ECONOMIA

Gecex delibera sobre apoio às exportações, defesa comercial e redução de impostos

A 237ª reunião ordinária do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) deliberou nesta quinta-feira (28/5) sobre um conjunto de medidas de estímulo às empresas exportadoras e de fortalecimento da indústria brasileira.

Apoio às exportações

Para estimular as empresas exportadoras, o colegiado aprovou dois novos instrumentos que modernizam e ampliam o acesso ao Seguro de Crédito à Exportação (SCE).

Assim, os exportadores poderão contar com a garantia soberana do SCE para acessar linhas de financiamento à produção em condições mais competitivas e vantajosas, promovendo a competitividade das empresas exportadoras.

Uma das principais novidades é a criação de uma nova modalidade do Seguro de Crédito à Exportação (SCE) voltada às operações de pré-embarque para empresas de todos os portes. O instrumento permitirá que os exportadores contem com a garantia da União para facilitar o acesso a financiamentos na fase de produção e em condições mais competitivas.

O novo instrumento se soma ao anterior, vocacionado para MPMEs e em prazos de até 180 dias, permitindo agora operações com prazos de pagamento de 180 dias até 5 anos, que poderão ser estendidos em casos específicos, como no setor de defesa.

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Outra inovação relevante é a criação de nova modalidade de seguro voltada para fomentar o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas exportadoras por meio da cobertura de operações de crédito direto. Essa solução permite financiar capital de giro, produção e investimentos e outras iniciativas consideradas pelas empresas como estratégicas para o desenvolvimento do negócio, fomentando a expansão dessas empresas no comércio exterior.

Com esse conjunto de medidas, o governo busca reduzir riscos, ampliar o financiamento e incentivar a internacionalização das empresas brasileiras, especialmente as de menor porte, fortalecendo sua competitividade e presença em novos mercados.

Imposto zerado

Na área tarifária, o Gecex decidiu pela redução do imposto de importação para cerca de 370 produtos, sendo a maioria deles (325) concessões por dois anos de ex-tarifários de Bens de Capital (BK), Informática e Telecomunicações (BIT), sem produção nacional equivalente.

Também foram zeradas as tarifas de importação de vários outros produtos, entre eles medicamentos para procedimentos médicos, tratamento de quimioterapia e rinite alérgica, além de componentes de fórmulas infantis e insumos para a indústria química e eletroeletrônica.

Ao mesmo tempo, para fortalecer a indústria siderúrgica nacional, foram renovadas as elevações tarifárias de 19 produtos de aço, com a inclusão de mais um produto do setor na Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais. A medida, que tem sido aplicada desde 2024, tem por objetivo conter o surto de importações de aço no mercado doméstico.

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Defesa Comercial

Na área de defesa comercial e interesse público, o colegiado decidiu pela aplicação e imediata suspensão, por interesse público, de direitos antidumping definitivos sobre importações de leite em pó originárias da Argentina e do Uruguai; fios de náilon, fios de poliéster e malhas de poliéster originários da China. Em relação ao pirofosfato ácido de sódio (SAPP), houve aplicação efetiva do direito para empresas do Canadá e dos Estados Unidos.

Nos quatros primeiro casos (leite, náilon, poliéster e malhas), a decisão de suspensão dos direitos em caráter cautelar foi acompanhada de determinação de abertura de processo específico de avaliação de interesse público relacionado à apuração de potenciais impactos de eventual aplicação dos direitos antidumping. Assim, a aplicação dessas medidas fica suspensa até que essas análises sejam concluídas.

A íntegra das deliberações será publicada na página da Camex.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC celebra norma de sustentabilidade para vidros planos

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) celebra a publicação da norma ABNT NBR 17296 de “Sustentabilidade de vidros planos – Requisitos e critérios ambientais, sociais e de governança (ESG)”, no âmbito do Programa Selo Verde Brasil. A normalização para mais um setor da indústria representa o avanço das ações coordenadas pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) na construção de padrões nacionais voltados à produção sustentável.

 A nova norma foi anunciada na última segunda-feira (25), durante a apresentação dos avanços do Selo Verde Brasil, realizada pela SEV/MDIC em São Paulo. O evento contou com a participação de representantes do setor produtivo, entidades técnicas e instituições parceiras do programa.

Publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 25 de maio, a norma ABNT NBR 17296:2026 estabelece requisitos e critérios aplicáveis à produção de vidro plano “float” e texturizado, além de vidros processados a partir dessas bases, considerando aspectos ambientais, sociais, econômicos e de governança.

A norma também prevê que produtos intermediários ou finais que utilizem vidro plano como componente possam declarar conformidade com critérios de sustentabilidade, desde que observadas as diretrizes gerais da ABNT NBR 20250 e que o vidro empregado atenda integralmente aos requisitos estabelecidos.

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A elaboração da ABNT NBR 17296:2026 foi conduzida pela Comissão de Estudo de Vidros Planos Sustentáveis (CE-037:000.005), vinculada ao Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-037). O grupo reuniu representantes do MDIC, da ABNT, da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), da Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) e do setor produtivo.

O objetivo da norma setorial é ampliar a capacidade de avaliação do desempenho ESG do vidro plano brasileiro, fortalecendo a credibilidade, a rastreabilidade e a competitividade do setor em mercados e políticas públicas orientadas à sustentabilidade.

“A construção de normas técnicas voltadas à sustentabilidade é fundamental para impulsionar a transformação ecológica da indústria brasileira. A norma de vidros planos fortalece a competitividade do setor, promove inovação e amplia o alinhamento do Brasil às exigências internacionais de sustentabilidade e descarbonização”, afirmou a secretária da SEV, Julia Cruz. 

Selo Verde Brasil 

O Programa Selo Verde Brasil é uma iniciativa estratégica vinculada à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada à bioeconomia, descarbonização, transição e segurança energética. O programa busca estabelecer padrões nacionais de sustentabilidade para produtos e serviços brasileiros, transformando a conformidade ambiental em diferencial competitivo e facilitando o acesso das empresas nacionais aos mercados internacionais mais exigentes.

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 Além da norma geral de diretrizes do programa, já foi publicada pela ABNT a norma setorial de polímeros de eteno de fonte renovável. Também foi encerrada, em 25 de maio, a consulta nacional da norma técnica voltada às chapas laminadas de alumínio, cuja publicação está prevista para junho.

Acesse, na íntegra, a norma.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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