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Maysa aponta falta de políticas à autistas em Cuiabá

03/04/2024
Maysa aponta falta de políticas à autistas em Cuiabá
A vereadora Maysa Leão (Republicanos), utilizou a Tribuna da Sessão Ordinária desta terça (02.04) para apontar a falta de políticas públicas aos autistas na cidade de Cuiabá. A fala faz alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma das bandeiras do mandato da vereadora republicana. Mãe atípica, a parlamentar lembrou que a realidade do seu filho, não é a mesma dos cidadãos de Cuiabá, que dependem exclusivamente do Serviço Único de Saúde (SUS).
“A realidade do meu filho não é a realidade dos autistas que estão na fila do diagnóstico. Nós temos mais de 1000 crianças na fila por diagnóstico. Não há direitos sem laudo. Não temos terapias sendo oferecidas nas unidades de reabilitação, porque só temos uma”, relatou a vereadora Maysa, apontando Centro Especializado de Reabilitação (CER) do Planalto, a única a oferecer atendimento aos autistas.
Maysa alertou também no plenário sobre os riscos de não haver terapias para as crianças autistas e evidenciou o déficit de atendimento na capital: “O CER Planalto atende cerca de 100 pessoas autistas matriculadas nas nossas escolas municipais. Nós temos 1500 autistas só nas escolas municipais. Isso significa 1400 crianças sem a oportunidade que o meu filho tem de se desenvolver, de ter autonomia, de se tornar um adulto que vai poder realizar os seus sonhos. A infância dessas crianças está sendo perdida no município de Cuiabá porque não há política pública para autismo em Cuiabá”.&nbsp
Autora da Lei n° 6.836/2022, que cria a publicização do fluxograma da jornada da pessoa autista, apontou que mesmo com a aprovação do dispositivo, o fluxograma não existe em Cuiabá – uma vez que o mesmo serve para que as famílias saibam qual caminho seguir quando há o diagnóstico:
“Cuiabá virou as costas para o autismo. Essa é a realidade. A realidade são crianças que não conseguem nem acesso ao laudo. Existe uma lei que eu apresentei nesta casa e aprovei. Sabe o que significa isso? Mostrar nas unidades de saúde qual é a jornada do autista no município de Cuiabá. E sabe o que foi descoberto? Que ela não existe. A partir do momento que a Lei de Publicização da Jornada do Autista foi aprovada, nós conseguimos comprovar que no município de Cuiabá não existe jornada do autista. Então, não. Nós não queremos homenagens”, exclamou a vereadora Maysa Leão na Tribuna.
Dia Mundial da Conscientização do Autismo
O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007. Essa data foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Cuiabá capacita profissionais da saúde para identificação e acolhimento de crianças vítimas de violência

O encontro ocorreu no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), com apoio da POLITEC Mato Grosso e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reforçando a integração entre saúde, perícia e formação acadêmica.

O treinamento teve como foco o Centro Médico Infantil (CMI), serviço que atua como referência no atendimento de crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias.

A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Deisi Bocalon, destacou a importância da formação contínua.

“Nossa missão vai além de tratar o ferimento físico. O Maio Laranja nos lembra que a saúde é um elo vital na garantia de direitos. Capacitar nossas equipes significa oferecer um porto seguro para quem está em extrema vulnerabilidade, garantindo proteção integral”, afirmou.

A unidade é considerada porta de entrada para casos suspeitos ou confirmados de violência, com papel essencial na identificação precoce de sinais de risco.

Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, o CMI registrou 17 atendimentos relacionados à violência, sendo 11 casos de violência sexual.

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Durante a capacitação, foi reforçado o protocolo adotado na unidade, que organiza a resposta da rede de forma integrada e imediata:

1. Identificação e acolhimento
Realizado pela equipe de Psicologia e Serviço Social, com escuta qualificada da criança e do responsável.

2. Atendimento médico
Avaliação clínica, solicitação de exames e, quando indicado, início de profilaxia pós-exposição (PEP).

3. Notificação obrigatória
Preenchimento da ficha do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

4. Acionamento da rede de proteção
Comunicação imediata ao Conselho Tutelar e demais órgãos da rede.

5. Encaminhamento e seguimento
Encaminhamento para acompanhamento na Atenção Primária ou serviços especializados, com continuidade do cuidado na rede.

O objetivo do fluxo é garantir resposta rápida, proteção imediata e evitar a revitimização.

A diretora do HPSMC, Janaina Pinheiro, reforçou a agilidade no atendimento.

“O CMI acolhe casos complexos em momentos de crise. Esses treinamentos são fundamentais para garantir identificação rápida e fluxo humanizado”, disse.

A gerente de Atendimento Terapêutico do HPSMC, Júlia Assis, também destacou o impacto da capacitação no cuidado multiprofissional.

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“Fortalece a escuta qualificada e reduz a revitimização, qualificando o cuidado às crianças e adolescentes”, afirmou.

A ação integra as estratégias da Prefeitura de Cuiabá para fortalecimento da rede de proteção da infância e adolescência, com atuação integrada entre saúde e órgãos de garantia de direitos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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