ECONOMIA

Ministério da Fazenda, MDIC e ABGF lançam FGCE e inauguram nova etapa no apoio às exportações

Os ministérios da Fazenda (MF) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) realizaram nesta sexta-feira (19/6) o lançamento do novo Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e anunciaram instituições financeiras habilitadas para operar o instrumento.

 As iniciativas foram anunciadas durante o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, em São Paulo, que contou com a participação do secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone, da presidenta da ABGF, Maíra Madrid, além de representantes do governo, do sistema financeiro, entidades empresariais e empresas exportadoras convidadas. 

A iniciativa representa um importante avanço na estrutura de apoio ao financiamento das exportações brasileiras, com a entrada em operação da Modalidade MPME+, solução criada no âmbito do FGCE para ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade de micro, pequenas e médias empresas que atuam no comércio exterior. 

Com o FGCE oficialmente constituído, as empresas passam a contar com um modelo mais moderno, ágil e acessível de apoio financeiro às suas operações de exportação, por meio da rede de instituições credenciadas pela ABGF. 

O novo modelo foi desenvolvido para enfrentar um dos principais desafios das empresas exportadoras brasileiras: o acesso ao crédito. Embora as micro, pequenas e médias empresas representem cerca de 69% das empresas exportadoras do país, elas respondem por aproximadamente 6% do volume financeiro exportado. Com o MPME+, a expectativa é ampliar a participação dessas empresas no comércio exterior brasileiro, aumentando sua capacidade de inserção internacional e crescimento. 

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Entre os principais avanços apresentados está a possibilidade de acesso a crédito com garantia antes da assinatura de um contrato de exportação. Na prática, a medida permite que empresas utilizem linhas de capital de giro e investimento para se preparar para entrar em novos mercados, ampliar capacidade produtiva, adquirir insumos, estruturar operações e atender futuros compradores internacionais com maior previsibilidade. 

O FGCE também amplia significativamente os prazos de apoio às operações de pré-embarque, que passam de 180 para até 720 dias, oferecendo maior segurança para o planejamento financeiro das empresas exportadoras. 

Durante o evento, foram anunciadas as instituições financeiras habilitadas a operar com as garantias do FGCE, ampliando a capilaridade do instrumento e aproximando as soluções de financiamento das empresas em todo o país. 

Por sua natureza de análise por carteira, a Modalidade MPME+ reduz a necessidade de aprovação individual de cada operação, tornando o processo mais escalável e eficiente, reduzindo burocracias e ampliando a oferta de crédito em condições mais competitivas. 

Poderão acessar as garantias do MPME+ empresas com receita operacional bruta anual de até R$ 300 milhões que possuam histórico exportador, observados os critérios de elegibilidade. 

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o aperfeiçoamento dos instrumentos de crédito e com a criação de condições para que mais empresas brasileiras possam ampliar sua participação no comércio exterior.

“Hoje, com a constituição do FGCE, com o aporte de recursos e com a capilaridade dos bancos privados, nós vamos multiplicar por 15 o apoio à exportação de micro, médias e pequenas empresas. Isso é muito importante para o país, vai dar escala para essas empresas, permitir que elas cresçam, que elas se tornem mais competitivas, que elas inovem. Isso é muito saudável para o país, ajuda a balança comercial, gera emprego, renda, e  reforça a visão de médio a longo prazo de medidas que estamos implementando pelo desenvolvimento estrutural do país”, afirmou.

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Para o secretário-executivo do MDIC, Rodrigo Zerbone, o lançamento do FGCE consolida uma agenda mais ampla de fortalecimento dos instrumentos públicos de apoio às exportações e de ampliação da presença internacional das empresas brasileiras.

“Nosso objetivo é construir um ambiente em que mais empresas brasileiras possam enxergar o comércio exterior como uma estratégia concreta de crescimento. O FGCE faz parte desse esforço de modernização da política de apoio às exportações e amplia a capacidade do país de incorporar micro, pequenas e médias empresas à agenda de internacionalização da economia brasileira”, afirmou.

Segundo a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, o lançamento do FGCE representa um marco para o fortalecimento das exportações brasileiras. 

“Estamos criando condições para que mais empresas, de todos os portes, consigam acessar crédito de forma simples, rápida e segura para exportar mais. O FGCE tem potencial de ampliar em mais de 10 vezes o apoio disponível do Seguro de Crédito à Exportação para MPMEs, podendo chegar a 2,2 bilhões de crédito disponível por ano”, afirma. 

Mais informações sobre o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, sobre o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e instituições financeiras habilitadas estão disponíveis na página da ABGF.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Governo brasileiro reconhece empresas que promovem inclusão racial e fortalecem a competitividade das exportações brasileiras

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Igualdade Racial divulgaram o resultado da 2ª edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior no último dia 12 de junho de 2026.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o empenho do Governo do Brasil no enfrentamento das desigualdades raciais, bem como seu compromisso com o aumento de representatividade racial nas empresas e comércio exterior brasileiro. “Ainda enfrentamos a dura realidade de diferenças salariais e da baixa ou nenhuma representação de pessoas negras nos setores mais formais em nosso país. É uma prioridade do Governo do Brasil essa atuação estruturante e transversal para um projeto de desenvolvimento econômico com justiça racial, que posicione nosso país em melhores condições de desenvolvimento socioeconômico de forma mais justa e igualitária”, ressaltou.

A iniciativa reconhece empresas brasileiras que transformam a promoção da igualdade racial em estratégia de negócios, ampliando oportunidades para profissionais negros e contribuindo para um comércio exterior mais diverso, representativo e competitivo.

As empresas selecionadas tiveram destaque pela adoção de políticas e práticas voltadas à inclusão racial, à valorização da diversidade e ao fortalecimento da presença de profissionais negros em seus quadros funcionais, especialmente em posições de liderança e tomada de decisão.

“As empresas reconhecidas nesta edição demonstram que inclusão racial e competitividade não são agendas distintas, mas complementares. Ao promover diversidade e ampliar oportunidades, fortalecem sua capacidade de inovar, crescer e competir nos mercados internacionais”, afirmou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

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Além do certificado oficial de reconhecimento, as empresas premiadas poderão optar por uma das modalidades de premiação oferecidas pela ApexBrasil:

• Agenda de negócios personalizada em mercado internacional; ou

• Participação em ação de promoção comercial organizada pela Agência.

As iniciativas apresentadas nesta edição demonstram o crescente engajamento do setor privado com a promoção da equidade racial e evidenciam que inclusão e desenvolvimento caminham lado a lado. Ao ampliar oportunidades e promover ambientes corporativos mais diversos, as empresas contribuem para uma economia mais dinâmica, inovadora e sustentável.

“A ApexBrasil acredita que diversidade e internacionalização caminham juntas. Ao reconhecer essas empresas, reforçamos nosso compromisso de apoiar negócios que incorporam a inclusão como parte de sua estratégia de crescimento”, disse o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Empresas selecionadas

• Engenho Chapadão de Minas

A Engenho Chapadão de Minas, sediada em Uberaba (MG), atua na produção e comercialização de cachaça artesanal, com foco em processos tradicionais e qualidade do produto.

• Scooto LTDA

Com atuação no setor de serviços, a Scooto LTDA, localizada em São Paulo (SP) desenvolve soluções em atendimento ao cliente e apoio a vendas.

SPVI Books Editora

Sediada em São Paulo (SP), a SPVI Books Editora pertencente ao setor editorial, dedica-se à produção e comercialização de livros e conteúdos.

• Dani Embalagens Plásticas

Empresa localizada no Rio de Janeiro (RJ), a Dani Embalagens Plásticas exerce atividades de produção e comercialização de embalagens plásticas para diversos segmentos.

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Bicipr3ta

Empreendimento sediado em Salvador (BA), atua no segmento de mobilidade urbana, com foco na ciclomobilidade e no desenvolvimento de produtos e serviços voltados à população negra.

• The Class Professional

Empresa localizada no Rio de Janeiro (RJ), tem atuação no setor de cosméticos e formação profissional, com foco em produtos e capacitação voltados a cabelos cacheados e crespos

• LUDO Thinking

Voltada ao desenvolvimento de soluções em jogos e gamificação, a LUDO Thinking, com sede em Vila Velha (ES), atua em programas de treinamento e engajamento corporativo.

O MDIC, a ApexBrasil e o Ministério da Igualdade Racial parabenizam as organizações reconhecidas nesta edição e reafirmam o compromisso de fortalecer políticas e iniciativas que ampliem a inclusão, a diversidade e a igualdade de oportunidades no comércio exterior brasileiro.

Programa Raízes Comex

Criado pelo MDIC como resposta ao desafio identificado no estudo inédito da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), intitulado “Comércio Exterior e Representatividade Racial no Mercado de Trabalho Brasileiro”, o Programa Raízes Comex tem como objetivo ampliar oportunidades no comércio exterior e promover maior diversidade no setor.

A iniciativa conecta qualificação profissional, inclusão produtiva e geração de emprego em uma das áreas mais estratégicas da economia brasileira, priorizando a formação de pessoas negras (pretas e pardas), jovens e estudantes da rede pública, buscando ampliar o acesso de novos talentos ao comércio exterior.

Saiba mais.

Conheça os vencedores da 1ª edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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