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Prefeitura de Cuiabá doa 200 kg de ração para ong protetora de animais

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Bem-Estar Animal (BEA), realizou na sexta-feira (15) a entrega de 200 kg de ração para a Associação Lunaar, sendo 100 kg destinados a filhotes e 100 kg a animais adultos. A Lunaar atende atualmente cerca de 170 cães e mais de 250 gatos vítimas de abandono e maus-tratos.

Para ser beneficiado é simples. “É só se cadastrar e preencher o formulário, que está sendo usado pela primeira vez. Está funcionando, graças a Deus. A Bem-Estar Animal estará ajudando quem já faz um trabalho incrível pelos animais. Conforme as parcerias aumentarem, mais poderemos atender”, explicou Morgana Thereza Ens.

“A Bem-Estar Animal chegou em um momento muito pertinente. Vocês viram (disse à reportagem) que o depósito de ração estava vazio. A Morgana perguntou se a situação estava apertada. Eu disse que sempre está, mas agora, literalmente, estávamos zerados. Então, o que dizer? Essa doação caiu do céu em um momento crítico”, destacou a presidente da Lunaar, Susielene Rodrigues, a Susi.

Susi ressaltou que toda ajuda, principalmente do poder público, é recebida com muita satisfação, já que a instituição depende 100% de doações de pessoas físicas.

“É totalmente por doação. Então, quando vemos uma iniciativa como essa do poder público, que está convidando as empresas a ajudarem com ração, nos alegramos porque isso traz esperança. As pessoas que querem ajudar vão possibilitar que consigamos dar um respiro. Assim, poderemos socorrer ou resgatar mais alguns animais. O custo é muito alto com alimentação, são muitos sob nossa responsabilidade”, disse Susi.

Além dos mais de 400 animais em abrigo na Lunaar, há também mais de 600 animais comunitários alimentados em colônias, o que representa o consumo de várias toneladas de ração por mês.

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“Por isso eu digo: a importância dessa ajuda da Bem-Estar Animal foi muito pontual. Vai dar para respirarmos alguns dias mais sossegados”, completou a presidente, ao lado da equipe da Associação.

Cada animal acolhido tem sua história de sofrimento, mas hoje recebe cuidados com a ajuda de doações. Muitos ainda aguardam um novo lar. Há também vários filhotes nascidos no abrigo, já que algumas fêmeas foram abandonadas em fase de gestação.

Em pouco mais de um mês, diversos protetores receberam doações de ração, como a ONG Aliança Com 4 Patas, que abriga 75 cães, e o Orfanato Gataria da Lu e do Edu, que cuida de 148 gatos. Em todos os locais visitados, o amor e a dedicação aos animais são o que fazem a diferença.

BEA ATUANTE

Susielene também lembrou que nunca antes houve uma atuação tão forte e organizada da Bem-Estar Animal como agora. Sobre as castrações, frisou que antes eram poucas e em casos pontuais. “Nunca houve apoio da Bem-Estar Animal. Agora, pela primeira vez, de fato, está acontecendo. Eles estão chegando lá na ponta. Vemos que atendem de alguma forma e, quando a diretora não pode, ela dá um norte às pessoas”, afirmou.

Quanto à solução para a causa animal, Susi tem consciência de que não será imediata, mas reconhece avanços. “A gente não vai resolver de uma hora para outra. Hoje, dizer que estamos resolvendo o problema da causa animal é se iludir, porque é um problema que vai muito além. Envolve questões públicas, educacionais e uma mudança de comportamento da população. Por alguns anos ainda vamos viver apagando incêndios, atendendo urgências e emergências. Estamos muito longe do ideal”, avaliou.

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Segundo ela, a solução depende da conscientização, de cada cidadão cuidar do seu animal, respeitá-lo e tratá-lo, mesmo quando se trata de um animal comunitário.

“É um sonho, é o que a gente espera. Deveria ser uma atitude natural do ser humano tratar o outro ser vivo com respeito e cuidado. Mas isso depende muito da questão educacional e da mudança de comportamento. É isso que esperamos: que, com um programa firme, divulgação e educação, possamos ter a esperança de que daqui a 20 ou 30 anos estaremos em um mundo muito melhor que o atual.”

ATENDIMENTO

O canal de atendimento da Bem-Estar Animal funciona pelo WhatsApp (somente mensagem) (65) 99207-4318. O serviço passou a operar de forma mais sistematizada para agilizar o atendimento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Ao acionar o contato, o usuário recebe uma mensagem com opções de 1 a 8 e basta digitar o número do serviço desejado para que a demanda seja direcionada:

1 – Denúncia de maus-tratos
2 – Resgate (emergência/urgência)
3 – Projeto Castração 2025 (para munícipes)
4 – Mutirão de Castração 2025 (ONGs/protetores)
5 – Banco de doação (para doar ou receber)
6 – Quero adotar um animal
7 – Cadastro como protetor/ONG
8 – Atendimento clínico veterinário – não emergencial

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos

O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.

Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.

“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.

Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.

Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.

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“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.

Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.

O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.

O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.

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A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.

“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.

CCI Padre Firmo

No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.

Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.

O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.

A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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