CUIABÁ

Secretário de Educação apresenta planejamento estratégico em reunião da Comissão de Educação da Câmara de Cuiabá

07/05/2025
Secretário de Educação apresenta planejamento estratégico em reunião da Comissão de Educação da Câmara de Cuiabá

Diego Nunes – Assessoria do vereador Daniel Monteiro

O vereador Daniel Monteiro (Republicanos), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Cuiabá, realizou nesta quarta-feira (7) a reunião ordinária da comissão na Câmara de Cuiabá. O encontro teve como convidado especial o secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, que apresentou um balanço da atual gestão e detalhou os principais eixos do planejamento estratégico da pasta para os próximos meses.

Também participaram da reunião a vice-presidente da Comissão, vereadora Michelly Alencar (União Brasil), e o membro titular, vereador Mário Nadaf (PV).

Para o presidente da Comissão, vereador Daniel Monteiro, a participação do secretário marca um novo momento para a educação municipal. “A minha percepção é que foi muito positiva a participação do secretário Amauri. A gente teve um contraste muito grande entre a participação da ex-secretária e a dele. Antes, não tivemos nenhum posicionamento claro sobre a ausência da semana pedagógica, o atraso no início das aulas ou um planejamento estratégico, seja de curto, médio ou longo prazo. Por isso, a educação de Cuiabá engatinhou nos primeiros meses”, afirmou o presidente da Comissão.

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O parlamentar destacou ainda que o novo secretário apresentou 11 pontos estratégicos para reorganizar a rede municipal de ensino. “Tenho certeza de que com esse planejamento vamos conseguir evoluir. Não se faz política pública sem planejamento. Precisamos de um cronograma de ações, um fluxo de atividades e, principalmente, indicadores. Sem isso, é como voar um avião sem bússola. É muito perigoso”, completou o vereador, ressaltando a importância de acelerar os avanços antes da aplicação do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), prevista para o fim do ano.

Durante a reunião, o secretário Amauri Monge Fernandes ressaltou que Cuiabá atualmente ocupa a 12ª posição entre as capitais brasileiras em desempenho educacional, e que há um plano estruturado para reverter esse cenário. “O que precisamos para melhorar é planejamento pedagógico e muita ação, muita colaboração dos nossos profissionais. Temos excelentes professores e gestores na rede. Com o planejamento que montamos, começando na educação infantil e chegando ao quinto ano dos anos iniciais, temos certeza que vamos tirar Cuiabá dessa posição e levá-la a um patamar muito melhor, não só entre as capitais, mas entre todos os municípios do estado”, afirmou.

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O secretário também destacou melhorias na alimentação escolar e anunciou uma iniciativa inédita para valorizar os profissionais da área de nutrição das escolas municipais. “O estudante que antes chegava na escola e não estava nem alimentado, hoje tem uma alimentação escolar digna. Vamos lançar também um concurso nos moldes do ‘Masterchef Cuiabano’, voltado aos nossos técnicos de cozinha, como forma de reconhecimento ao trabalho que realizam com tanto carinho. Valorizar todos os profissionais da educação é uma das nossas prioridades”, completou Amauri.

A Comissão também votou dois projetos de lei

A Comissão de Educação votou o parecer pela aprovação do projeto de lei do vereador Dídimo Vovô (PSB), que dispõe sobre o fornecimento de merenda escolar aos professores e demais profissionais da rede municipal. Da mesma forma, votou também pelo parecer de aprovação do projeto de lei do vereador Rafael Ranalli (PL), que institui o programa de atendimento especializado às crianças e adolescentes com deficiência nas escolas municipais de Cuiabá.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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