MATO GROSSO

Seciteci abre seletivo para contratação de professores para educação profissional

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) publicou um edital de processo seletivo para contratação de professores temporários para atuação nas Escolas Técnicas Estaduais de Educação Profissional e Tecnológica (Etecs). As inscrições terminam no dia 19 de fevereiro e podem ser realizadas por meio de formulário online – clique aqui para acessar. O resultado será divulgado no dia 23.

As vagas são para as escolas técnicas de Água Boa, Cáceres, Cuiabá, Campo Verde, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Poxoréu, Sinop e Sorriso. As ofertas também preveem atuação em unidade fora de sede, ou seja, em outras cidades.

O edital destina-se a professores nas áreas de informática, agronomia, zootecnia, administração e engenharia de automação. Em relação aos salários, o documento prevê remuneração de acordo com o grau de titulação.

Os profissionais com título de graduação poderão receber de R$ 3.068,62 a R$ 6.137,27, considerando a carga horária de 20h a 40h semanais; já os professores com especialização poderão receber de R$ 3.375,44 a R$ 6.751,02, observando a carga horária. Os profissionais com mestrado poderão receber de R$ 4.773,43 a R$ 9.546,89; e os com titulação de doutorado stricto sensu, de R$ 6.137,22 a R$ 12.274,47.

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Para o seletivo será realizada a avaliação curricular, considerando a titulação, com valor máximo de 28 pontos; experiência docente, com avaliação máxima de 36 pontos; e experiência profissional, com avaliação máxima de 36 pontos. Dessa forma, o acúmulo máximo poderá ser de 100 pontos no resultado final.

Além disso, é importante observar que o candidato não pode se inscrever em mais de um dos perfis profissionais na mesma Escola Técnica, assim como deverá anexar toda a documentação exigida, bem como todos os formulários anexados ao documento.

Etec

Por meio da Seciteci, são ofertados cursos técnicos na modalidade concomitante intercomplementar com o Ensino Médio para jovens na faixa etária de 15 a 17 anos que estejam matriculados no Ensino Médio em escolas parceiras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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