CUIABÁ
Presidente do Nova Esperança I destaca trabalho em equipe da Limpurb para atender as demandas de Cuiabá
O bairro Nova Esperança I, localizado na região Sul de Cuiabá, recebe nesta sexta-feira (12) e sábado (13) ações do programa Mutirão da Limpeza. Para o presidente da Associação de Moradores, Luiz Mário, a realização da grande operação na comunidade é resultado do trabalho planejado e com esforços conjuntos que é executado pela equipe da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb).
Segundo o presidente, além da atuação organizada visando atender de forma mais ágil toda a cidade e do respeito com o movimento comunitário, é preciso reconhecer também o empenho de todos os servidores para resolver as demandas apresentadas. Ainda conforme ele, do operador de limpeza ao diretor-geral, todos têm prestado um relevante trabalho para o desenvolvimento de Cuiabá.
“Agradeço a cada uma da equipe Limpurb, que são grandes parceiros e aliados do movimento comunitário. Uma equipe valorosa que, na medida do possível, sempre procura nos atender quando solicitamos os serviços. Cuiabá é uma cidade que, infelizmente, cresceu de forma desordenada. Então, entendemos que as demandas são inúmeras e que a Limpurb tem feito o possível para realizar um grande trabalho”, comenta.
Luiz Mário destaca ainda que, desde sua fundação, o Nova Esperança I nunca recebeu do poder público uma atenção como a que tem recebido nos últimos anos. “Muitas gestões passaram pela Prefeitura, mas foi a do prefeito Emanuel Pinheiro que nos atendeu com o primeiro grande mutirão. Agradecemos muito e estamos sempre prontos para continuar contribuindo”, completa o presidente.
A programação do Mutirão da Limpeza para o Nova Esperança I foi definida nesta quinta-feira (11), por meio de visita técnica realizada com os diretores de todos os setores da Limpurb. Durante os dois dias de operação, o bairro recebe serviços como varrição, roçagem, poda de árvores, pintura de meio-fio e manutenção na iluminação pública. A ação também engloba os trabalhos de eliminação de bolsões de lixo e cata-treco.
“Para esta edição, nosso diretor-geral Júnior Leite definiu que mais de 250 trabalhadores participarão do Mutirão da Limpeza. São dois dias em que o Nova Esperança I receberá todas as atividades de serviços urbanos. Além disso, se for necessário, a partir de segunda-feira uma equipe ficará para concluir o que não foi terminado, deixando o bairro 100% limpo”, pontua o adjunto de Serviços Urbanos, Anderson Matos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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