ESPORTES
América vence primeira “final” da semana e salta posições para sair do Z-4 do Brasileiro
O América entrou em uma semana com 3 “finais” pela frente, duas no Brasileiro e outra pelo jogo de ida da Copa do Brasil. No primeiro confronto decisivo, a equipe americana demonstrou muita gana para conquistar os 3 pontos. Com atuação convincente, o Coelho venceu o Atlético-GO por 1 a 0 em Goiânia.
O gol marcado por Felipe Azevedo, após belo passe do zagueiro Eder, decretou a vitória do Coelho e fez com que o time ganhasse confiança para a sequência decisiva.
Com o resultado, o América subiu algumas posições no Brasileiro e foi para o 14º lugar, com 21 pontos. Na próxima quinta-feira, o Coelho volta as atenções para a Copa do Brasil, diante do São Paulo, no Morumbi, às 20h. Pelo Brasileiro, o time joga no domingo, às 18h, contra o Avaí, no Independência, em Belo Horizonte.
O JOGO
O América tentou pressionar a saída de bola do adversário nos primeiros minutos. Aos 6 minutos, Arthur cruzou na medida para Azevedo e o Coelho criou a primeira oportunidade de perigo.
O bom rendimento rendeu frutos para o América. Aos 10, após cobrança de escanteio, em bola dividida, o zagueiro adversário fez gol contra, porém, a arbitragem anulou o gol após consulta ao VAR e verificação de impedimento de Lucas Kal na disputa de bola.
Isso não foi suficiente para tirar a energia do América. Aos 15, Felipe Avezedo cruzou na cabeça de Arthur, que quase fez no canto direito do goleiro Ronaldo.
O Coelho manteve a concentração em campo e não passou por sustos nos primeiros 30 minutos. Pelo contrário, foi quem teve mais vezes na área do adversário.
A pressão do América foi premiada aos 32 minutos, após belo passe de Eder para o gol de Felipe Azevedo. O atacante teve mérito em fazer a movimentação na diagonal para receber nas costas da defesa e balançar as redes do rival: 1 a 0 para o América.
No segundo tempo, o América voltou mais precavido, pois o adversário começou a atacar mais, principalmente em bolas cruzadas na área. O goleiro Matheus Cavichioli mostrou segurança quando foi exigido e salvou o Coelho em algumas oportunidades.
Aos 38, Carlos Alberto chutou com perigo e quase ampliou para o América. No fim, a raça americana foi contemplada com os 3 pontos.
FICHA DO JOGO
Atlético-GO 0 x 1 América
Motivo: Campeonato Brasileiro – 19ª rodada
Local: Antônio Accyoli – Goiânia-GO
Gol: Felipe Avezedo, aos 31 minutos.
Cartões amarelos: Marlon (América).
América
Matheus Cavichioli, Raúl Cáceres (Everaldo), Eder, Luan Patrick (Iago Maidana) e Marlon; Lucas Kal, Juninho e Matheusinho; Arthur (Patric), Felipe Avezedo (Germán Conti) e Henrique Almeida (Carlos Alberto).
Técnico: Vagner Mancini
Atlético-GO
Ronaldo; Hayner (Dudu), Edson Felipe, Camutanga (Churín), Arthur Henrique (Jefferson), Willian Maranhão (Peglow), Marlon Freitas, Airton (Kelvin) e Jorginho; Wellington Rato e Ricardinho
Técnico: Jorginho
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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