MATO GROSSO

Governador e primeira-dama se reúnem com arcebispo de Cuiabá para reforçar ações sociais

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O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes se reuniram com o arcebispo metropolitano de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, e reforçaram a necessidade de estreitar as parcerias em ações sociais.

A visita do religioso ocorreu na tarde desta terça-feira (06.12), no Palácio Paiaguás. O arcebispo assumiu o cargo neste ano.

Na visita, foram discutidas parcerias em ações sociais e questões relacionadas a causas indígenas e reforço dos valores cristãos. Também participaram da visita o padre Diego e os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e Jordan Espíndola (Gabinete).

Mauro Mendes ressaltou a importância da igreja para o fortalecimento dos valores morais e da religiosidade, bem como das ações em prol dos que mais precisam.

“A vida moderna, a tecnologia, tem feito as pessoas conviverem menos. E a Igreja tem esse bonito papel de manter essa convivência acesa, pelos valores e pela fé. O nosso povo cuiabano é um povo fácil de fazer amizade, são afáveis, porque temos uma cultura recente, com muitos imigrantes. Muitos que vieram para cá deixaram sua família e aqui fizeram novas amizades. É da nossa cultura. E estamos à disposição para continuar nossas parcerias com a Igreja”, pontuou.

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A primeira-dama Virginia Mendes classificou como “uma honra” receber o arcebispo, que fez a primeira visita oficial ao Palácio Paiaguás desde que assumiu o posto.

“É muito bom receber o Dom Mário. É a primeira vez que ele vem nos visitar, e nós somos muito fervorosos na fé. Somos católicos e para nós é uma honra poder estar ao lado dele”, declarou.

Natural do estado de São Paulo, o arcebispo Dom Mário elogiou a recepção dada a ele pelo povo cuiabano.

“Esse espírito de familiaridade não é tão grande em outras cidades grandes. Cuiabá e Várzea Grande são unidas pelo rio. A gente sente essa acolhida no aspecto da comunidade, da religiosidade, mas também no aspecto da amizade. Pessoas que às vezes não frequentam a igreja, mas que conversam com a gente, buscam proximidade”, relatou.

O religioso também falou sobre o valor da fé em Deus para a humanidade.

“Com a fé, as dificuldades têm sido melhor superadas, com mais união e solidariedade. Onde falta fé, as coisas ficam mecânicas, materiais. A fé nos ajuda a colocar mais sentido nas lutas, nas provações”, concluiu.

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Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Bombeiros combatem dois incêndios florestais em Mato Grosso e Estado registra 93 focos de calor

Ocorrências são atendidas em Luciara e Poconé; força-tarefa reúne bombeiros, Defesa Civil, operações aéreas e Polícia Militar durante período proibitivo do uso do fogo

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua nesta quinta-feira (10) no combate a dois incêndios florestais registrados nos municípios de Luciara e Poconé. As equipes trabalham para conter o avanço das chamas, realizar a extinção dos focos e monitorar as áreas atingidas, com o objetivo de proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada ocorrência. A atuação integrada amplia a capacidade de resposta das forças de segurança diante dos incêndios florestais registrados no Estado.

93 focos de calor

Além das ocorrências em andamento, Mato Grosso registrou 93 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme levantamento realizado às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite de referência Aqua Tarde.

Do total, 74 focos foram identificados no bioma Amazônia e outros 19 no Cerrado. Também foram registrados 10 focos em Terras Indígenas: cinco na Terra Indígena Nambikwara, em Comodoro; dois na Terra Indígena Arara do Rio Branco, em Colniza; um na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã; um na Terra Indígena Vale do Guaporé, em Comodoro; e um na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.

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O Corpo de Bombeiros ressalta, porém, que a identificação de um foco de calor não significa necessariamente a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada à ocorrência de fogo.

Já o incêndio florestal é caracterizado, em geral, pela concentração de diversos focos de calor em uma mesma região. No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.

Fiscalização contra o uso irregular do fogo

O CBMMT também mantém ações de monitoramento do uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. A fiscalização é coordenada a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com auxílio de imagens de satélite e outras tecnologias, as equipes buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal. A estratégia permite atuação preventiva e também auxilia na responsabilização de possíveis infratores.

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Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, os bombeiros já atuaram no combate e extinção de incêndios em diversos municípios mato-grossenses, entre eles Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça que está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a proibição ocorre durante todo o ano.

A utilização irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas em lei. Além dos danos ao meio ambiente, as queimadas representam riscos à segurança pública e à saúde da população.

Casos de uso irregular do fogo podem ser denunciados pelos números 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.

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