MATO GROSSO

Governo constrói seis novos hospitais em Mato Grosso

O Governo do Estado investe mais de R$ 800 milhões na construção de seis novos hospitais em Mato Grosso. As novas unidades são construídas em Cuiabá, Alta Floresta, Confresa, Juína e Tangará da Serra. A gestão ainda trabalha na constante modernização dos oito Hospitais Regionais já existentes.

“Estes novos hospitais serão maiores e mais modernos do que qualquer outro já existente na Rede Estadual. Os pacientes não precisarão se deslocar vários quilômetros à procura de especialidades de saúde em outras cidades”, disse a secretária estadual de Saúde, Kelluby de Oliveira.

Por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), o Governo investe R$ 162 milhões na obra do novo Hospital Central, em Cuiabá. A construção, que ficou abandonada por mais de 30 anos, está 66% executada e terá capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês. O novo Hospital Central já deve estar disponível para a população no primeiro semestre de 2023.

Na estrada que liga Cuiabá até Santo Antônio do Leverger, também está sendo construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller, projeto executado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). A unidade está recebendo um investimento total de R$ 218 milhões, divididos igualmente entre o Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). No momento, são executados os serviços de alvenaria e de instalações hidráulicas e elétricas.

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Estimada em R$ 112,3 milhões, a construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta está em fase inicial. Já foram realizados os procedimentos de limpeza do terreno, terraplanagem, execução do tapume e montagem da usina de concreto. Está em execução o canteiro de obras, a montagem das estacas, a fundação da estaca hélice, a montagem dos blocos e a fundação dos blocos.

Já o Hospital Regional do Araguaia, construído em Confresa, é estimado em R$ 109,1 milhões e também está em fase inicial. Já foi executada a limpeza do terreno, a terraplanagem e a execução do tapume. Está em andamento a execução do canteiro de obras e do muro, a montagem das estacas e a execução das estacas de fundação.

Com aproximadamente 10% da obra realizada, o Hospital Regional de Juína é estimado em R$ 106,7 milhões. Já foi feita a limpeza do terreno, a terraplanagem, a montagem da usina de concreto, a montagem das estacas de armação e a concretagem das estacas de fundação. Está em processo de conclusão a execução do tapume e do muro.

A construção do Hospital Regional de Tangará da Serra é estimada em R$ 107,9 milhões e está em fase inicial. Já foi executada a limpeza do terreno e o tapume, estando em fase de execução as demais etapas, como a terraplanagem, a adequação provisória da rede elétrica e o canteiro de obras.

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A entrega dos quatro novos Hospitais Regionais está prevista para o primeiro semestre de 2024. Projetadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), as novas unidades contarão com 151 leitos, sendo 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI. Os hospitais também terão 10 consultórios médicos, dois consultórios para atendimento às gestantes, seis salas de centro cirúrgico e espaços para banco de sangue, banco de leite materno e para a realização de exames como tomografia e colonoscopia.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre 48 ordens em MT contra quadrilha do golpe do Falso Executivo

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre 48 ordens judiciais, na manhã desta terça-feira (8.6), dentro da Operação Interface, ofensiva interestadual deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado em estelionatos eletrônicos mediante a aplicação do golpe do “Falso Executivo”.

Na operação, são cumpridas um total de 87 ordens judiciais, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Também serão realizados os bloqueios de todas as contas bancárias vinculadas aos investigados.

Em Mato Grosso, os trabalhos são coordenados pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, sendo cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão, com alvos na Capital e em Várzea Grande.

O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio das equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.

A investigação, conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, do Departamento de Polícia Metropolitana (3DP/2DPRM/DPM) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, revelou uma rede criminosa com atuação em Mato Grosso e Rio Grande do Norte, com uso de “conteiros” e pulverização de valores para dificultar o rastreamento financeiro.

Os trabalhos investigativos e operacionais contaram com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos (CGCIBER/Diopi/Senasp), do Ministério da Justiça, e das Polícias Civis dos estados de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

Esquema

As investigações apontam que o grupo criminoso especializado em golpes eletrônicos causou um prejuízo superior a R$ 193 mil a uma empresa do setor industrial no estado do Rio Grande do Sul. O esquema utilizava aplicativos de mensagens para se passar por executivos de empresas e induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias para contas controladas pelos criminosos.

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A fraude que deu início às investigações ocorreu em 2025, quando uma das vítimas, assistente financeira de uma indústria, realizou pagamentos para terceiros, acreditando receber instruções legítimas do presidente da empresa. O esquema demonstra um exemplo do crescimento dos golpes corporativos praticados por grupos criminosos especializados em engenharia social.

De acordo com a investigação, a assistente financeira recebeu mensagens de um número de telefone que exibia a fotografia do presidente da empresa. Como o executivo estava em viagem e frequentemente solicitava pagamentos a fornecedores por meio de mensagens, a funcionária não identificou qualquer irregularidade.

Seguindo as orientações recebidas, ela realizou transferências bancárias para contas indicadas pelo suposto diretor. Os valores foram distribuídos entre diferentes destinatários. Somente dois dias depois, ao perceber que os pagamentos eram elevados e haviam sido solicitados em curto espaço de tempo, a funcionária desconfiou da situação. Ao verificar o número utilizado, constatou que ele não correspondia ao telefone verdadeiro do presidente da empresa.

Investigação

A partir do registro da ocorrência, a investigação foi iniciada com a finalidade de identificar os responsáveis. As diligências apontaram que o golpe foi executado a partir do estado de Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá. Após a concretização do golpe, os valores eram transferidos para outros criminosos residentes em outro estado.

As apurações revelaram ainda a existência de uma estrutura criminosa organizada, composta por diferentes funções. Entre elas estão os chamados “conteiros”, pessoas que cedem suas contas bancárias para receber recursos provenientes de crimes; os “tripeiros”, responsáveis por recrutar esses titulares de contas em troca de comissões; e os gerentes do esquema.

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A investigação também identificou o executor e o articulador do golpe. Os suspeitos possuem extensa ficha criminal por crimes semelhantes.

Pulverização financeira

Ainda dentro do esquema, os investigados empregavam uma estratégia de pulverização financeira para dificultar a recuperação dos valores e o rastreamento dos recursos. O dinheiro era rapidamente fragmentado e transferido para dezenas de contas em diferentes estados brasileiros, muitas delas vinculadas a instituições financeiras digitais de menor expressão no mercado.

“A técnica permite retardar bloqueios judiciais e dificulta a identificação dos verdadeiros beneficiários do esquema”, explicou o delegado Bruno Palmiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

A delegada responsável pelas investigações, Luciane Bertoletti, destaca que esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum no ambiente corporativo brasileiro. “Os criminosos estudam a estrutura das empresas, identificam executivos e funcionários com acesso ao setor financeiro e utilizam fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes”, destacou a delegada.

A Polícia Civil alerta que as empresas devem adotar protocolos rígidos de confirmação para qualquer solicitação de transferência bancária, especialmente quando envolver alteração de contas, pagamentos urgentes ou valores expressivos. A orientação é que toda movimentação financeira relevante seja validada por mais de um canal de comunicação e, sempre que possível, por contato direto com o responsável pela solicitação.

Operação Pharus

As investigações integradas e o apoio operacional integram os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus.

A operação representa mais um passo no combate aos grupos criminosos especializados em fraudes eletrônicas, modalidade que vem movimentando milhões de reais em todo o país e exigindo atuação integrada entre unidades policiais, instituições financeiras e órgãos de inteligência.

Fonte: Governo MT – MT

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