MATO GROSSO
‘MT Produtivo’ é apresentado aos membros do Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável
Foi apresentado, na manhã desta terça-feira (06.12), aos membros do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) o “Projeto MT Produtivo”.
Construído pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural), em parceria com o Banco Mundial, destinará US$ 100 milhões para o custeio de projetos que visem o fortalecimento e o apoio à agricultura familiar estadual.
A previsão é implantar as atividades do ‘MT Produtivo’ no segundo semestre de 2023, com prazo de duração de cinco anos.
Durante a apresentação, os integrantes do CDRS foram convidados a contribuir com o Grupo de Trabalho (GT) do projeto. Formado por 28 instituições – 14 instituições representantes da sociedade civil organizada e 14 instituições governamentais -, o Conselho Estadual foi criado para ajudar o Governo do Estado na criação e orientações de diretrizes das políticas públicas estaduais ligadas à agricultura familiar, bem como criar normas e critérios para acelerar o desenvolvimento rural sustentável e solidário.
Uma das sugestões apresentadas foi a de incluir no projeto ações que contemplem os povos indígenas e que haja uma governança para abordar especificamente este tema. Apresentada pela representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Ligia Vendramin, a sugestão foi acatada pelos integrantes.
Outra sugestão levantada pelo conselheiro Osvaldo Biase, representante da Cooperativa de Crédito Sicredi, foi a de criar alternativas para que os produtores familiares acessem linhas de crédito, para investir em sua propriedade, melhoramento e expandindo a produção.
“Ouvir os representantes é de suma importância, porque eles estão envolvidos com o nosso segmento. A participação de todos em um projeto da envergadura do MT Produtivo é enriquecedor. Seja para sugerir ou para apontar erros, porque o momento é agora”, comenta o superintendente da Seaf, Luciano Gomes.
Os membros do CDRS terão até o dia 19 deste mês de dezembro para enviar suas sugestões para serem avaliadas e incluídas no GT do projeto.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Delegada-geral destaca fortalecimento da Polícia Civil e avanço no combate às facções criminosas em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu investimentos expressivos ao longo dos últimos sete anos, garantindo melhores estruturas, mais valorização dos servidores, reforço no efetivo e o aprimoramento das ações de inteligência, resultando no fortalecimento da instituição e na melhoria de indicadores criminais.
À frente da instituição desde 2023, a delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, ressalta as principais ações desenvolvidas pela instituição, os resultados alcançados no combate à criminalidade e os desafios enfrentados na área da segurança pública.
Confira a entrevista abaixo:
Quais foram os desafios encontrados quando a senhora assumiu a gestão da Polícia Civil?
Assumimos a gestão em 2023 com o desafio de fortalecer a estrutura da Polícia Civil, valorizar os servidores e ampliar a capacidade de resposta da instituição em um estado de dimensão continental como Mato Grosso – um trabalho exigiu planejamento, diálogo e decisões firmes desde o início.
Na época, os principais desafios foram recompor e fortalecer o efetivo, e conseguimos o reforço de 46 delegados, 384 investigadores e 290 escrivães, além de continuar a modernização da investigação, ampliar a presença da Polícia Civil no interior e promover um intenso combate às facções, aos crimes violentos e a violência contra grupos vulneráveis.
Agora, o grande desafio é acompanhar a evolução da criminalidade com uma polícia cada vez mais técnica, moderna e eficiente. Para isso, temos investido em inteligência, tecnologia, capacitação, integração entre unidades e fortalecimento das delegacias no interior.
Quais foram os avanços da Polícia Civil ao longo dos últimos anos?
A Polícia Civil conquistou muitos avanços nos últimos sete anos, mas, especialmente nesses três anos e 6 meses de gestão, avançamos muito na valorização profissional, na melhoria das condições de trabalho, na capacitação de servidores e na modernização das ferramentas utilizadas na atividade policial. Também buscamos uma gestão mais próxima, ouvindo as demandas das unidades e dos profissionais. Despertamos o sentimento de pertencimento.
A população também passou a contar com uma Polícia Civil mais estruturada, mais integrada e mais presente. Houve avanço no atendimento digital, na qualificação das investigações, na ampliação de operações e no atendimento mais humanizado, especialmente às vítimas de violência doméstica.
Vejo esses avanços como resultado de planejamento e compromisso institucional. Os investimentos em tecnologia, estrutura, viaturas, equipamentos, especialmente na capacitação e inteligência trouxeram mais eficiência à investigação e melhores respostas à sociedade.
O que a senhora considera que deixará como legado à Polícia Civil desse período em que está na gestão?
Acredito que o principal legado é uma instituição mais estruturada, mais valorizada e mais consciente do seu papel estratégico na segurança pública. Uma Polícia Civil que investiga com técnica, atua com firmeza e mantém o compromisso com a sociedade.
Ao longo dos anos a Polícia Civil vem aumentando gradativamente o número de operações e o volume de prisões, apreensões e outras medidas cautelares. Qual foi a metodologia adotada pela Polícia Civil para garantir mais eficiência em todo o Estado de Mato Grosso?
Adotamos uma metodologia baseada em planejamento, inteligência policial, análise de dados e integração entre as unidades. As operações passaram a ser construídas com foco em alvos prioritários, repressão qualificada e enfraquecimento das estruturas criminosas, promovendo especialmente na asfixia financeira. Tudo isso fortalece a investigação e permite uma resposta mais rápida e precisa.
E como a senhora avalia a atuação da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas?
A Polícia Civil tem atuado de forma firme, técnica e estratégica. O enfrentamento à criminalidade não se limita às prisões; também buscamos descapitalizar as facções, bloquear valores, apreender bens e enfraquecer financeiramente essas organizações.
Como quanto ao combate aos crimes informáticos praticados por meio eletrônico?
Temos ampliado a atuação nessa área com capacitação, ferramentas tecnológicas e unidades preparadas para investigar crimes praticados no ambiente virtual. É uma criminalidade dinâmica, que exige atualização constante e resposta técnica.
A Polícia Civil está preparada para dar uma resposta à sociedade no combate à criminalidade?
Sim. A Polícia Civil está cada vez mais preparada, com servidores capacitados, investimento em tecnologia, atuação integrada e foco na investigação qualificada. Evidentemente, os desafios são permanentes, mas a instituição tem demonstrado capacidade de resposta.
Há um anseio geral da sociedade no combate aos crimes de violência praticada em razão do gênero, especialmente dos feminicídios. Como a Polícia Civil tem contribuído nesse combate?
Esse é um tema tratado como prioridade. A Polícia Civil atua na repressão, na investigação qualificada, no atendimento humanizado às vítimas e na integração com a rede de proteção.
Qual o planejamento da Polícia Civil para os próximos meses deste ano?
Nosso planejamento é continuar fortalecendo a presença da Polícia Civil em todo o Estado, com foco na investigação qualificada, no combate às organizações criminosas, na redução dos crimes violentos e na melhoria do atendimento à população. Também seguimos investindo em tecnologia, capacitação e integração entre as unidades.
Fonte: Governo MT – MT
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