MATO GROSSO
Alunos apontam avanços após aulas do projeto Muxirum Digital
Alunos do projeto Muxirum Digital MT, que oferta letramento digital a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social, já percebem suas vidas sendo transformadas pelos conhecimentos adquiridos, principalmente no uso de smartphones. A capacitação é feita pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação em Cuiabá, Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães.
Enedina Lima da Silva, de 65 anos, moradora do bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, é uma das participantes do projeto que é realizado de forma piloto há cerca de dois meses. Para ela, as atividades trouxeram autonomia e vontade para aprender mais.
“Eu já aprendi muita coisa. Cheguei aqui sem saber mexer muito e hoje com a apostila, que é muito boa, e com a ajuda dos professores, eu descobri um monte de coisa que nem sabia que existia, como contato de emergência, segurança em duas etapas e vários outros”, conta a idosa.
Ainda segundo Enedina, os aplicativos eram o maior motivo pelo qual resolveu se inscrever no curso. Agora, depois das aulas, comemora ter adquirido a habilidade de compreender as funções das plataformas.
“Eu não sabia mexer em nada, era uma dificuldade para baixar. Agora eu sei chamar carro pelo aplicativo, uma coisa que nunca imaginava e hoje eu posso dizer que eu sei. É bom demais aprender”, completa ela.
Outra integrante da turma, Aparecida de Lima de Oliveira, de 68 anos, moradora da zona rural, não perde um dia de aula. E para ela vale a pena o esforço.
“Eu já aprendi tanta coisa. Tinha a sensação que eu estava desatualizada do mundo, não sabia usar direito e aqui aprendi a baixar aplicativo, e coisas utilitárias. Eu tenho um carrinho e queria muito aprender a usar aplicativo de localização, um dia na aula eu aprendi e agora sei mexer, ainda erro um pouco, mas lembro da aula e dou meu jeito. Está sendo muito bom o curso, foi uma benção”, compartilha Aparecida.
Parceiro do Muxirum Digital MT, o presidente do bairro Jardim Florianópolis, Rodrigo França, comemora os resultados do projeto. “Ver acontecendo é muito satisfatório, perceber que os idosos estão aprendendo de verdade, ver eles dedicados, não faltando às aulas é muito gratificante. A gente faz as parcerias pensando na melhoria da comunidade e é sempre muito bom quando o resultado acontece”, afirma ele.
Formadas por busca ativa, atualmente há seis turmas de ensino em plena realização das atividades, sendo eles nas cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio do Leverger. Ainda há previsão de que uma nova turma seja aberta em Cuiabá, na região da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Determinação e coragem para aprender
No bairro CPA III, também em Cuiabá, os aplicativos também são as principais curiosidades dos participantes. As aulas tiveram início há pouco tempo, mas de forma geral a turma relata que tem muita dificuldade de completar o cadastro ou até mesmo autenticar a identificação dos aplicativos baixados no celular.
Com uma maioria significativa de mulheres inscritas, o Muxirum Digital também vem representando uma forma de autoafirmação para senhoras que se dedicam ao lar ou outras funções, mas resolveram reservar um tempo para se dedicar a si.
Presente desde a primeira aula, Leda Maria de Siqueira, de 64 anos, enxergou no projeto uma maneira de provar que têm total capacidade de aprender algo novo.
“Eu quis fazer esse curso porque eu fico com vergonha de não saber usar o celular. Eu tenho um neto autista e ele sabe usar tudo e eu quero aprender para me conectar com ele também. Estou aqui também porque para mim é muito importante provar que consigo aprender e usar esses celulares mais modernos”, afirma Leda Maria de Siqueira.
Outra aluna da turma, Vera Pacheco, de 70 anos, conta que tinha medo de utilizar um smartphone e por isso passou anos sem fazer uso de um que tinha em casa. No entanto, quando resolveu manuseá-lo encontrou a barreira da falta de conhecimento sobre a tecnologia.
“Eu usava daqueles bem antigos, meu filho insistiu e comprei um desses novos, mas um dia passei por um constrangimento por não saber usar e nunca mais quis mexer. Eu tenho medo de fazer coisa errada. Mas a gente tem que aprender “, ressalta Vera.
A cerca de 70 km de distância, em Chapada dos Guimarães, o mesmo sentimento une as idosas. Jucelina Dias, de 57 anos, também revela certa insegurança e não ter conhecimento sobre o uso dos smartphones.
“Eu moro em um lugar precário, tenho que saber utilizar internet e saber usar esses aplicativos de segurança. Eu até sei de algumas coisas, mas sempre aparece algo novo e para acompanhar tem que saber mais que o básico”, diz a aluna da turma do Distrito de Água Fria.
Acompanhando todas as turmas e as histórias dos participantes, a coordenadora do projeto Dannyele Zamar ressalta que relatos como esses impulsionam o trabalho de todas as pessoas envolvidas na equipe. “Começamos com a missão de transformar vidas. O secretário Allan Kardec aprovou este projeto e nos deu a oportunidade de transmitir conhecimento para uma população que quer e precisa aprender e esse é o maior incentivo que podemos ter”, enfatiza a coordenadora.
O Muxirum Digital é realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), com investimento de R$ 390 mil reais da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e está em fase piloto. O projeto é quase homônimo do Projeto Mais MT Muxirum + Alfabetização, comandado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Nos três municípios onde ocorrem as formações, são oferecidas aulas semanais e acompanhamento contínuo dos participantes. Além disso, todos receberam uniformes e apostilas de forma gratuita assim que realizaram a inscrição. Essa primeira fase deve se estender até dezembro.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Rede estadual passa a contar com 252 escolas cívico-militares em Mato Grosso
A rede estadual de ensino de Mato Grosso agora conta com 252 Escolas Estaduais Cívico-Militares, após a aprovação, em consultas realizadas nos dias 8 e 9 de junho, da conversão de mais 24 unidades. Com esse resultado, o modelo representa 39,94% das 631 escolas estaduais em funcionamento.
Esse número já supera a meta definida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que previa 205 unidades cívico-militares até o fim de 2026. O percentual deve ultrapassar 41% nos próximos dias, pois outras 11 escolas passarão por consulta popular na próxima semana.
As votações ocorreram nas próprias escolas, com participação de pais, responsáveis legais e estudantes matriculados, conforme as regras dos editais. A consulta é uma etapa obrigatória que antecede qualquer alteração no modelo de gestão.
A Seduc destaca que a conversão não é automática. Antes da implantação, cada unidade passa por um chamamento público, pela apresentação da proposta à comunidade escolar, pela votação e pela divulgação do resultado. O processo visa garantir a transparência e a participação direta das famílias e dos estudantes.
Mesmo com a aprovação da comunidade, a implantação do modelo depende da conclusão dos trâmites de contratação e de designação dos militares que integrarão a Equipe Cívico-Militar, conforme as normas vigentes.
Nas escolas cívico-militares, a unidade permanece pública, gratuita e vinculada à rede estadual. O currículo não é alterado. A gestão pedagógica permanece sob responsabilidade dos diretores, coordenadores e professores, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Os militares da reserva atuam em atividades administrativas e de apoio à disciplina. Suas atribuições incluem a organização do ambiente escolar, o controle de acesso, o apoio às rotinas internas, a promoção de atividades cívicas e o reforço de valores como a disciplina, o respeito e a hierarquia.
Com a aprovação das 24 unidades, as escolas iniciarão agora uma etapa de reorganização interna, definindo rotinas e protocolos para o funcionamento do modelo. A medida também permite padronizar procedimentos e acompanhar as atividades escolares de forma mais sistemática.
O total de alunos matriculados nas Escolas Estaduais Cívico-Militares (172.883) e nas Escolas Estaduais Militares (21.580) é de 194.463, o que corresponde a aproximadamente 58,23% dos 333.958 estudantes da Rede.
Escolas Estaduais convertidas em 8 e 9 de junho:
EE Emanuel Pinheiro – Rondonópolis
EE Maria de Lima Cadidé – Rondonópolis
EE Pindorama – Rondonópolis
EE XV de Outubro – Tesouro
EE Dona Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli – Guiratinga
EE Santa Elvira – Juscimeira
EE 13 de Maio – Nova Guarita
EE Serra Azul – Diamantino
EE Décio Luiz Furigo – Diamantino
EE Alzira Maria da Silva – Colíder
EE José Leite de Moraes – Várzea Grande
EE Professora Maria da Cunha Bruno – Várzea Grande
EE Acadêmico Lauro Augusto de Barros – Santo Afonso
EE Paulo Freire – Sinop
EE Professora Zeni Vieira – Sinop
EE Cristiano Araújo Pires – Boa Esperança do Norte
EE Manoel Soares Campos – Cláudia
EE Dr. Fábio Silvério de Farias – Nobres
EE André Antônio Maggi – Feliz Natal
EE Alvarina Alves de Freitas – Planalto da Serra
EE Franklin Cassiano – Poxoréu
EE Filinto Muller – Arenápolis
EE Vanderlei Cecatto – Santo Antônio do Leste
EE Pedro Bianchini – Marcelândia
Escolas Estaduais com consulta prevista para os dias 16 e 17 de junho:
EE José Ângelo dos Santos – Barra do Garças
EE Kreen Akorore – Guarantã do Norte
EE Bacharel Ribeiro de Arruda – Poconé
EE Dom Vunibaldo – Juscimeira
EE Rodolfo Augusto Trechaud Curvo – Cuiabá
EE Dona Rosa Friger Piovezan – Comodoro
EE Coronel Jerônimo Gomes da Silva – Araguaiana
EE Tancredo Neves – Nova Nazaré
EE Padre Thiago – Mirassol D’Oeste
EE Lourenço Peruchi – São José dos Quatro Marcos
EE Deputado Dormevil Faria – Pontes e Lacerda
Fonte: Governo MT – MT
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