CUIABÁ
Unidades educacionais da rede pública municipal de Cuiabá retomam atividades do ano letivo
Mais de 55.200 mil estudantes matriculados nas 170 unidades da rede pública municipal de Educação de Cuiabá estão retornando às salas de aulas nesta segunda-feira (7). De acordo com a secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, as aulas estão sendo retomadas em 2022 da mesma forma como terminaram no ano passado, ou seja, 100% presenciais, respeitando os protocolos de biossegurança.
Na Escola Cívico Militar Cuiabana (ECIMC) Profª. Maria Dimpina Lobo Duarte, no bairro Coxipó, com cerca de 400 estudantes, a movimentação começou cedo. Os estudantes chegaram acompanhados pelos pais e foram encaminhados para o ginásio onde foi feita a acolhida. Na unidade, assim como nas demais da rede pública municipal, os pais ou responsáveis deixam os filhos no portão, é verificada a temperatura e todos utilizam máscaras.
Na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ezequiel Pompeu Ribeiro de Siqueira, no bairro Araés, os mesmos protocolos. Houve poucas ausências no período da manhã segundo contou a diretora Adair Nery da Cruz.
Os estudantes não continham a alegria de rever amigos e professores e, foram surpreendidos com a entrega do Kit Escolar. Para João Gabriel, Teresa e Bruno a surpresa de receber os cadernos, lápis, borracha, apontador, régua, lápis de cor, a garrafinha de água, mochila, superou qualquer ansiedade.
“Tenho cadernos, lápis, borracha. Estou muito feliz. Gostei de tudo”, disse Teresa.
Já João Gabriel fez questão de dizer que ‘a saudade maior era dos amigos e da professora”, disse ele. E mostrou deu material novo. “Muito bonito”, disse ele.
Kit Escolar e Uniforme
A secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, reforçou para os pais que esta semana todos os estudantes estarão recebendo os materiais escolares. “Estaremos a partir desta segunda-feira e durante toda esta primeira semana de aula entregando o Kit Escolar composto por cadernos, lápis, lápis de cor, régua, cola, borracha, apontador, mochila e outros itens além dos squeezes. Todos os 55.200 estudantes matriculados na rede pública municipal receberão seu material escolar, de acordo com a etapa de ensino”, disse Edilene Machado.
Os Kits Escolares já chegaram em Cuiabá e estão sendo entregues nas unidades educacionais há duas semanas.
Em razão da logística, as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), foram as primeiras a receberem os kits.
A EMEB Ana Tereza Arcos Krause, localizada no bairro Jardim Industriário II, atende 761 estudantes. “Na unidade, os 1º, 2º e 3º Anos já receberam os Kits Escolares. A entrega do material continuará a ser feita durante toda a semana”, disse a diretora Olinda Gonçalves de Almeida Dias.
Em relação aos uniformes a entrega, também para 100% dos estudantes matriculados, será feita a partir da segunda quinzena do mês de fevereiro.
A secretária aproveitou para reforçar as orientações e medidas de biossegurança, que devem ser seguidas. “Somente os estudantes e profissionais entram nas unidades para que possamos manter o ambiente o mais seguro possível. Todos profissionais e estudantes antes de entrar nas unidades fazem a verificação de temperatura. As escolas possuem dispenderes de álcool 70% e, é obrigatório o uso de máscaras”, disse Edilene Machado.
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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