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Em cerimônia de repasse do Nota MT ao HCanMT, secretário da Sefaz lembra que ideia partiu da primeira-dama do Estado

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou, nesta quarta-feira (04.09), da entrega simbólica de repasse ao Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), referente às indicações do último sorteio da Nota MT no valor de R$ 27 mil. Desde 2019 até agosto deste ano, o HCanMT já recebeu mais de R$ 750 mil. A cerimônia realizada no auditório da unidade hospitalar reuniu outras entidades filantrópicas, a diretoria do hospital e também teve a participação do secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, e da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Cel. Grasi Bugalho.

A primeira-dama Virginia Mendes destacou a importância das doações e agradeceu aos contribuintes que escolheram a unidade ao realizar o cadastro.

“Hoje é um dia de gratidão a todos que escolheram o Hospital de Câncer MT para receber mais um repasse das indicações do Nota MT. Graças a vocês, esse programa já conseguiu um valor expressivo para esta instituição, que atende pacientes de diferentes regiões do Estado e também de outros Estados”, ressaltou Virginia Mendes.

A primeira-dama estava acompanhada pelo secretário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, e pela secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Cel. Grasi Bugalho.

Virginia Mendes lembrou que os valores repassados representam mais do que dinheiro. “Esta não é apenas uma doação financeira; é um ato de amor e empatia fundamentais para atender às necessidades da unidade”, afirmou a primeira-dama de MT.

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Virginia Mendes, que também foi diagnosticada com câncer em 2022, recordou a luta de quem está em tratamento.

“Eu tive câncer e sei o quanto dói quando a gente recebe o diagnóstico da doença, e não é apenas a gente que sofre, a família também sofre, a gente não sabe o dia de amanhã. Mas precisamos ter fé e acreditar no tratamento”, lembrou.

Ela agradeceu a união dos esforços e parcerias. “Gratidão ao secretário Gallo e sua equipe, à secretária Grasi e aos servidores da Setasc, minha equipe Unaf, porque sem eles não consigo desenvolver as ações, ao apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, ao projeto Piano Música que acompanha os eventos, e especialmente ao Governo do Estado, que nos dá condições para trabalhar. Deus abençoe a todos”, agradeceu.

De acordo com o Sistema de Contas do hospital, entre setembro de 2019 e dezembro de 2020, foram investidos R$ 234.300,00 na aquisição de instrumentos cirúrgicos, equipamentos para UTI e poltronas para acomodar acompanhantes dos pacientes. De janeiro de 2021 a agosto de 2024, foram investidos R$ 511,7 mil em custeio mensal com materiais médicos e medicamentos.

“Estamos com compra de insumos e medicamentos, graças a parceria com o Estado. Obrigada primeira-dama Virginia Mendes por estar conosco e por pensar nos que mais precisam”, ressaltou o presidente do HCanMT, Dr. Erick Bustamante.

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O programa Nota MT é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), com a finalidade de incentivar a cidadania fiscal através de premiações em sorteios para os cidadãos que registram o CPF nas compras de diferentes mercadorias.

“Hoje é um dia em que faz sentido a gente ser servidor público construindo políticas que dão certo. Infelizmente ainda existem pessoas que se dizem empresários e sonegam impostos que fazem trabalhos como esse do Hospital de Câncer acontecer, que fazem tratamentos chegarem a essas crianças que tanto precisam. Uma verdadeira corrente do bem”, salientou o secretário Rogério Gallo.

Gallo destacou o envolvimento da primeira-dama Virginia Mendes no programa Nota MT. “Dona Virginia foi a grande idealizadora desse formato de premiação às entidades filantrópicas”, pontuou.

Inaugurado em 1999, o hospital prioriza o atendimento humanizado e de qualidade. O apoio da sociedade, por meio de voluntariado e doações, é crucial para manter a crescente demanda de tratamentos oncológicos. Em média, 95% dos pacientes são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por filantropia.

Fonte: Governo MT – MT

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Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças

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A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.

Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.

Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.

Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.

Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.

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“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.

A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.

Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.

Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.

“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.

O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.

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Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.

É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.

A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.

E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.

Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.

E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.

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