ECONOMIA
Certificado de Origem Digital facilita exportações brasileiras para a Bolívia
As operações comerciais entre Brasil e Bolívia poderão ser realizadas de forma mais ágil e econômica. A partir desta segunda-feira, (1/9), exportadores brasileiros poderão utilizar o novo sistema digital, que vai reduzir o tempo de emissão do certificado de origem de 48 horas para apenas 2 horas.
Essa importante medida de facilitação de comércio favorecerá diversos setores econômicos que atuam no comércio bilateral com a Bolívia. Os principais produtos da pauta exportadora são produtos comestíveis e preparações; barras de ferro e aço e papel e cartão.
O certificado de origem é essencial para garantir a eliminação do imposto de importação no acesso ao mercado boliviano, conforme previsto no Acordo de Complementação Econômica nº 36 (ACE-36). O processo de implementação do Certificado de Origem Digital (COD), iniciado em abril de 2024, foi concluído em julho deste ano, marcando o início de uma nova fase de integração e desburocratização nas trocas bilaterais, que somam US$ 3 bilhões ao ano. O processo de negociação envolveu autoridades governamentais, entidades certificadoras e operadores comerciais dos dois países.
O certificado de origem digital — documento que comprova a origem das mercadorias — também representa um salto em termos de segurança, proporcionando ao comércio exterior maior confiabilidade. O COD utiliza assinaturas digitais que garantem autenticidade e integridade, reduzindo os riscos de fraude e facilitando a verificação por parte das autoridades.
“A implementação da certificação de origem digital com a Bolívia contribui para dinamizar o comércio bilateral, com menos burocracia para as empresas e maior confiança entre os parceiros comerciais”, afirmou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.
A implementação do COD com a Bolívia, a partir de 1º de setembro, ganha ainda mais relevância diante do recente ingresso do país ao Mercosul, cuja ratificação do Protocolo de Adesão foi formalizada no início de 2024. O país vizinho encontra-se agora em processo de incorporação das normas do bloco, o que abre novo caminhos para o crescimento regional, ampliação dos investimentos e fortalecimento da integração sul-americana.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
MDIC publica manuais para orientar empresas sobre o Acordo MERCOSUL-EFTA
Empresas brasileiras já podem acessar, no Portal Siscomex, informações para se preparar para a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre o MERCOSUL e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou materiais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas. Para o Brasil, o acordo entra em vigor, bilateralmente, em 1º de outubro com a Islândia e em 1º de novembro com a Noruega. Para Suíça e Liechtenstein, a entrada em vigor ainda depende da conclusão dos respectivos processos de internalização naqueles países.
A publicação antecipada permite que empresas e setores produtivos conheçam as condições previstas no acordo e tenham tempo para organizar suas operações antes do início da aplicação das preferências comerciais.
“O Acordo MERCOSUL-EFTA amplia as oportunidades para o comércio brasileiro e reforça uma estratégia que é fundamental para o Brasil: diversificar mercados, ampliar parceiros e criar novas possibilidades para as empresas brasileiras”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
O Acordo MERCOSUL-EFTA estabelece novas condições de acesso a um mercado de aproximadamente 290 milhões de consumidores, com PIB conjunto de cerca de US$ 4,39 trilhões em 2024. O acordo integra a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais e pode ampliar os fluxos de comércio e investimentos entre os países.
“Os textos originais do acordo estão disponíveis desde sua assinatura, em setembro de 2025. Agora, estamos oferecendo um material de suporte, mais didático, para que as empresas possam se antecipar, esclarecer dúvidas, compreender as novas regras e se preparar para aproveitar as oportunidades que surgirão desde a entrada em vigor do acordo”, destaca Tatiana.
A EFTA reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, com uma população de aproximadamente 15 milhões de pessoas e PIB de cerca de US$ 1,4 trilhão. Os quatro países estão entre as economias com maior PIB per capita do mundo.
MERCOSUL e EFTA concluíram as negociações do acordo após 14 rodadas, conforme anunciado em 2 de julho de 2025. O texto foi assinado em 16 de setembro de 2025, dando início aos procedimentos necessários para sua ratificação e implementação.
Para as empresas brasileiras, o acordo amplia o acesso preferencial a mercados europeus e cria novaspossibilidades de negócios. Em conjunto com os AcordosMERCOSUL-União Europeia e MERCOSUL-Singapura, também contribui para ampliar a rede de parceiros comerciais do bloco.
Desgravação tarifária
Apresenta os cronogramas e as condições para redução ou eliminação das tarifas de importação previstas no acordo.
Acesse o Manual de Desgravação Tarifária
Regras de origem
Explica os critérios para determinar quando um produto poderá ser considerado originário e ter acesso ao tratamento tarifário preferencial.
Acesse o Manual de Regras de Origem
Indicações geográficas
Reúne as orientações sobre as indicações geográficas abrangidas pelo acordo.
Acesse o Manual de Indicações Geográficas
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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