MATO GROSSO

Duas escolas estaduais de MT recebem R$ 100 mil em prêmios e ampliam estrutura de tecnologia e ciências

As Escolas Estaduais Hermelinda de Figueiredo e Osmair Pinheiro da Silva, em Cuiabá e Nova Maringá, foram premiadas com R$ 100 mil cada na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF). A entrega ocorreu nesta quinta-feira (26.2), durante cerimônia realizada em São Paulo (SP), com a presença de representantes das duas unidades.

O prêmio contempla um conjunto de investimentos em infraestrutura e recursos pedagógicos, como 28 laboratórios de informática, 9 laboratórios de ciências, 8 laboratórios de robótica, 7 kits de aparelhos de ar-condicionado e duas bibliotecas digitais.

No reconhecimento individual, o diretor e até quatro professores de cada escola também receberam R$ 8 mil em títulos públicos, em razão do formato de premiação adotado pela iniciativa.

No panorama nacional, a OLITEF premiou 54 escolas de todo o Brasil, sendo 39 estaduais, 13 municipais e 2 federais, com o objetivo de fortalecer ambientes de aprendizagem por meio de laboratórios de informática, robótica e ciências, entre outras opções de kits educacionais.

Educação financeira na prática

Em Mato Grosso, a OLITEF é resultado do projeto Finanças na Mochila, parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Sicredi, que incentiva o ensino de educação financeira de forma transversal e interdisciplinar, com apoio de materiais lúdicos, como gibis da Turma da Mônica e atividades voltadas ao dia a dia dos estudantes.

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A proposta busca transformar a relação dos jovens com o dinheiro a partir de três eixos: educar, engajar e empoderar, com temas como prevenção ao endividamento, consumo consciente, matemática financeira e noções de economia, além de apoiar professores na abordagem do assunto em diferentes componentes curriculares.

A olimpíada integra o ecossistema do programa Aprender Valor, do Banco Central, e do Na Ponta do Lápis, do MEC. A iniciativa é voltada a estudantes da Educação Básica e é realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em parceria com a B3 — Bolsa do Brasil.

Inscrições abertas para 2026

A edição 2026 da OLITEF está com inscrições abertas e prevê a premiação de 55 escolas: 54 públicas (duas por estado) e 1 privada, todas com kits educacionais de R$ 100 mil. Diretores e até quatro professores por escola sorteada podem receber, cada um, R$ 8 mil em títulos públicos.

Pelos valores informados pela organização, o total previsto em prêmios pode chegar a R$ 7,7 milhões (somando os kits escolares e as premiações individuais, conforme o número máximo de educadores contemplados).

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Para participar, a escola deve realizar o cadastro utilizando o código INEP/MEC de 8 dígitos, garantindo a inscrição oficial no processo unificado da olimpíada e no sorteio.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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