CUIABÁ
Na 4ª edição da ‘Campanha Cuiabá por Elas’, a Secretaria da Mulher conta com o apoio da Semob no combate à pobreza menstrual
A Secretaria Municipal da Mulher, gerida pela secretária Cely Almeida, recebeu 900 absorventes arrecadados pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), nesta terça-feira (26). A ação faz parte da 4ª edição da ‘Campanha Cuiabá por Elas’, uma iniciativa da primeira-dama Márcia Pinheiro, que todos os anos arrecada absorventes para o combate à pobreza menstrual. A falta de acesso a itens básicos de higiene é uma realidade para milhões de meninas e mulheres no Brasil. Sem alternativas de acesso ao absorvente, muitas arriscam a própria saúde improvisando com retalhos de pano, sacolas plásticas, jornais, colocando a saúde em risco e ficando vulneráveis a desenvolver infecções.
A assessora especial da Mulher, Silvana Veloso, agradeceu o empenho dos ciclistas do Pedal da Semob, coordenado por Raimundo Ribeiro, e também do Sindicato dos Agentes de Trânsito e Transporte da Capital (Sinattrac), cujo presidente é Ademir de Arruda. Ela informou que além da Semob, todas as secretarias municipais estão envolvidas, cada uma fazendo arrecadação dentro de sua instituição.
“A expectativa é arrecadar quatro toneladas de absorventes até o dia 27 de maio, que é quando encerraremos a campanha. Agradecemos a todos pelo empenho nesta nobre causa”, reconheceu, explicando que os absorventes serão distribuídos provavelmente na data de 28 de maio, declarada como o Dia Internacional da Dignidade Menstrual. A entrega será nos bairros que concentram maior vulnerabilidade social e também para mulheres em situação de rua, reforçando assim a importância do acesso a itens de higiene, esclarecimentos sobre o tema e infraestrutura adequada.
A Organização das Nações Unidas (ONU), desde 2014, já reconheceu o direito à higiene menstrual como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. Nesse sentido, a secretária de mobilidade urbana, Luciana Zamproni, argumentou que a campanha é um elemento importante no reforço da dignidade menstrual e inclusão da pessoa que menstrua. “É preciso abraçar essa causa. É um problema de saúde pública, pois 26% das meninas brasileiras entre 15 e 17 anos sequer têm condições de adquirir o produto.” Ela ainda explicou que uma família com maior vulnerabilidade e renda menor tende a dedicar uma fração menor de seu orçamento para itens de higiene menstrual, uma vez que a prioridade é a alimentação.
“Muitas pessoas ainda sofrem com tabus e constrangimentos relacionados à menstruação, impactando sua autoestima para o resto da vida. Isso traz consequências para a socialização, dificultando inclusive a vida escolar, especialmente entre adolescentes que chegam a não ir à escola durante o período menstrual. Uma campanha como essa proporciona acesso a informações corretas e abre espaço para que a sociedade realize debates e encontre melhorias”, pontuou Zamproni.
Entre os atletas que saíram da Orla do Porto II para participar da entrega dos absorventes em frente à Sala da Mulher na Avenida Getúlio Vargas, estava o pessoal do grupo ‘Pedal Além da Visão’, que, além do ciclismo, promove ações sociais com foco em cidadãos portadores de deficiência visual. “Estamos muito felizes em poder contribuir com a iniciativa. Somos adeptos do Pedal da Semob e sempre participamos das campanhas apoiadas por ele”, declarou Zaire Lavor, uma das organizadoras do ‘Pedal Além da Visão’, que atualmente possui 17 bicicletas Tandem, ideais para pessoas com deficiência visual, que precisam ser acompanhadas de “guias” para circular.
“Uma ação positiva leva a outra. Queremos convidar as pessoas a conhecerem nosso projeto e se tornarem guias. Precisamos de guias. Temos 17 bikes especiais e 50 pessoas com deficiência visual no projeto, mas hoje só temos oito bikes aqui. Isso porque a pessoa com deficiência depende do voluntário para circular”, concluiu Zaire, deixando o Instagram do projeto @pedal_alem_da_visao.
O Pedal da Semob não tem custo, e as pessoas interessadas em participar podem ir à Orla do Porto II todas as terças-feiras à noite, com sua bicicleta ou alugar uma com as equipes de ciclismo parceiras que ficam no local.
Para mais detalhes, siga a página no Instagram: @pedaldasemobcuiaba.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Cuiabá capacita profissionais da saúde para identificação e acolhimento de crianças vítimas de violência
O encontro ocorreu no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), com apoio da POLITEC Mato Grosso e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reforçando a integração entre saúde, perícia e formação acadêmica.
O treinamento teve como foco o Centro Médico Infantil (CMI), serviço que atua como referência no atendimento de crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias.
A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Deisi Bocalon, destacou a importância da formação contínua.
“Nossa missão vai além de tratar o ferimento físico. O Maio Laranja nos lembra que a saúde é um elo vital na garantia de direitos. Capacitar nossas equipes significa oferecer um porto seguro para quem está em extrema vulnerabilidade, garantindo proteção integral”, afirmou.
A unidade é considerada porta de entrada para casos suspeitos ou confirmados de violência, com papel essencial na identificação precoce de sinais de risco.
Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, o CMI registrou 17 atendimentos relacionados à violência, sendo 11 casos de violência sexual.
Durante a capacitação, foi reforçado o protocolo adotado na unidade, que organiza a resposta da rede de forma integrada e imediata:
1. Identificação e acolhimento
Realizado pela equipe de Psicologia e Serviço Social, com escuta qualificada da criança e do responsável.
2. Atendimento médico
Avaliação clínica, solicitação de exames e, quando indicado, início de profilaxia pós-exposição (PEP).
3. Notificação obrigatória
Preenchimento da ficha do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
4. Acionamento da rede de proteção
Comunicação imediata ao Conselho Tutelar e demais órgãos da rede.
5. Encaminhamento e seguimento
Encaminhamento para acompanhamento na Atenção Primária ou serviços especializados, com continuidade do cuidado na rede.
O objetivo do fluxo é garantir resposta rápida, proteção imediata e evitar a revitimização.
A diretora do HPSMC, Janaina Pinheiro, reforçou a agilidade no atendimento.
“O CMI acolhe casos complexos em momentos de crise. Esses treinamentos são fundamentais para garantir identificação rápida e fluxo humanizado”, disse.
A gerente de Atendimento Terapêutico do HPSMC, Júlia Assis, também destacou o impacto da capacitação no cuidado multiprofissional.
“Fortalece a escuta qualificada e reduz a revitimização, qualificando o cuidado às crianças e adolescentes”, afirmou.
A ação integra as estratégias da Prefeitura de Cuiabá para fortalecimento da rede de proteção da infância e adolescência, com atuação integrada entre saúde e órgãos de garantia de direitos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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