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Inscrições para as Seletivas Estaduais 2025 da Olimpíada Brasileira de Química vão até 21 de julho

Estão abertas, até o dia 21 de julho, as inscrições para as Seletivas Estaduais 2025 da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), voltadas para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e para as séries do Ensino Médio regular e técnico da rede estadual.

A iniciativa é uma das maiores ações científicas do país voltada ao ensino de Química, promovendo o aprofundamento do conhecimento na área e estimulando o interesse pela ciência entre os jovens. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo link oficial.

Para auxiliar no processo, a organização da OBQ disponibilizou um orientativo detalhado para professores e alunos, com todas as etapas de acesso à plataforma, instruções para envio dos cartões de inscrição, recuperação de senha e navegação no ambiente virtual da prova.

O simulado será aplicado nos dias 4 e 5 de agosto, e a aplicação oficial das provas ocorrerá entre os dias 26 e 29 de agosto, conforme a série do aluno.

Para a ponto focal da Coordenadoria de Ensino Médio da Política Pública de Desenvolvimento Educacional, Erika Daron, a participação na OBQ fortalece a formação dos estudantes para além do currículo tradicional.

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“A Olimpíada é uma ferramenta poderosa de aprendizagem. Ela estimula o raciocínio lógico, o pensamento científico e valoriza os talentos que temos na nossa rede. É uma oportunidade de ouro para que os estudantes se desafiem e explorem suas potencialidades”, afirma.

O processo de aplicação será 100% on-line, e cada aluno terá acesso individual à plataforma por meio de um cartão de inscrição com login e senha. Professores responsáveis poderão acessar a área do representante para baixar os cartões dos alunos, organizar os dados e acompanhar a participação.

A prova contará com 30 questões de múltipla escolha e duração de duas horas, com o tempo sendo cronometrado a partir do início do exame.

Além de destacar talentos em Química, a OBQ também classifica os melhores estudantes para as etapas regionais e nacionais, o que pode abrir portas para novas oportunidades acadêmicas e científicas.

A Seduc apoia institucionalmente a mobilização das escolas para ampliar o número de participantes em 2025.

A recomendação é que os alunos e professores acessem com antecedência a plataforma do simulado para se familiarizarem com o sistema e evitem imprevistos no dia da prova oficial. Todas as orientações técnicas e operacionais estão disponíveis no site da OBQ e nos canais de comunicação da Seduc.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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