ECONOMIA

Alckmin destaca diálogo social, educação e redução da jornada na abertura da II Conferência Nacional do Trabalho

“Há uma tendência mundial de redução de jornada de trabalho. E precisamos construí-la através do diálogo.” Foi com essas palavras que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, defendeu nesta terça-feira (3/3), na abertura da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), que o Brasil precisa participar ativamente do debate global sobre jornada de trabalho e ter o melhor encaminhamento dessa tendência mundial.

Ao abordar as transformações provocadas pela mecanização, pela automação e pela inteligência artificial, Alckmin ressaltou que esse processo deve ser conduzido com diálogo social e com foco no bem-estar dos trabalhadores. “Trabalhadora e trabalhador, sem bem-estar, é prosperidade com pés de barro. O ser humano não é máquina, para trabalhar, trabalhar. O ser humano precisa ter saúde mental, ter direito à família, ao descanso, afirmou na abertura que contou com a participação do presidente Lula e de ministros.

O vice-presidente ressaltou que a conferência ocorre em um contexto desafiador, diante das mudanças tecnológicas e econômicas. Por isso, é fundamental fortalecer a construção coletiva de políticas públicas. “Mais do que nunca, a participação de cada uma e de cada um de vocês e o diálogo entre governo, trabalhadores, empresários é mais do que necessário”, disse.

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Alckmin também destacou a prioridade do governo federal na área da educação, mencionando a ampliação de creches e escolas de tempo integral. “Não há nada mais importante para a mãe do que a segurança no seu filho, é creche, é escola de tempo integral”, afirmou. Ele citou ainda o programa Pé-de-Meia, que já atende 5,6 milhões de estudantes do ensino médio, contribuindo para reduzir a evasão escolar.

Na saúde, ele reforçou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Brasil é o único país com mais de 200 milhões de habitantes que tem um sistema único, com gratuidade, equidade e integralidade”, disse, ao mencionar o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional para atender às demandas do sistema público.

Em visita à fábrica brasileira de biotecnologia, Alckmin destaca fortalecimento da indústria da saúde

O vice-presidente também afirmou que o país registra atualmente a menor “taxa de desconforto”, indicador que combina inflação e desemprego. “É a primeira vez que nós temos simultaneamente inflação baixa com desemprego baixo”, declarou. Ele também citou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a reforma tributária, que, segundo estudo do Ipea, poderá elevar o PIB, os investimentos e as exportações nos próximos anos.

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A II Conferência Nacional do Trabalho ocorre nos dias 3, 4 e 5 de março, em São Paulo, com o objetivo de estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil. A etapa nacional consolida um processo de participação social realizado nas 27 unidades da Federação, que resultou em mais de 386 propostas estaduais e reuniu cerca de 2.800 delegados representantes de trabalhadores, empregadores e governo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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