MATO GROSSO
“Essa obra está salvando a vida de milhares de mato-grossenses”, afirma governador
O governador Mauro Mendes, ao dar ordem de serviço para a duplicação de mais um trecho da BR-163, destacou que a obra “está salvando a vida de milhares de mato-grossenses”.
Nesta sexta-feira (18/7), Mauro assinou a autorização para as obras de duplicação dos 56,2 quilômetros que ligam os municípios de Várzea Grande e Jangada.
No evento, também foram assinadas as autorizações para a construção da área de escape na Serra de São Vicente e para a implantação de conectividade nos 850,9 quilômetros da BR-163 que estão sob concessão da Nova Rota do Oeste.
“É uma obra que transforma a realidade, que gera um potencial de crescimento muito grande no estado de Mato Grosso. E é uma obra que, acima de tudo, está salvando vidas e melhorando a qualidade de vida de todos os mato-grossenses e de milhares de brasileiros que usam essa rodovia todos os dias durante 365 dias do ano”, afirmou.
De acordo com o governador, além de ser um marco na logística, desenvolvimento e escoamento da produção, a duplicação tem melhorado a fluidez na rodovia, evitando acidentes e mortes.
“A BR-163 era conhecida como a BR da morte. No primeiro trecho, que já foi duplicado, que é do posto Gil até a cidade Nova Mutum, já houve uma grande redução do índice de acidente e até do índice de morte. Então é uma rodovia que traz inúmeros resultados e benefícios, mas acima de tudo, ela salva vidas e gera qualidade de vida”, pontuou.
Mauro lembrou que, após o Governo de Mato Grosso construir uma solução e assumir a concessão da rodovia, que é federal, já foram entregues mais de 100 quilômetros de duplicação.
“E este ano iremos entregar mais 130 quilômetros. Somados aos 100 que já terminamos, serão 230 km. Nós assinamos um contrato no dia 5 de maio de 2023 para fazer todas essas obras em 8 anos. Este ano estaremos com todas as obras contratadas e iniciadas e, se Deus quiser, vamos concluir em quatro anos, que é a metade do tempo previsto e contratado”, registrou.
Também participaram da assinatura: os prefeitos Abílio Brunini (Cuiabá), Flávia Moretti (Várzea Grande), Chico Mendes (Diamantino), Rogerio Meira (Jangada) e Leandro Félix (Nova Mutum); a diretora de infraestrutura, transição energética e mudanças climáticas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa; o diretor da ANTT, Guilherme Sampaio; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Arthur Nogueira; os senadores Jayme Campos, Wellington Fagundes e Margareth Buzetti; os deputado estaduais Nininho e Júlio Campos; o presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; o CEO da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa; os secretários de Estado Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), Laice Souza (Comunicação) e Jordan Espindola (Gabinete de Governo); o presidente da MT Par, Wener Santos e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues.
As obras
Desde que o Governo de Mato Grosso assumiu o controle acionário da concessionária Nova Rota do Oeste, em maio de 2023, o Estado já investiu mais de R$ 2,3 bilhões para as obras de duplicação da BR-163.
Os primeiros 100 quilômetros duplicados foram entregues oficialmente em dezembro do ano passado, previstos em dois contratos: duplicação de um trecho de 86 quilômetros entre Diamantino e Nova Mutum, e outro trecho de 88 quilômetros entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.
Somente com esses primeiros quilômetros duplicados houve uma expressiva redução no número de mortes entre Diamantino e Nova Mutum, de 82%, conforme a concessionária Nova Rota do Oeste.
Outras obras da concessionária: duplicação de 16 km da Rodovia dos Imigrantes, em Cuiabá; contratação da duplicação de outros 11 km da Rodovia dos Imigrantes; duplicação de 26 km da BR-163 em Sinop.
Juntos, todos os contratos somam cerca de R$ 3 bilhões em investimentos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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