MATO GROSSO

Índice de roubos de cargas reduziu em 41% em Mato Grosso, aponta Observatório de Segurança Pública

O índice de roubos de cargas de grãos, peças, pneus e outros produtos transportados reduziu em 41% em 2024, em comparação com o ano de 2023, em Mato Grosso, segundo balanço divulgado pelo Observatório de Segurança Pública (OBS-MT), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

De acordo com os números da OBS, os casos de roubos caíram para 85 em 2024, contra 143 ocorrências registradas deste crime em 2023.

O número de furtos também apresentou queda de 18% de 2023 para 2024, que despencou de 202 para 166 ocorrências, respectivamente.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, atribuiu a redução dos índices criminais à política de investimentos e ao programa Tolerância Zero, decretada pelo Governo do Estado em todas as modalidades de crimes.

“Os investimentos públicos estaduais são permanentes e ocorrem em todas as áreas da segurança, desde o aumento do efetivo policial à aquisição de armamentos, viaturas, meios tecnológicos. Mais recentemente, o governador Mauro Mendes implantou o programa Tolerância Zero e estabeleceu uma série de medidas que reforçam o trabalho que já vínhamos desenvolvendo na repressão e descapitalização das facções”, disse Roveri.

Leia Também:  Expocomércio 2025 deve movimentar mais de R$5,6 milhões e conta com apoio da Sedec

O secretário também citou investimentos do Governo de Mato Grosso em tecnologia, principalmente câmeras de videomonitoramento do Programa Vigia Mais MT, além da aquisição de equipamentos de perícia e de investigação que colaboram com a produção de provas e identificação de criminosos.

“Somando a essa modernização das instituições policiais, estão nossos policiais, homens e mulheres que não medem esforços para atingir o objetivo de tornar a segurança pública mais eficiente e melhor para todos os cidadãos mato-grossenses”, completou o secretário.

César Roveri observou também, que no campo das investigações, a Polícia Civil atua fortemente na repressão ao roubo e furtos de cargas por meio de operações do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e ações contínuas das delegacias nos municípios.

Os dados da PJC, referentes ao ano de 2024, mostram que somente o GCCO realizou oito operações contra grupos criminosos que atuavam no roubo e furto de cargas no Estado. Essas ações resultaram em 26 prisões de suspeitos em situações de flagrantes ou por mandados de prisão. Além disso, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão contra grupos criminosos com atuação em Mato Grosso e outros estados.

Leia Também:  Profissionais de saúde de MT concluem especialização em auditoria no SUS ofertada pela SES

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Polícia Civil apreende carregamento de cocaína pura avaliado em aproximadamente R$ 1,5 milhão

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  PM desarticula quadrilha, apreende drone e impede lançamento de drogas em presídio

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA