ESPORTES
Botafogo elimina São Paulo nos pênaltis e avança às semifinais da Libertadores
Em uma noite de muita emoção no Morumbi, o Botafogo garantiu sua vaga nas semifinais da Copa Libertadores ao eliminar o São Paulo nos pênaltis por 5 a 4, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. A equipe carioca frustrou os 61.329 torcedores presentes, que esperavam ver o Tricolor avançar na competição.
O jogo
Empurrado pela torcida, o São Paulo tentou pressionar o Botafogo desde o início, mas encontrou dificuldades para criar chances claras de gol. O Botafogo, por outro lado, mostrou eficiência e abriu o placar logo na primeira oportunidade. Aos 14 minutos, Luiz Gustavo perdeu a bola para Savarino, que tocou para Igor Jesus cruzar na área. Rafael desviou mal, e Thiago Almada aproveitou para marcar de cabeça, colocando o Botafogo em vantagem.
O São Paulo tentou reagir, mas quase sofreu o segundo gol aos 26 minutos, quando Thiago Almada desarmou Rafinha e acionou Igor Jesus, que chutou perto da trave. O técnico Luis Zubeldía fez mudanças para tentar renovar os ânimos da equipe, mas o Botafogo continuou perigoso. Aos 38 minutos, em um contra-ataque, Almada tocou para Vitinho, que finalizou cruzado, mas Alan Franco desviou para escanteio.
Aos 42 minutos, o árbitro marcou pênalti para o São Paulo após revisão do VAR, que identificou um toque de mão do zagueiro Bastos. Lucas, porém, desperdiçou a cobrança, isolando a bola e frustrando a torcida tricolor.
Segundo tempo
O São Paulo voltou mais agressivo no segundo tempo e obrigou o goleiro John a fazer boas defesas. Aos 10 minutos, Wellington Rato chutou firme, mas John defendeu. Aos 15 minutos, Calleri perdeu uma chance incrível de empatar, mandando para fora com o gol vazio. Lucas também teve uma boa oportunidade aos 17 minutos, mas John fez outra grande defesa.
O Tricolor parecia sem forças, mas conseguiu o empate aos 41 minutos. André Silva cruzou na medida para Calleri, que cabeceou sem chances para John, levando a torcida ao delírio e levando a decisão para os pênaltis.
Nos pênaltis, o Botafogo mostrou mais eficiência. Calleri e Nestor desperdiçaram suas cobranças pelo São Paulo, enquanto Matheus Martins converteu o pênalti decisivo para o Botafogo, garantindo a classificação.
Cobranças de pênaltis:
– Calleri: na trave
– Tchê Tchê: gol
– Luiz Gustavo: gol
– Danilo Barbosa: gol
– Lucas: gol
– Marçal: gol
– Igor Vinícius: gol
– Vitinho: para fora
– Luciano: gol
– Thiago Almada: gol
– Nestor: John defendeu
– Matheus Martins: gol
Próximos confrontos
Na próxima fase, o Botafogo enfrentará o vencedor do duelo entre Peñarol e Flamengo. Na ida, a equipe uruguaia venceu o Rubro-Negro por 1 a 0 no Maracanã. O encontro decisivo será nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), no Campeón del Siglo, em Montevidéu.
Ainda não há data definida pela Conmebol para as semifinais, mas os duelos estão previstos para as semanas dos dias 23 e 30 de outubro.
Com a eliminação, o São Paulo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Corinthians no próximo domingo, às 16h (de Brasília), em Brasília. Já o Botafogo encara o Grêmio neste sábado, às 21h, também no Estádio Mané Garrincha.
O Botafogo segue firme na busca pelo título da Libertadores, enquanto o São Paulo tenta se recuperar da eliminação e focar no Brasileirão. A expectativa é de mais emoções nos próximos confrontos.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 (4) X (5) 1 BOTAFOGO
Local: Estádio do Morumbis, em São Paulo
Data: 25/09/2024
Horário: às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Dario Herrera (ARG)
Cartões amarelos: Alexander Barboza, John e Marçal (Botafogo); Bobadilla, Nestor, Welington e Igor Vinícius (São Paulo)
Cartões vermelhos: Rafinha (São Paulo) e Gatito Fernández (Botafogo)
Público: 61.329 torcedores
GOLS: Thiago Almada, aos 14′ do 1ºT (Botafogo); Calleri, aos 41 do 2ºT (São Paulo)
SÃO PAULO: Rafael; Rafinha (Igor Vinícius), Arboleda, Alan Franco e Welington (Michel Araújo); Luiz Gustavo e Damián Bobadilla (Rodrigo Nestor); Wellington Rato (André Silva), Lucas e William Gomes (Luciano); Calleri. Técnico: Luis Zubeldía
BOTAFOGO: John; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza (Adryelson) e Alex Telles (Marçal); Gregore (Danilo Barbosa), Marlon Freitas e Thiago Almada; Luiz Henrique (Matheus Martins), Savarino (Tchê Tchê) e Igor Jesus. Técnico: Artur Jorge
Fonte: Esportes
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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