ESPORTES
Em jogo equilibrado, Palmeiras é superado pelo Ceará em casa na estreia do brasileiro
Pela estreia do Campeonato Brasileiro 2022, o Palmeiras recebeu a equipe do Ceará na noite deste sábado (09), no Allianz Parque. Pelo placar de 3 a 2, o time visitante saiu vencedor. O Maior Campeão do Brasil volta a campo na próxima terça-feira (12), às 21h30, pela segunda rodada da primeira fase de Libertadores da América; e pelo Nacional, volta a jogar no domingo (16), diante do Goiás, na Serrinha (Estádio Hailé Pinheiro, em Goiânia-GO), às 16h30.
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O Ceará saiu na frente logo aos 6 do primeiro tempo com gol contra do lateral Jorge, na tentativa de afastar uma bola perigosa; ampliou com Mendonza aos 13 do primeiro tempo; depois, Zé Rafael diminuiu para o Alviverde, aos 21 ainda da primeira etapa, deixando o duelo emocionante e equilibrado até os minutos finais na busca pelo empate do Verdão. Mas aos 40 do segundo tempo, Lucas Ribeiro marcou após contra-ataque e fez 3 a 1 Vozão; já nos descontos, Gustavo Gómez, de pênalti, diminuiu novamente para o Alviverde, mas não deu tempo de mais nada. Placar final da partida: Palmeiras 2; Ceará 3.
Curiosamente, o Ceará foi justamente o último time enfrentado pelo Verdão no Brasileirão de 2021, e também foi contra quem o Alviverde estreou pelo Nacional de pontos corridos em 2022 neste noite. As coincidências não acabam por aí: ambos os jogos têm mando do Verdão – entretanto, em 2021, o duelo foi na Arena Barueri, e, neste ano, o Alviverde pôde receber a equipe cearense em sua casa, o Allianz Parque.
O revés marcou o fim de uma marca invicta que o Palmeiras ostentava: a de jamais ter perdido para o Ceará na condição de mandante. Antes do jogo desta noite, o confronto Palmeiras e Ceará, que existe desde 1938, teve o Alviverde como anfitrião diante do Vozão pela primeira apenas em 1974 (na oportunidade, o Palmeiras superou o Ceará por 3 a 0 no Pacaembu, pelo Brasileirão daquele ano, com gols de Leivinha, duas vezes, e Nei).
E de 1974 a 2021, a história nunca havia registrado uma derrota alviverde neste cenário – haviam sido 16 jogos com mando do Palmeiras, incluindo um no Mato Grosso do Sul, pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, com 13 vitórias palmeirenses e três empates, além de incríveis 40 gols marcados contra sete vezes nas quais foi vazado pelo adversário cearense.
Palmeiras e Ceará se enfrentaram pela primeira vez em 1938 – o Verdão, à época, ainda se chamava Palestra Italia (passaria a ser Palmeiras em 1942). O clube alviverde, na ocasião, recebeu convite para excursionar pelo estado nordestino e enfrentar o Vozão por intermédio do presidente do clube Alvinegro Cearense à época, Francisco Anysio de Oliveira Paula, pai do humorista Chico Anysio, que se encantou pelo Palestra Italia e declarou amor o Alviverde até o fim de sua vida.
Na ocasião, em 24 de novembro de 1938, o time palestrino bateu o escrete cearense por 5 a 1, com gols de Barrilote, duas vezes, Imparato, Feitiço e Luizinho, com grandes atuações também do goleiro Jurandyr, do Palestra, que, à época, também era figura constante na Seleção Brasileira.
Depois do primeiro duelo em 1938, as equipes se enfrentaram constantemente na década de 70, pelo Campeonato Brasileiro; na década de 90, sempre pela Copa do Brasil – época em que, inclusive, o Alviverde aplicou sua maior goleada sobre o Ceará (6 a 0 pela Copa do Brasil de 1998, no Palestra Italia).
Depois, se enfrentaram uma única vez, isolada, na primeira década dos anos 2000 (em 2003, pela Série B do Nacional), até que, a partir de 2010, passaram a novamente terem seus caminhos cruzados novamente pelo Campeonato Brasileiro, após o Ceará passar a frequentar mais constantemente a Série A (2010, 2011, 2018, 2019, 2020, 2021 e, agora, 2022), com ressalva para o ano de 2013, quando se enfrentaram duas vezes pela Série B e 2020, temporada na qual, além da Série A do Brasileiro, se enfrentaram também pela Copa do Brasil (o Alviverde se classificou para as semifinais do Nacional de mata-mata contra o Vozão).
No total dos 34 confrontos já com o de hoje, o Palmeiras tem saldo amplamente favorável: 19 vitórias, dez empates e cinco derrotas sofridas, além de 72 gols marcados e contra 30 vezes em que foi vazado pelo adversário da vez.
O JOGO
O Vozão largou na frente logo no início: gol contra do lateral Jorge, na tentativa de afastar o perigo em lance de ataque adversário, apenas aos seis minutos de bola rolando. (Palmeiras 0x1 Ceará)
Os visitantes ainda ampliaram para 2 a 0 logo depois, com o colombiano Mendoza, de rebote, após a bola voltar em seus pés em cima da linha depois de finalização que havia sido feita pelo próprio jogador, aos 13 do primeiro tempo. (Palmeiras 0x2 Ceará)
Mesmo com um início de jogo conturbado e inesperado, o Verdão logo começou a se recuperar dos gols-relâmpago sofrido, pois ainda havia muito tempo pela frente, em poucos minutos começou a mudar os rumos da partida. Aos 21 ainda da etapa incial, Zé Rafael diminuiu para o Verdão com um golaço que contou com participação de Veiga e Dudu. (Palmeiras 1×2 Ceará)
A partir de então, o Alviverde passou a reagir fortemente, buscando o empate até os minutos finais do segundo tempo. Porém, mesmo com as duas equipes criando chances reais de gol ao longo do restante do embate, e o Palmeiras vivia melhor momento na busca da igualdade no placar – e, de quebra, um precioso ponto em casa na estreia do Nacional -, foi o Ceará quem matou o jogo.
Em jogada de contra-ataque, Lucas Ribeiro foi veloz e não desperdiçou cara a cara com Weverton, aos 40 do segundo tempo, marcando o terceiro do Vozão e praticamente liquidando de vez a partida – resultado final do duelo. (Palmeiras 1×3 Ceará)
Engana-se quem pensa que o duelo havia acabado. Já nos descontos, o árbitro Caio Max Augusto Vieira assinalou penalidade de Richardson em Gabriel Veron em mais um ataque do Verdão, após lance validado pelo VAR. Na cobrança, Gustavo Gómez convertou a penalidade e diminuiu. (Palmeiras 2×3 Ceará)
Mas foi só. Com o relógio contra o Maior Campeão do Brasil, o time de Abel Ferreira não mais teve tempo de criar jogadas que mudassem o rumo da partida; mas o Alviverde, que veio de duas goleadas por 4 a 0 (sobre o São Paulo, jogo do título Paulista, e sobre o Deportivo Táchira, pela estreia da Libertadores) pôde novamente mostrar seu brio.
Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Jorge; Danilo, Zé Rafael e Raphael Veiga; Gustavo Scarpa, Dudu e Rony. Técnico: Abel Ferreira.
fonte: https://www.palmeiras.com.br/noticias/em-jogo-equilibrado-palmeiras-e-superado-pelo-ceara-em-casa-na-estreia-do-brasileiro/
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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