MATO GROSSO

Secretário se reúne na Zona Franca de Dubai em busca de soluções para ZPE de Cáceres


O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Cesar Miranda, se reuniu nesta quinta-feira (17.02), em Dubai, com representantes da DP World, que administra o Porto de Jebel Ali e a Zona Franca de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O objetivo do encontro foi buscar exemplos e soluções efetivas para colocar a Zona de Processamento e Exportação (ZPE) de Cáceres em funcionamento. O Governo de Mato Grosso retomou as obras da ZPE em fevereiro de 2020, após 30 anos de paralisações, com investimento aproximado de R$ 16 milhões.

“Já estamos com 70% da parte administrativa da ZPE de Cáceres pronta, com inauguração prevista ainda no primeiro semestre deste ano, e precisamos buscar soluções para a operacionalização do local, tanto administrativa, como de logística. O exemplo de sucesso da Zona Franca de Dubai nos oportuniza pensar em um projeto para Mato Grosso”, destacou. 

Outro ponto positivo do encontro foram as perpectivas para as empresas de Mato Grosso ampliarem seus negócios nos Emirados Árabes, utilizando o Porto e a Zona Franca de Dubai para venderem seus produtos, ou como um hub para países da Africa Central e Oriente Médio. 

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“Somos responsáveis por 33% da atividade econômica de Dubai, uma movimentação anual de mais de 100 bilhões de dólares. São mais de 8 mil empresas que estão localizadas na Zona Franca e que oferecem serviços de logistica e armazenamento”, explicou o representante da DP Word, Thiery Vartormme, acrescentando que outra grande facilidade é que o porto e a zona franca estão interligados ao aeroporto de cargas. 

O mercado da região, segundo Thiery, está aberto para ampliar novos contratos e diversificar fornecedores. “A região necessita de segurança alimentar e a ampliação dos negócios é estimulada pelo governo. O que está em franca expansão é o comércio de proteína de frango, pois 60% do que eles consomem é originário do Brasil”, afirmou. 

“O que buscamos é ampliar as oportunidades para a nossa indústria e para os produtores. Isso pode gerar mais empregos e oportunidades em nosso Estado”, reforçou Cesar Miranda. 

Além do frango, o mercado também está aberto para as demais proteínas animal e vegetal. 

Para a vice-presidente da Aquamat, Patrícia D’Oliveira Marques, o mercado do Oriente Médio é uma grande oportunidade para os produtores mato-grossenses. “É um leque de oportunidades que se abre para o nosso peixe. Prospectar mercados pode transformar a nossa economia e, consequentemente, dar um destino rentável para a nossa produção”, ponderou. 

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A visita técnica foi organizada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e contou com a presença de integrantes da delegação de São Paulo, da secretária de Comunicação, Laice Souza, do presidente da MTPar, Wenner Santos, do representante do Imac, Bruno  de Jesus Andrade, e da assessora de Assuntos Internacionais de Mato Grosso, Rita Chiletto.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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