MATO GROSSO
Inscrições para praças e oficiais atuarem em escolas cívico-militares nos polos de Sinop encerram nesta quinta-feira (31)
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) encerra nesta quinta-feira (31.7), às 23:59h, as inscrições para praças e oficiais atuarem em escolas cívico-militares nos polos de Sinop. Já para os interessados nas vagas da região de Primavera do Leste, as inscrições se encerram às 23:59h do dia 3 de agosto.
Ao todo, são 25 novas vagas para oficiais e praças masculinos ou femininos das Forças Armadas e Militares Estaduais, da reserva remunerada e não remunerada, para atuarem em escolas cívico-militares da Rede Estadual, localizadas em seis cidades dos polos regionais de Sinop e Primavera do Leste.
As unidades com vagas para contrato temporário são: EECM Ângelo Nadin e EECM Manoel de Barros, ambas em Lucas do Rio Verde; EECM Nossa Senhora de Lourdes, EECM Nossa Senhora da Glória e EECM João Pissinati Guerra, em Sinop; EECM Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Vera; EECM Arlete Maria Capellari e EECM 13 de Maio, em Sorriso; EECM 29 de Junho, em, Paranatinga; e a EECM Alda Gawlinski Scopel, em Primavera do Leste.
Inscrições
Ambas as inscrições devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico disponibilizado por cada Diretoria Regional de Educação, ou por meio do QrCode disponibilizado no edital anexo: LINK DRE Primavera do Leste e LINK DRE Sinop.
Não serão aceitas inscrições presenciais, via correio, e-mail, ou fora do prazo estabelecido. Para participar deste processo seletivo, são requisitos básicos a formação específica para os perfis profissionais mencionados no edital.
Para os cargos de Apoio Técnico Especializado Cívico Militar Nível 01 e Apoio Técnico Especializado Cívico Militar Nível 02, exige-se o Ensino Superior. Os salários são de R$ 8.934,44 para uma jornada de 40 horas semanais, respectivamente. Para o cargo de Inspetor Cívico Militar – Nível Suporte e Apoio, exige-se o Ensino Médio, com salário de R$ 3.944,05 para uma jornada de 40 horas semanais.
A Rede Estadual conta com 101 escolas no modelo cívico-militar. Elas atendem mais de 80 mil estudantes, com a missão de diminuir a evasão, evitar a violência no ambiente escolar e possibilitar ações que fortaleçam o avanço da aprendizagem dos estudantes.
A Seduc reforça que o modelo cívico-militar mantém o currículo tradicional da Rede Estadual com professores responsáveis pelo ensino, enquanto os militares da reserva contribuem exclusivamente para a organização e disciplina das unidades.
Para mais detalhes, leia o edital em anexo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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