CUIABÁ

Prefeito de Cuiabá é homenageado com a Medalha Mérito Força Tática

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu na tarde desta quinta-feira (5) a Medalha Mérito Força Tática, concedida pela Polícia Militar de Mato Grosso a autoridades e profissionais que contribuem para o fortalecimento da segurança pública no Estado. A solenidade ocorreu em Cuiabá e reuniu representantes das forças de segurança, gestores públicos e militares agraciados.

Ao receber a honraria, o prefeito destacou o simbolismo da medalha e o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela corporação. “A Força Tática representa bravura e compromisso diário com a proteção da nossa população. Para mim, é uma honra receber esta homenagem e reafirmar a confiança que nós, mato-grossenses, temos na Polícia Militar. O trabalho de vocês faz diferença real na vida das pessoas”, afirmou.

A cerimônia também homenageou demais militares e civis que contribuíram com ações relevantes à segurança pública. Entre os agraciados estavam a coronel RR Claudia Regina Soares, o tenente-coronel Marion Silva Metello, o major Victor Hugo de Oliveira Marques, o 1º tenente Silvania Pena e o 2º tenente Gustavo Henrique da Costa.

Durante o evento, os representantes da Polícia Militar ressaltaram que a medalha reconhece não apenas conquistas individuais, mas o empenho conjunto de instituições e lideranças que atuam para fortalecer políticas de prevenção, resposta rápida e integração entre os órgãos de segurança.

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A entrega da Medalha Mérito Força Tática reforçou o diálogo entre o Município e a Polícia Militar, destacando iniciativas desenvolvidas de forma compartilhada e ações previstas para os próximos meses. A solenidade foi encerrada com agradecimentos às autoridades presentes e com homenagens aos profissionais que seguem atuando na linha de frente da proteção ao cidadão.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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