ESPORTES
Cruzeiro ganha do Londrina de virada e dispara na liderança da Série B do Brasileiro
O Cruzeiro está cada vez mais próximo de confirmar o retorno à elite nacional. Nesta terça-feira (09.08), a Raposa venceu o Londrina por 2 a 1, de virada, no Estádio do Café, em Londrina, no Paraná, pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, se distanciou ainda mais na liderança, está com 52 pontos, 9 a mais que o segundo colocado Grêmio de Porto Alegre.
Pela primeira vez na competição nacional, o técnico Paulo Pezzolano pôde repetir a escalação cruzeirense. O treinador escalou os mesmos jogadores titulares que foram a campo na vitória por 2 a 0 sobre o Tombense, no Mineirão, no último sábado (06.08), pela 22ª rodada. E a estratégia deu certo.
A Raposa saiu atrás no placar, mas não se abateu e buscou a vitória a todo instante. Com boa participação do trio Luvannor, Bruno Rodrigues e Rodolfo, a Raposa conseguiu virar a partida no último minuto.
Com o resultado, o clube celeste segue disparado na liderança da Série B, agora com 52 pontos – nove a mais que o vice-líder Grêmio e 19 à frente do próprio Londrina, atual quinto colocado.
O Cruzeiro voltará a campo no próximo sábado (13.08), às 16h30. A equipe mineira recebe a Chapecoense no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 24ª rodada. Um dia antes, o Londrina visita o Vila Nova no Serra Dourada, em Goiânia, às 19h.
Primeiro tempo
A equipe comandada pelo técnico Paulo Pezzolano começou o jogo com muita intensidade, mas caiu de rendimento na reta final do primeiro tempo. Apesar da falta de pontaria, o time celeste finalizou mais vezes ao gol adversário (seis contra três) e ditou o ritmo da partida: 73% de posse de bola.
A primeira boa chance mineira foi logo aos 4 minutos, com Matheus Bidu. Após lançamento longo na área, o lateral-esquerdo se movimentou nas costas do zagueiro do Londrina e bateu de primeira, com liberdade, mas isolou.
O Cruzeiro continuou pressionando e quase abriu o placar com Daniel Júnior, aos 14′. Bruno Rodrigues ajeitou de cabeça para o meia-atacante, que fintou o zagueiro adversário com o corpo e bateu firme de canhota, para excelente defesa do goleiro Matheus Nogueira.
A resposta do Tubarão veio aos 24′. Depois de transição rápida do Londrina, Caprini dividiu com Bidu na entrada da área e caiu no chão. O árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti, mas o VAR corrigiu a decisão e informou que o lance foi fora da área. Na cobrança da falta, o atacante acertou o travessão.
Segundo tempo
Os dois times voltaram para a segunda etapa com as mesmas estratégias. O Londrina se fechou no começo, ficando com dez jogadores atrás da linha da bola, apostando nos contra-ataques. O Cruzeiro, por sua vez, tinha mais a bola e tentava chegar com lançamentos longos e jogadas pelas laterais.
E foi o Tubarão quem abriu o marcador no Estádio do Café. Aos 22′, Rafael Cabral falhou ao sair de soco em uma bola dentro da área, Gegê rolou para Mandaca, que finalizou para o fundo das redes: 1 a 0.
Depois do gol do Londrina, Pezzolano lançou o Cruzeiro ainda mais ao ataque. O treinador tirou o volante Neto Moura e promoveu a entrada de Rodolfo. E a pressão celeste logo fez efeito.
Aos 39′, Bruno Rodrigues cobrou escanteio fechado, Rodolfo desvia e encontrou Luvannor livre na segunda trave. O atacante errou a finalização sem goleiro, mas Saimon tentou afastar e mandou a bola contra as próprias redes: 1 a 1.
Depois do gol de empate, o Cruzeiro continuou pressionando e, no último minuto, conseguiu a virada. Bruno Rodrigues recebeu na esquerda, partiu para cima da marcação e cruzou na primeira trave. Luvannor escorou, e Rodolfo marcou: 2 a 1.
Londrina
Matheus Nogueira; Jeferson (Luan), Vilar, Saimon e Alan Ruschel; João Paulo, Mandaca (Marcinho) e Gegê; Felipe Vieira (Gustavo), Caprini (Gabriel) e Douglas Coutinho (Denilson).
Técnico: Adilson Batista.
Cruzeiro
Rafael Cabral; Zé Ivaldo, Lucas Oliveira e Eduardo Brock; Filipe Machado, Neto Moura (Rodolfo), Chay (Edu) e Matheus Bidu; Daniel Júnior (Pablo Siles), Bruno Rodrigues e Luvannor.
Técnico: Paulo Pezzolano.
Gols: Mandaca, aos 22′ do 2ºT (Londrina); Saimon (GC), aos 40′ do 2ºT, e Rodolfo, aos 50′ do 2ºT (Cruzeiro)
Cartões amarelos: João Paulo (Londrina); Matheus Bidu e Chay (Cruzeiro)
Local: Estádio do Café, em Londrina, no Paraná
Data e horário: Terça-feira, 9 de agosto de 2022, às 21h
Motivo: 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)
Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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