MATO GROSSO
Governo de MT e Nova Rota dão ordem de serviço para duplicar BR-163 entre VG e Jangada: “avanço histórico”
O Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste assinaram, na manhã desta sexta-feira (18.7), a oitava e penúltima ordem de serviço para a duplicação da BR-163. Desta vez, a assinatura contempla um trecho de 56,2 quilômetros entre Várzea Grande e Jangada, com investimento de R$ 431,3 milhões neste trecho.
O governador Mauro Mendes afirmou que as obras de duplicação representam um avanço histórico para Mato Grosso.
“Neste ano, está previsto concluirmos 130 quilômetros. É um recorde no Brasil! Nunca na história deste país foi feito mais de 100 quilômetros de grandes rodovias federais. Somando aos cem que já terminamos, serão 230 quilômetros. Nós assinamos um contrato para fazer todas essas obras em oito anos e, se Deus quiser, vamos termina-las em quatro, metade do tempo previsto. O que nós estamos fazendo é muito mais do que gerar desenvolvimento econômico, mas sim salvar vidas”, afirmou o governador.
Esta oitava etapa de duplicação integra um pacote maior de obras, que será dividida em duas partes. A primeira foi lançada nesta sexta-feira, e a segunda se dará para concluir a duplicação entre Jangada e Rosário Oeste. A licitação para esta segunda parte já está aberta e deve ser concluída nas próximas semanas. “Até o final do ano, todos os trechos estarão 100% em obras”, completou Mauro Mendes.
O vice-governador Otaviano Pivetta também enfatizou que o Estado de Mato Grosso era o único capaz de iniciar e concluir a duplicação da rodovia.
“Atendemos a um clamor da sociedade e colocamos o Estado para funcionar. Era uma responsabilidade federal, mas um problema vivido pelos mato-grossenses. O Governo de Mato Grosso era o único ator capaz de tomar para si essa responsabilidade. Não tinha ninguém na iniciativa privada interessado em assumir a rodovia. Estamos fazendo uma homenagem à vida dos mato-grossenses com mais esta assinatura de hoje”, disse.
Na ocasião, também foram assinadas as autorizações para o início da construção da área de escape na Serra de São Vicente, com investimento de R$ 17,8 milhões, e da implantação de conectividade de sinal 4G de internet nos 850,9 quilômetros da rodovia sob concessão da Nova Rota.
O presidente do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, destacou que a conexão com internet na BR-163 vai trazer mais melhorias para quem trafega pela rodovia. “Vamos ter internet 4G ao longo de 850 quilômetros de rodovia, da fronteira com Mato Grosso do Sul até Sinop, garantindo segurança e informação para a população. Isso vai facilitar a vida do usuário”.
O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, lembrou que o oitavo trecho para a duplicação não era previsto no contrato da concessionária. “Mas o Governo de Mato Grosso teve sensibilidade e viu a urgência também de incluí-lo. Tivemos um grande apoio da ANTT e, em menos de duas semanas, já assinamos esta ordem de serviço para a duplicação. Essa é a velocidade que estamos dando na duplicação, já que sabemos da urgência da população para ela, para entregar o mais rápido possível”, disse.
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, apontou também que o atual governo teve coragem e ousadia para resolver um problema de infraestrutura do Estado. “Isso permitiu que Mato Grosso vivesse esse momento transformador de ter uma infraestrutura de qualidade para o transporte de cargas, de permitir segurança viária para quem circula na rodovia e, sobretudo, de propiciar que o Estado se desenvolva. Nós somos testemunhas de que o Estado pode ser empreendedor e gerar riqueza para os cidadãos”.
A diretora de infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa, ressaltou que o Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste são bons pagadores. O Estado pegou um empréstimo de R$ 5,3 bilhões com a instituição financeira para finalizar a duplicação da rodovia federal.
“Estamos muito confiantes com este governo. A obra de duplicação está performando muito bem e representa muito para a região. Essa obra teria muito mais dificuldade de ser executada se não tivéssemos um alinhamento claro de onde precisamos chegar. Governador, espero que o BNDES financie muito mais obras em Mato Grosso”, pontuou.
“Mato Grosso é um novo Estado, um lugar de prosperidade, com o menor índice de desemprego. O governo tem sido exitoso não só no campo rodoviário, mas no campo da saúde, da educação, da política habitacional. É assim que se faz gestão. Um homem público se realiza por suas atitudes. Isso que lhe dá condições, quando sai do poder, de andar com a cabeça erguida, a moral elevada e certo do seu dever cumprido como gestor. E isso ocorre aqui com essa atual gestão”, afirmou o senador Jayme Campos também afirmou, como o governador, que a duplicação da BR-163 marca a história do Estado.
Obras a todo vapor
Desde que o Governo de Mato Grosso assumiu o controle acionário da concessionária Nova Rota do Oeste, em maio de 2023, o Estado já investiu mais de R$ 2,3 bilhões para as obras de duplicação da BR-163.
Os primeiros 100 quilômetros duplicados foram entregues oficialmente em dezembro do ano passado, previstos em dois contratos: duplicação de um trecho de 86 quilômetros entre Diamantino e Nova Mutum, e outro trecho de 88 quilômetros entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.
Somente com esses primeiros quilômetros duplicados houve uma expressiva redução no número de mortes entre Diamantino e Nova Mutum, de 82%, conforme a concessionária Nova Rota do Oeste.
Outras obras da concessionária: duplicação de 16 km da Rodovia dos Imigrantes, em Cuiabá; contratação da duplicação de outros 11 km da Rodovia dos Imigrantes; duplicação de 26 km da BR-163 em Sinop.
Juntos, todos os contratos somam cerca de R$ 3 bilhões em investimentos.
Solenidade
Participaram também os senadores Wellington Fagundes e Margareth Buzzetti; os deputados estaduais Julio Campos e Nininho; os secretários estaduais Marcelo Oliveira (Infraestrutura e Logística), Laice Souza (Comunicação) e Jordan Espíndola (Governadoria); os presidentes da MT Par e MT Gás, Werner Santos e Aécio Rodrigues, respectivamente; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Arthur Nogueira, além dos prefeitos Abilio Brunini (Cuiabá), Flávia Moretti (Várzea Grande), Rogério Meira (Jangada) e Chico Mendes (Diamantino).
Também participaram os representantes das empresas Lotufo Engenharia Ltda., Cavalca Agrimat e Guaxe Construtora, que vão ser responsáveis pelas obras de duplicação entre Várzea Grande e Jangada.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças
A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.
Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.
Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.
Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.
Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.
“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.
A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.
Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.
Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.
“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.
O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.
Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.
É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.
A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.
E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.
Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.
E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.
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