MATO GROSSO
MT rompe séculos de silenciamento literário e publica livro com sabedorias das mulheres ciganas
Rompendo séculos de invisibilidade e silenciamento na história oficial, a primeira obra literária que aborda o universo cigano em Mato Grosso, “Calins do Cerrado – Medicinas e Sabedorias Ciganas”, será lançada nesta sexta-feira (6.2), em Rondonópolis, pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e a Editora Entrelinhas. A cerimônia de lançamento acontece a partir de 19h, na Biblioteca Pública Municipal Manoel Severino da Silva, localizada na Vila Operária (Quadra 20A, Lote 1131, Avenida Filinto Muller).
O evento vai contar com programação que engloba a exibição do episódio “Zilma”, da minissérie Luzia e As Calins de Mato Grosso, ainda inédita, e declamação da poesia “Sol”, de encerramento do livro, de autoria da vice-presidente da AEEC-MT, Jéssika Lorrayne Alves Cabral Lima Leme, também a proponente e produtora executiva do livro. Também está prevista a apresentação de danças ciganas solos com integrantes do grupo de danças Tradição Cigana, que tem sede na cidade.
Mestre Diva Foto: Karen Ferreira e Maria Clara Aquino
O livro foi publicado por meio do projeto “Mestra Diva – Ensinamentos e Sabedorias da Medicina Calon”, aprovado no Edital de Seleção Pública Viver Cultura – Identidades – Edição LPG 2023 da Secel/MT. Um dos temas centrais é a ligação entre as tradições ciganas, como a medicina Calon e a natureza, mais especificamente o cerrado, no caso das Calins que vivem no Estado.
Irandi Rodrigues Foto: Karen Ferreira e Maria Clara Aquino
A obra apresenta contos de cinco mulheres ciganas de quatro cidades mato-grossenses, entre elas a Mestra da Cultura Mato-grossense, raizeira Maria Divina Cabral, a Mestra Diva, de Rondonópolis, que também é a entrevistada especial da edição. Além disso, participam a professora aposentada Irandi Rodrigues Silva, de Chapada dos Guimarães, a assistente social Terezinha Alves, de Cuiabá, a matriarca da comunidade Calon de Tangará da Serra, Venerana Rodrigues Cunha Pereira e a ativista Nilva Rodrigues Cunha, de Rondonópolis.
De acordo com Jéssika Lorrayne, este é o primeiro livro publicado na literatura mato-grossense inteiramente produzido por pessoas ciganas. Segundo a proponente, a obra é uma continuidade do projeto Diva e As Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã, que reconheceu e homenageou Maria Divina como mestra da Cultura Mato-grossense e desdobrou-se na Exposição Multimídia Calin e na minissérie em cinco episódios Diva e As Calins de MT, que podem ser acessadas no seguinte pelo link www.galeriacalin.com .
“É muito importante a gente conseguir registrar em forma de contos, frases e fotos um pouco do que foi a história de nossas mulheres mais velhas, como a minha vó Diva e as tias Nerana, Terezinha, Irandi e Nilva, que estão no livro. No caso da minha vó ainda fica mais significativo, pois ela nunca teve a oportunidade de frequentar a escola, mas agora tem um livro com ensinamentos e sabedorias de vida”, emociona-se Jéssika, ao lembrar que as mulheres do tronco étnico Calon, se autodenominam de “Calins”, palavra na língua Chibe que pode ser traduzida como “Ciganas”.
Em breve o livro poderá ser acessado, a um preço simbólico, no site da Exposição Muiltimídia Calin, no endereço www.galeriacalin.com .
SERVIÇO:
O que: Lançamento do livro Calins do Cerrado – Medicina e Sabedorias Ciganas
Quando: 6/2/2026 – sexta-feira
Horário: 19h
Onde: Biblioteca Pública Municipal Manoel Severino da Silva, localizada à Avenida Filinto Muller, Quadra 20A, Lote 1131, Vila Operária, Rondonópolis-MT.
*Com informações da assessoria de imprensa
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Novo equipamento da Politec acelera análises de vestígios de crimes sexuais
Novo equipamento de alta tecnologia foi destinado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para acelerar as análises periciais de DNA forense de crimes sexuais feitas pela instituição.
Denominado QIAcube Connect, o aparelho realiza a extração diferencial, que consiste na separação da mistura de DNA contido nas células espermáticas do DNA presente no corpo da vítima da qual foi realizada a coleta para exames.
Na prática, isso significa que mais amostras genéticas serão processadas em menos tempo, com menos ocorrência de erros humanos e menos chance de contaminações decorrentes de manipulação, agilizando assim a emissão de laudos periciais.
O investimento em tecnologias para o processamento de amostras de crimes sexuais é peça vital no enfrentamento à violência contra a mulher, através da obtenção de evidências forenses, as quais são essenciais para a investigação, condenando agressores e inocentando os não envolvidos.
A obtenção de um perfil genético a partir de vestígios criminais é o objetivo final do processamento laboratorial realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, sendo que diversas etapas anteriores, técnicas e equipamentos são necessários.
Conforme a coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, antes, o procedimento de lavagem diferencial era feito manualmente, o que restringia a capacidade de processamento de apenas de quatro a seis amostras por vez. “Este método demanda várias horas de trabalho e a supervisão constante de um perito forense com destreza e habilidade para a realização do método. A implementação do equipamento permite o processamento de 12 amostras em apenas 90 minutos, sem a necessidade de supervisão constante por um profissional. Essa automação não apenas reduz significativamente o tempo necessário para análise, mas também minimiza as chances de erros”, explicou a perita.
Rosângela pontua, ainda, que foram observados uma redução substancial no tempo de processamento das amostras de crimes sexuais, encurtando-o em até três horas, além de resultados de alta qualidade.
“Cerca de 300 amostras processadas no laboratório são de vestígios de crimes sexuais. Sendo assim, quando falamos de ganho de três horas com o suporte do equipamento, que antes era limitada pelo trabalho humano, nós estamos falando de ampliar essa tecnologia para toda a nossa demanda relacionada aos vestígios de crimes sexuais que possam conter material espermático, que representa a maioria das nossas buscas por DNA no setor”, analisou.
O equipamento teve o custo de cerca de R$ 250 mil e foi adquirido com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Fonte: Governo MT – MT
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