria escola, para garantir neutralidade.

“Se o objetivo é avaliar a qualidade da educação básica, gerar indicadores como o Ideb e orientar políticas públicas e melhorias no ensino, é natural que precise dessa neutralidade”, informa.

O secretário explica que os aplicadores vão até as escolas, distribuem os testes e coletam as respostas dos alunos, professores e gestores.

“A escola participa apenas oferecendo a estrutura e organizando os alunos”, completa.

Histórico positivo

Mato Grosso possui a 10ª melhor educação do país no Ensino Fundamental e foi o primeiro Estado a concluir uma política para os anos finais do Ensino Fundamental. Alan reforça que, no ensino fundamental, a rede pública de educação superou a meta de alfabetização de 59% em 2024, fechando o ano com 60,59% das crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano.

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Por conta desse avanço, a Seduc estabeleceu metas ousadas, aumentando a régua da alfabetização a cada ano. Para 2025 até 2030 são: 63%, 67%,71%,74%, 77% e 80%, respectivamente.

Como resultado desse esforço, a educação pública de Mato Grosso foi reconhecida na categoria Ouro do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, concedido pela primeira vez pelo Ministério da Educação (MEC).

O Estado foi o terceiro do país que mais avançou na alfabetização na idade certa em 2023 – critério primordial para receber o Selo Ouro. Entre os 124 municípios mato-grossenses que aderiram ao CNCA – Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, 96 deles cumpriram os requisitos exigidos e também receberam o Selo Ouro, 17 receberam Prata e 11 foram reconhecidos com o Selo Bronze.

“Não basta apenas aumentar a participação das escolas nas provas do Saeb, mas também elevar a rede estadual ao ranking das cinco redes públicas mais bem avaliadas do país até 2026”, conclui Alan Porto.

Das 628 escolas da rede estadual, 577 unidades atendem os Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) com cerca de 178.739 estudantes matriculados em 2025. Os Anos Iniciais (1º a 5º ano), de responsabilidade dos municípios, recebe apoio da Seduc por meio do Regime de Colaboração com os 142 municípios do estado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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