MATO GROSSO

Seduc e DNIT ampliam programa de educação para o trânsito em escolas estaduais para 2026

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) intensifica, durante o ano letivo de 2026, a realização do Programa Conexão DNIT – Educação para o Trânsito nas unidades da Rede Estadual. A iniciativa busca promover a formação de estudantes mais conscientes, responsáveis e comprometidos com a segurança viária.

Desenvolvido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o programa propõe a integração da educação para o trânsito ao currículo da educação básica, especialmente no componente curricular de Geografia, além de possibilitar o trabalho transversal em diferentes áreas do conhecimento.

A participação das unidades escolares ocorre por meio da adesão ao programa e da implementação de práticas pedagógicas voltadas à temática. Em sala de aula, os professores utilizam materiais disponibilizados na plataforma do Conexão DNIT para desenvolver atividades com os estudantes, abordando temas como mobilidade urbana, cidadania, organização do espaço e segurança no trânsito.

Além disso, os profissionais da educação também podem participar de formações específicas em educação para o trânsito. Os cursos, com carga horária total de 60 horas, estarão disponíveis a partir deste mês na plataforma AVADEP, contribuindo para o aprimoramento das práticas pedagógicas.

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Impacto na formação dos estudantes

A inclusão do ensino sobre educação para o trânsito no cotidiano escolar possibilita aos estudantes o desenvolvimento de conhecimentos relacionados à mobilidade urbana e à segurança. A iniciativa também incentiva a reflexão sobre comportamentos no trânsito, reforçando a importância do respeito às normas, tanto na condição de pedestres quanto de futuros condutores.

As atividades realizadas em sala de aula contribuem, ainda, para a compreensão da organização do espaço urbano e dos desafios da mobilidade nas cidades, ampliando a percepção dos alunos sobre questões sociais e coletivas.

Além disso, a proposta estimula o protagonismo estudantil ao promover a participação ativa em debates e práticas voltadas à construção de uma cultura de paz e segurança no trânsito.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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