CUIABÁ

Obra de implantação da rede de drenagem no bairro Parque Amperco já atinge 30%

As obras de implantação da rede de drenagem de águas pluviais que é executada na gestão Emanuel Pinheiro, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP), no bairro Parque Amperco, localizado na Região Oeste de Cuiabá, já ultrapassou, durante pouco mais de 20 dias de trabalho, 30% dos serviços concluídos. Neste momento, as equipes seguem centralizadas na rua Sorriso, promovendo a escavação do solo para a fixação do sistema de tubulação. 

A ação na comunidade prevê, além dos processos de gerenciamento e controle de águas, a instalação de meio-fio e calçadas, entregando à população uma malha viária de qualidade e duradoura. Além disso, 15 bueiros também já foram construídos. 

O secretário de Obras e vice-prefeito, José Roberto Stopa, afirmou que a região receberá 2,5 quilômetros de asfalto novo e mais um quilômetro será recapeado, atendendo mais de dois mil moradores. 

“Nossas equipes estão aqui diariamente. Sabemos que é um trabalho gradativo e a previsão é que sejam concluídos no ano que vem, obra essa viabilizada com o apoio do deputado Emanuelzinho, com a destinação de emendas parlamentares, inaugurando juntamente com a população em grande estilo”, disse Stopa. 

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Os investimentos aplicados são de aproximadamente R$ 4 milhões, provenientes da Fonte 100, por meio do programa Minha Rua Asfaltada. Contudo, a meta da Prefeitura de Cuiabá é favorecer toda a localidade até 2024. 

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CUIABÁ

Abilio sobe o tom e diz que Amauri foi para a Espanha após pagar R$ 21 milhões e “deixar a gente se ferrando” na Educação

Prefeito afirma que ex-secretário priorizou pagamento milionário de material didático enquanto escolas enfrentavam falta de manutenção, limpeza e problemas estruturais em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom contra o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, e expôs publicamente o racha entre os dois após denúncias envolvendo pagamentos milionários dentro da Secretaria Municipal de Educação.

Durante entrevista nesta quinta-feira (29), Abilio afirmou que Amauri priorizou o pagamento de R$ 21 milhões em materiais didáticos enquanto escolas da rede municipal enfrentavam problemas estruturais, falta de manutenção e dificuldades operacionais às vésperas do início do ano letivo.

O prefeito também criticou o fato de o ex-secretário ter viajado para a Espanha logo após o pagamento ser realizado.

“Pagou R$ 21 milhões, foi para a Espanha e deixou a gente se ferrando para arrumar as escolas antes da volta às aulas”, disparou Abilio.

Segundo o chefe do Executivo municipal, o pagamento integral do contrato ocorreu em janeiro, período em que diversas unidades escolares ainda enfrentavam problemas relacionados à limpeza, manutenção predial, transporte escolar e fornecimento de materiais básicos.

Abilio afirmou que o valor poderia ter sido parcelado ao longo do ano para preservar recursos destinados às prioridades emergenciais da Educação.

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“Você tinha prioridade para pagar alimentação, transporte escolar, professor, manutenção escolar e material de limpeza. Não precisava pagar R$ 21 milhões de uma vez só. Poderia parcelar ao longo do ano”, declarou.

As declarações surgem após Amauri Monge afirmar, durante pronunciamento na Câmara Municipal, que deixou a Secretaria ao perceber um “colapso” financeiro na Educação e acusar a atual gestão de transformar denúncias em “cortina de fumaça” para esconder supostas irregularidades fiscais superiores a R$ 100 milhões.

Ao responder as críticas, Abilio negou que a saída do ex-secretário tenha ocorrido por problemas financeiros na gestão e afirmou que os dois tiveram embates diretos sobre decisões administrativas tomadas dentro da pasta.

“Eu e ele sabemos que não foi por isso. Tivemos discussões justamente sobre esse pagamento de R$ 21 milhões. Isso mexeu muito comigo porque as escolas precisavam de limpeza, manutenção e construtoras estavam sem receber”, afirmou.

O prefeito ainda revelou que a relação de confiança entre ele e Amauri teria sido profundamente desgastada após os episódios envolvendo os pagamentos milionários.

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“Ele sentiu que minha confiança nele estava sendo rompida. A saída dele foi muito mais pela minha discordância com algumas decisões do que por qualquer colapso financeiro”, completou.

Apesar do tom duro, Abilio reconheceu a capacidade técnica do ex-secretário, mas reforçou que algumas decisões tomadas na Educação foram equivocadas e agora serão analisadas pela Controladoria do Município.

A crise na Educação de Cuiabá ganhou novos capítulos nos últimos dias após denúncias envolvendo contratos milionários, suspeitas de irregularidades em compras de materiais didáticos e pedidos de abertura de CPI na Câmara Municipal para investigar a gestão da pasta.

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