ECONOMIA

Amapá recebe oficinas para incentivar a cultura exportadora

Ampliar a inserção de empresas do Amapá no comércio internacional é o principal objetivo das oficinas que serão realizadas nos próximos dias 7 e 8 de agosto, em Macapá (AP). A iniciativa, resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o governo do Amapá, integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE).

As oficinas serão realizadas, de forma presencial, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e serão coordenadas pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), que exerce a presidência do Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), e pela Secretaria de Relações Internacionais e Comércio Exterior do estado, ponto focal da PNCE no Amapá.

Durante os dois dias, os participantes realizarão atividades que envolvem a análise de contexto, definição de estratégias e detalhamento de informações para a construção do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora do estado. Cerca de 30 técnicos de instituições federais e locais devem participar das atividades.

“Nosso objetivo é, de forma colaborativa, identificar estratégias e ações concretas que possam contribuir para impulsionar as exportações regionais, especialmente entre as micro, pequenas e médias empresas”, destaca Janaina Silva, diretora de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex.

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Em 2024, o Amapá exportou US$ 161,3 milhões.  Os principais produtos exportados são madeira, açúcares, leite e derivados e minério de ferro e concentrados, com destaque para os mercados da Venezuela, Portugal, Espanha e do Japão.

PNCE

Instituída em 2023 pelo governo federal, a PNCE conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foi criada com o objetivo de promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando o envolvimento dos governos estaduais e de diferentes instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.

A construção de planos estaduais teve início com um projeto-piloto no estado do Pará e, em 2024, avançou para Pernambuco e Rondônia. Neste ano, já foram realizados os trabalhos em Mato Grosso e Tocantins. Além do Amapá, estão previstas oficinas no Espírito Santo ainda em 2025, conforme o Plano de Trabalho aprovado em maio, durante a reunião do Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE).

Todos os estados da federação já aderiram à PNCE. A meta é promover um comércio exterior mais inclusivo, de forma a aumentar a base exportadora, principalmente entre as micro, pequenas e médias empresas.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC lança iniciativa para acelerar tecnologias voltadas à resiliência climática

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, em Porto Alegre (RS), uma iniciativa para conectar empresas, instituições científicas e tecnológicas, universidades, startups e governos com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a adoção de soluções inovadoras voltadas ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

O projeto foi apresentado na última terça-feira (18/06) e é financiado pelo programa Euroclima e implementado pelo MDIC, com apoio da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIAP). A iniciativa prevê a realização de rodadas de negócios, conexões entre ofertantes e demandantes de tecnologias e a articulação de parcerias entre atores nacionais e europeus, com foco em soluções aplicadas à infraestrutura resiliente rural e urbana.

Durante a abertura do evento, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, destacou a importância da inovação e da cooperação para ampliar a capacidade de resposta do país aos desafios climáticos.

“A resiliência climática é também uma agenda de competitividade. Precisamos fortalecer os mecanismos que conectam conhecimento, tecnologia e investimento para transformar desafios em oportunidades de desenvolvimento sustentável e inovação para o país”, explicou.

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Embora tenha alcance nacional, a iniciativa foi concebida a partir das lições aprendidas com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando a necessidade de ampliar capacidades institucionais e tecnológicas voltadas à prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos.

Na ocasião, também foi apresentado o edital “Conexões em Infraestrutura Rural e Urbana”, lançado pelo MDIC para identificar ofertantes e demandantes de soluções tecnológicas voltadas à resiliência climática. A chamada contempla áreas como monitoramento hidrometeorológico, sistemas de alerta precoce, drenagem urbana inteligente, soluções baseadas na natureza, energia resiliente, mobilidade para evacuação e gestão inteligente de resíduos. As inscrições estão abertas até 3 de julho.

Cooperação para a inovação climática

O projeto reúne parceiros nacionais e internacionais, entre eles a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa faz parte do programa Euroclima, voltado ao fortalecimento da cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe na agenda climática.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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