MATO GROSSO
Catadores de recicláveis são beneficiados com programa SER Família Solidário em ação promovida pela primeira-dama de MT
Martinha Fortunata, de 63 anos, é catadora de materiais recicláveis e trabalhou no Aterro Sanitário de Cuiabá por três anos. Ela foi uma das contempladas com o programa SER Família Solidário, organizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes. Nesta quarta-feira (05.04), equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e da Unidade de Ações Sociais e Apoio às Famílias (Unaf) entregaram kits de cestas básicas para as famílias que atuavam no local.
Martinha afirma que o encerramento das operações no local deixou todos os trabalhadores apreensivos, e agradeceu a ação da primeira-dama, porque eles não têm como levar o sustento para casa.![]()
Segundo o secretário adjunto de Assuntos Comunitários, Édio Martins, as cestas básicas e kits entregues, que fazem parte do Programa SER Família Solidário, são fundamentais aos catadores que estão desempregados.
“Nós estivemos no final de março trazendo leites e agora voltamos a atender essas famílias com 300 cestas básicas do SER Família Solidário. O programa foi idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso com muito carinho, e já entregou mais de 1,3 milhão cestas em todo o estado de Mato Grosso”, afirmou.![]()
A primeira-dama de MT organizou as entregas junto a Setasc, e por meio da sua equipe acompanhou os registros. Em suas redes sociais, ela registrou: “O SER Família Solidário esteve em mais uma força-tarefa, unindo forças do Governo do Estado por meio da Unaf, Setasc, Defesa Civil, PM-MT e beneficiando as famílias no Aterro Sanitário de Cuiabá”.
Ela ainda agradeceu todos que participaram da ação. “Em nome do secretário Édio, agradeço todos os servidores que entregaram muito mais que cestas básicas e kits, além de garantir a segurança alimentar destas famílias em situação de vulnerabilidade todos os envolvidos entregaram carinho e muito amor. E isso faz toda diferença”, disse Virginia Mendes em sua publicação.![]()
O representante estadual do Movimento Nacional dos Catadores do Estado de Mato Grosso, Thiago da Silva, destaca que a primeira-dama de Mato Grosso nunca negou auxílio e que esta ação é mais uma dentre tantas realizadas em prol das famílias trabalhadoras no aterro.
“Mais uma vez eu queria agradecer a dona Virginia, por estar proporcionando mais um dia feliz para os catadores. Essa entrega de cestas está sendo bem-vinda porque vai ajudar muitas famílias que aqui trabalharam e tiraram o seu sustento. Dona Virginia, eu sempre falo que a senhora nunca diz não para quem precisa. E esse alimento vai ajudar pelo menos até sair esse pagamento que a prefeitura prometeu e até agora não caiu na conta de ninguém. Muito obrigado!”, afirmou Thiago.![]()
Para Loren Maxine Assunção, de 28 anos, as cestas básicas fazem grande diferença na vida de todas as famílias do antigo aterro. Ela contou que cresceu no local e que possui familiares que ainda trabalhavam no aterro.
“Eu conheço bastante gente aqui e muitas pessoas necessitam desta ação, não só para a minha família, mas todas que trabalharam aqui por muitos anos. Tem gente que começou a trabalhar aqui com sete anos de idade. Então a necessidade é muito grande. A gente vê as necessidades, o que as pessoas passam, as dificuldades e através disso acaba conhecendo todos. Na verdade, aqui é uma grande família”, finalizou Loren.![]()
1ª Caminhada SER Família Mulher
As equipes da Setasc e da Unaf já haviam entregue, no final do mês de março, aos catadores de materiais recicláveis os leites arrecadados na 1ª Caminhada SER Família Mulher, idealizada pela primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes, e realizada no dia 18 de março, no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá.
No Aterro Sanitário de Cuiabá foram entregues 1.120 litros de leite, entre caixas de leite e latas de leite em pó, para 140 famílias que trabalham no local há mais de 15 anos e fazem parte do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis do Brasil. Outras 75 famílias catadoras de recicláveis e reutilizáveis em Várzea Grande também receberam 600 litros de leite.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças
A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.
Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.
Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.
Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.
Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.
“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.
A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.
Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.
Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.
“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.
O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.
Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.
É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.
A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.
E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.
Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.
E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.
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