CUIABÁ

Mais de R$ 750 milhões já foram investidos em saneamento básico em Cuiabá; meta para 2024 é chegar a R$ 1,2 bilhão

A gestão Emanuel Pinheiro tem executado, desde 2017, um conjunto de ações relacionadas ao saneamento básico que tem resultado em melhorias na qualidade de vida da população. De acordo com relatório da empresa Águas Cuiabá, por meio do contrato de concessão firmado com o Município, até o ano de 2021 foram investidos mais de R $750 milhões nesta área de extrema importância para a saúde pública e meio ambiente.

Para 2022, as projeções para o setor são ainda mais satisfatórias e apontam que mais de R$ 113 milhões serão aplicados em obras de implantação de rede coletora e tratamento de esgoto. Ao mesmo tempo, faz parte do planejamento a utilização de mais R$ 43 milhões para melhorias no sistema de abastecimento de água potável, totalizando R$ 156 milhões investidos somente neste ano.

Ainda conforme levantamento, de 2017 a 2021, Cuiabá recebeu 417 quilômetros de rede de esgoto, chegando à histórica marca de 78% de cobertura, e mais 92 quilômetros de rede de abastecimento de água. O prefeito Emanuel Pinheiro afirma que as mudanças refletem de forma significativa no desenvolvimento da cidade, oportunizando o maior alcance das políticas públicas, além de propagar a cultura da sustentabilidade, preparando Cuiabá para o futuro. 

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“Nossa gestão sabe os benefícios que ações como essas trazem para a nossa gente, além de respeitar todo ecossistema e seres que nele vivem. O que estamos afirmando é que Cuiabá, a partir de 2024, estará entre as cidades brasileiras com os maiores índices de tratamento de esgoto. É motivo de felicidade para nós e também para a população que tem a oportunidade de ver na porta de casa e dentro delas, em suas torneiras, a mudança de fato acontecendo”, destaca o gestor. 

A transformação tem como finalidade promover, até 2024, R$ 1,2 bilhões em investimentos, o que resultará em uma cobertura de 91% da coleta e tratamento de esgoto – universalização antes do prazo do Marco Legal (2033) – e 100% do abastecimento de água, um dos feitos inéditos que será entregue pela gestão Emanuel Pinheiro à sociedade cuiabana. 

Atualmente, Cuiabá ocupa a 55ª posição no Ranking do Saneamento Nacional, o que representa um avanço de sete posições em dois anos. No entanto, a meta da capital mato-grossense é estar entre as 20 melhores cidades brasileiras, ocupando o primeiro lugar na região Centro-Oeste. 

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Outra causa que tem ganhado notoriedade é a limpeza dos dois principais rios que cortam a cidade. Segundo relatório da concessionária, uma carga poluidora de 13 toneladas por dia é removida tanto do Rio Cuiabá quanto do Rio Coxipó. Esse trabalho produz efeitos positivos diretamente na fluoretação da água tratada, beneficiando todos os munícipes, especialmente as crianças. 

O vice-prefeito José Roberto Stopa enfatiza que a população é merecedora de uma prestação de serviço de qualidade. Desta forma, frisa que o Executivo municipal tem se posicionado de forma eficiente, garantindo a lisura das atividades. “Tudo aquilo que é pertinente à nossa parte, estamos fazendo. Trabalhando duro e cobrando aquilo que é de responsabilidade da Águas Cuiabá. Nosso objetivo é ver a cidade crescer e junto com ela dar condições dignas de se viver. Avançamos sim, porém, vamos melhorar ainda mais”, pontua.

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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