MATO GROSSO

Polícia Civil desmantela esquema milionário de tráfico e lavagem de dinheiro nas regiões de fronteira

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20.3), a Operação Conluio Pantaneiro, para cumprir 62 ordens judiciais contra uma facção criminosa que atua nas regiões de fronteira de Mato Grosso e outros três estados da federação, cometendo crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, chegando a movimentar R$ 54 milhões.

Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de valores e sequestro de veículos, expedidos pelo Juízo da Quarta Vara Criminal da Comarca de Cáceres, em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Poconé, Taubaté (SP) e Cruzeiro do Oeste (PR).


A investigação, realizada pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), teve início após a prisão de um homem, de 42 anos, no dia 02 de setembro de 2023, na Estrada Transpantaneira de Poconé, pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), enquanto ele transportava 461,275kg de cocaína.

Após a apreensão, as investigações, que tiveram duração de mais de dois anos, identificaram uma facção criminosa voltada para os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com envolvimento de pelo menos 20 pessoas e 12 empresas.

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O líder da organização criminosa, morador de Cáceres, controlava o recebimento da droga na região de fronteira, o armazenamento, transporte para outros estados e a lavagem de dinheiro, por meio de terceiros e pessoas jurídicas.

“Entre 06 de junho de 2023 e 17 de agosto de 2023 foram recebidos pelo menos seis carregamentos de drogas com êxito, logo, estima se que a organização criminosa recebeu no período cerca de 2.700Kg de pasta base de cocaína”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso.

As investigações identificaram a existência de um complexo mecanismo de circulação de valores e ocultação patrimonial, estruturado por meio de múltiplas contas bancárias e empresas interligadas, destinado a redistribuir e dar aparência lícita ao dinheiro proveniente da atividade criminosa.

Durante as investigações, a Polícia Civil contou com a cooperação da Receita Federal e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que foram essenciais na obtenção de provas e consequentemente na identificação da estrutura e modus operandi da facção criminosa, bem como com a celeridade do Ministério Público e do Poder Judiciário, respectivamente, nas manifestações e decisões.

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A operação conta com apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres (Delegacias de Rio Branco, Mirassol D’Oeste, DEDM, DEA, Derf e 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres), da GCCO, da DRCI e das Polícias Civis dos estados de São Paulo e Paraná.

Operação Pharus

Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.

O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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