CUIABÁ
Prefeitura inicia criação de cartilha contra assédio moral no serviço público municipal
A Prefeitura de Cuiabá, via Secretaria Municipal da Mulher e Ouvidoria Geral, iniciaram os trabalhos para a criação de uma cartilha contra o assédio moral no funcionalismo público. A reunião entre os membros da comissão de estudo, constituída pelos técnicos das duas pastas, foi realizada na quinta-feira (10), na sede da pasta responsável pelas formulação de políticas públicas voltadas às mulheres.
“Buscamos estabelecer medidas para evitar esse tipo de prática”, explica o ouvidor-geral da Prefeitura de Cuaibá, Heitor Reyes. A responsabilidade em receber denúncias é da Ouvidoria Geral que atende pelos mais diversos canais sendo por e-mail, telefone celular, mensagem via aplicativo de conversa instantânea ou mesmo presencialmente.
A secretária Luciana Zamproni, titular da pasta da Mulher, frisa que é necessário instituir mecanismos para munir os servidores municipais de informações que possibilitem a identificação de situações que caracterizem o assédio moral e, principalmente, como garantir a proteção da vítima e a responsabilização do assediador.
“Cuiabá é uma das primeiras capitais que estão aderindo a divulgação e informações de melhores condições de trabalho para evitar o assédio moral e sexual dentro da sua administração pública”, disse.
A criação da cartilha foi ensejada, ainda em 2021, pelo Núcleo de Apoio à Primeira-dama e vem ao encontro do que determina a Organização Internacional do Trabalho. A previsão é que em março, mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher, o manual seja oficialmente entregue aos servidores públicos.
CUIABÁ
Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura
A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)
O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.
Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.
Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.
Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.
Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.
A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.
Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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