CUIABÁ
Sugestão de Pauta: Primeira-dama Márcia Pinheiro entrega primeiros óculos da edição 2024 do Projeto Enxergar é Humanizar
A primeira-dama Márcia Pinheiro entrega na quinta-feira (11) às 14h, no Auditório Maestro China, da Secretaria Municipal de Educação, os primeiros óculos do Projeto Enxergar é Humanizar, edição 2024. A entrega será simbólica para 20 estudantes de cinco escolas da rede pública municipal. Este ano, a previsão é de que sejam realizados 2.207 exames em estudantes do 1º ao 5º Ano das escolas urbanas e do 1º ao 9º Ano das unidades do campo. Os óculos com lentes antirreflexo e armações escolhidas pelos estudantes são entregues de forma gratuita aos que precisarem.
Lançado em 2018, pelo prefeito Emanuel Pinheiro, com o apoio da primeira-dama, Márcia Pinheiro, o Enxergar é Humanizar se tornou um projeto permanente da Secretaria Municipal de Educação, com objetivo de resgatar um passivo social que afeta o processo de ensino aprendizagem dos estudantes matriculados na rede pública municipal.
Sobre o projeto
A primeira-dama Márcia Pinheiro destacou a importância de mais essa ação da gestão Emanuel Pinheiro. “O Projeto Enxergar é Humanizar tem impacto positivo no desenvolvimento, na qualidade de vida e no bem-estar social dos estudantes atendidos na rede pública municipal de educação e nas suas famílias, em especial, aquelas em situação de vulnerabilidade, que mais precisam do olhar humanizado e de empatia do poder público”, disse Márcia Pinheiro.
No primeiro ano (em 2018), o projeto beneficiou estudantes dos 1º e 2º Anos do Ensino Fundamental, que passaram por avaliação e monitoramento das aprendizagens. A partir desse monitoramento, os professores identificaram os estudantes que tinham déficit de aprendizagem relacionado à baixa visão.
Com a pandemia, o projeto foi suspenso em 2020/2021, sendo retomado em 2022 de forma ampliada para atender estudantes até o 6º Ano. Os estudantes detectados com algum problema visual foram selecionados pelos professores e equipe gestora da unidade escolar, e passaram por exame de optometria que diagnostica falhas de refração ou defeitos da visão (miopias, hipermetropias e astigmatismos), passíveis de correção por meio do uso de óculos.
Em 2023, os atendimentos foram retomados no segundo semestre com a realização de 1.793 exames e entrega de 1.230 óculos a estudantes do 1º ao 9º Ano de 64 escolas urbanas e do campo.
Desde que foi criado até 2023, o Projeto Enxergar é Humanizar já entregou 1.640 óculos aos estudantes que precisam.
Serviço
Entrega de óculos Projeto Enxergar é Humanizar 2024
Data: quinta-feira (11)
Hora: 14h
Local: Auditório Maestro China da Secretaria Municipal de Educação
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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