CUIABÁ
Setembro Amarelo é um convite para o despertar da sensibilidade e da percepção
Chamar a atenção para os primeiros sintomas de sofrimento envolvendo a saúde mental das pessoas. Este é o foco do Setembro Amarelo. E, nesse contexto, o lema “prevenir é melhor que remediar”, faz toda a diferença. Significa ter sensibilidade com o outro, sensibilidade para notar a necessidade de uma intervenção e ajuda. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, com profissionais da Atenção Básica e da Atenção Secundária, desenvolverá ações durante o mês em diversas unidades de atendimento.
A programação envolverá os Caps e UPAs de diferentes bairros da Capital. Serão rodas de conversas, orientações com a equipe de Residência Médica em Psiquiatria, panfletagem, atividade ao ar livre. No dia 30, encerrando a programação do Setembro Amarelo, a atividade será no Horto Florestal.
“O ideal seria que as pessoas que estão passando por momentos de crise buscassem ajuda, um acompanhamento com psicólogo. O apoio da família e dos amigos é sempre muito importante, mas nem sempre essas pessoas conseguem perceber, daí a necessidade de um profissional. Quem pensa em suicídio, na maioria das vezes, não busca ajuda. Por isso, cada um de nós pode fazer a diferença se despertarmos essa percepção”, explicou Darci Bezerra, coordenadora Técnica de Saúde Mental na Atenção Secundária da Secretaria Municipal de Saúde.
A orientação é de que não seja menosprezado qualquer sintoma em relação à saúde mental. O atendimento e acompanhamentos, conforme a gravidade da situação, podem ser realizados por meio dos Caps em Cuiabá, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Policlínicas, Centro de Especialidades Médicas (CEM).
O CAPS é um serviço aberto e comunitário do SUS, dispõe de cuidados especializados para pessoas que sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. O trabalho de acolhimento nesses locais acontece de segunda-feira à quinta-feira, sem necessidade de agendamento.
O atendimento é realizado por equipe multidisciplinar que irá acompanhar o paciente durante a crise até que seu quadro se estabilize, ofertando grupos terapêuticos, atendimento individual, busca ativa, apoio e orientação familiar.
O CAPS é um serviço transitório (temporário) que trata especialmente dos casos graves de transtorno mental. Após o tratamento, quando o paciente se mostra estabilizado, o mesmo é encaminhado para as unidades básicas de saúde de sua abrangência para então ser regulado para o serviço ambulatorial de psiquiatria.
Também está disponível na Unidade de Práticas Integrativas e Complementares (URPICS), no Horto Florestal, em Cuiabá, atendimento em auriculoterapia, yoga, reiki, florais, microfisioterapia, Body Talk e roda de terapia integrada.
Portanto, ao notar qualquer sinal de sofrimento mental como alterações graves no sono ou no apetite, medo ou desconfiança dos outros, mudanças grandes e rápidas nos sentimentos (alegria/tristeza) ou nos níveis de energia (animado/agitado/acelerado/desanimado), ansiedade, entre outros, busque ajuda.
“Sabemos que cuidar da saúde mental é uma ação a ser realizada de Janeiro a Janeiro, porém o mês Setembro Amarelo é um mês estratégico e que alerta toda a população sobre a importância do cuidado com sua saúde mental”, destacou Sandra Pinto de Moraes, Responsável Técnica de Saúde Mental da Atenção Básica.
A proposta é que as equipes de estratégia de saúde da família ESF/UBS, desenvolvam suas ações de educação em saúde, orientando a população sobre sinais de alerta de comportamento suicida, realizando palestra, blitz educativa, orientações nas salas de espera, caminhadas, entre outras ações.
Programação
12/09 – Palestra “Vamos falar de Ansiedade?”, na USF Dr. Fábio I e II, com a colaboração de estudantes de enfermagem da UFMT.
14/09 –Roda de Conversa na sala de espera da UPA Verdão, com profissionais do CapsII .
16/09 –– Atividade conjunta com comunidade usuária/SUS e servidores– Trilha na URPICS: Ação conjunta dos serviços junto à comunidade da região norte. Ação do CAPS I CPA IV/Atenção Básica/CTSM/Unidade de Práticas Integrativas e Complementares (URPICS).
19/09 – Orientações e prevenção na “Campanha do Setembro Amarelo” com a equipe de Residência Médica em Psiquiatria na sede da SMS, aos servidores da sede, promovida pela Atenção Básica, Atenção Secundária e SESMT.
21/09 – Participação, a convite da Secretaria de Estado de Segurança Pública, no evento sobre a temática “Conscientização e cuidando da saúde mental, bem como a prevenção ao suicídio”, promovido aos servidores da SESP.
22/09 – Panfletagem na Praça 08 de Abril (em frente ao Chopão), com o Caps II AD ADOLESCER.
23/09 – Matriciamento e panfletagem nas Unidades Básicas de Saúde no território – região norte, voltados aos profissionais da Rede de Atenção à Saúde. Uma iniciativa do Caps I, do CPA IV.
28/09 – Encontro de promoção da vida e prevenção do suicídio na USF Areão, com orientações, auriculterapia e chá com bolo solidário. Equipe local e acadêmicos de Medicina da UFMT.
28/09 –Piquenique no Parque das Águas e atividades ao ar livre, com o Caps II.
30/09 – Ação ampliada com as equipes da CTSM/URPICS/ATENÇÃO SECUNDÁRIA/ATENÇÃO BÁSICA no Horto Florestal
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas
A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).
A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.
“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.
A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com
De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.
Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.
A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.
Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.
A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.
Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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