MATO GROSSO

Comitiva chinesa visita Mato Grosso e elogia modelo que alia produção recorde e preservação ambiental

Mato Grosso recebeu nesta sexta-feira (27.6) uma comitiva chinesa formada por 24 altos gestores e empresários do setor do agronegócio e da inovação, integrantes do World AgriFood Innovation Forum (WAFI) e do Sustainable Agriculture Delegation (WRI). O grupo participou de uma agenda da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), no Palácio Paiaguás, onde conheceu de perto os projetos estratégicos do estado que vêm transformando o cenário da produção e da tecnologia na região.

O secretário César Miranda apresentou o potencial produtivo e logístico do estado, destacando o papel de Mato Grosso como maior produtor de soja, milho, algodão, gergelim, carne bovina e biocombustíveis do Brasil, além de líder em exportação agropecuária e preservação de 60% do território estadual. Os dados impressionaram a comitiva, que busca não apenas expandir as compras de produtos brasileiros, mas também explorar oportunidades de parcerias em inovação, logística e agregação de valor.

Entre os temas que mais chamaram a atenção dos visitantes foram a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres e o Parque Tecnológico, que, segundo os chineses, representam o caminho para um futuro mais integrado entre produção e tecnologia.

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“Esses projetos são muito atrativos porque promovem a inovação e criam condições para agregar valor aos produtos. Isso é o que nossos empresários buscam ao estreitar a relação com Mato Grosso”, afirmou o professor Fu Wenge, diretor do MBA da Universidade Agrícola da China e líder do WAFI. Ele ressaltou que a eficiência produtiva aliada a preservação ambiental deixou uma forte impressão na delegação.

“Aqui se produz em larga escala e se protege o meio ambiente ao mesmo tempo. É um modelo que inspira e que podemos apoiar com nossas tecnologias, como inteligência artificial, biotecnologia e logística ferroviária”, completou.

Durante o encontro, foram apresentadas as ações do governo para ampliar a infraestrutura, como os investimentos na duplicação da BR-163, a construção da ferrovia estadual, e os incentivos fiscais e jurídicos para atrair empresas estrangeiras.

Para César Miranda, a vinda de empresários chineses reforça o trabalho de atração de novos investimentos.

“Nossa meta é deixar de vender apenas matéria-prima e passar a exportar produtos com valor agregado. Por isso a importância da ZPE, do Parque Tecnológico e dessas missões empresariais, que ajudam o mundo a enxergar o que Mato Grosso tem a oferecer”, afirmou.

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A agenda da comitiva no estado inclui ainda o Sustainable Agriculture Meeting neste sábado (28), onde será assinado um Memorando de Entendimento (MOU) entre o WAFI e parceiros brasileiros como a AgriHub, para cooperação em pesquisas e ações em agricultura sustentável. No domingo (29), os chineses visitarão a Fazenda Filadélfia, do Grupo Bom Futuro, em Campo Verde, para conhecer práticas de produção de sementes, biológicos, algodão certificado e pecuária intensiva.

O consultor Otávio Celidônio, organizador do Fórum, destacou a relevância do encontro.

“Essa missão estreita relações, constrói confiança e gera caminhos concretos para negócios que unam inovação, sustentabilidade e desenvolvimento”, disse.

Também participaram do evento o presidente da Área da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (Azpec), Aécio Rodrigues, o coordenador do Parque Tecnologico, Rogério Nunes, e representantes da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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