MATO GROSSO

Governo de MT assina convênio para entregar escrituras de imóveis a mais de 13 mil famílias

O Governo de Mato Grosso vai destinar R$ 17 milhões para a regularização fundiária de imóveis rurais e urbanos em 13 municípios do estado, por meio de um convênio assinado nesta terça-feira (1º.08) pelo governador Mauro Mendes. A medida deve beneficiar 13.300 famílias com títulos de posse definitiva dos imóveis onde já vivem, algumas delas já aguardam há mais de 30 anos.

O convênio foi firmado pelo Governo, por meio do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em cerimônia no Palácio Paiaguás.

“A regularização fundiária é um problema que já existe no Brasil há muitas e muitas décadas, e é um problema que os estados brasileiros, o estado de Mato Grosso, as prefeituras, já deveriam ter enfrentado e resolvido há muitos e muitos anos. O Governo de Mato Grosso está enfrentando isso agora. Entregamos milhares de títulos e vamos ampliar e acelerar ainda mais, com a organização do Intermat e parcerias com prefeituras, entregando os títulos registrados em cartório para dar dignidade da legítima propriedade ao cidadão mato-grossense”, destacou o governador.

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Serão beneficiados os municípios de Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Nobres, Planalto da Serra, Poconé, Santo Antônio do Leverger, Rosário Oeste e Várzea Grande.

Presidente do Consórcio Vale do Rio Cuiabá, o prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Silmar Souza, afirmou que esse momento era muito aguardado pela população e que a regularização fundiária vai mudar a vida dessas famílias.

“Muitas pessoas precisam resolver algum problema, mas não têm nenhuma garantia para apresentar, mas agora, com o documento em mãos, poderão ter acesso a crédito, por exemplo”, declarou o prefeito.

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, comemorou a celebração do convênio, pois, segundo ele, a questão fundiária é um dos graves problemas do município.

“O governador veio com dinamismo fazer essa regularização, através do Intermat, que está com um perfil modernizado, aportando recursos para beneficiar os municípios e, em Chapada dos Guimarães, devem ser escriturados 2.500 imóveis de áreas urbanas”, afirmou.

O termo de cooperação tem validade de 12 meses e a expectativa é concluir a regularização desses imóveis nesse prazo.

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Conforme o presidente do Intermat, Francisco Serafim, o diferencial da gestão Mauro Mendes é a entrega dos títulos já registrados em cartório.

“Nossos títulos são todos completos, com registro em cartório. É uma escritura que dá toda a segurança jurídica, porque antes era feita a entrega apenas de um documento pelo Intermat para que a pessoa procurasse o cartório e ainda tivesse que gastar e hoje entregamos a escritura já pronta, de forma gratuita para o cidadão”, destacou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, classificou como histórico o trabalho de regularização fundiária executado hoje pelo Governo do Estado.

“Esse Governo fez o que não tinha sido feito em 20 anos. É o resultado da união de forças de todos os Poderes para resolver esse problema secular da regularização fundiária. A escritura é algo que a pessoa já tem de fato e não de direito. Tem alguns em que os imóveis são herança de família e que passaram para eles, mas não conseguiam ter a escritura”, pontuou.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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