CUIABÁ
HMC otimiza protocolos hospitalares e melhora atendimento de pacientes
O auditório do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) foi palco de um importante evento que reuniu representantes de diversos setores, na terça-feira (18), com o objetivo de discutir a otimização e atualização dos protocolos utilizados em cada área. A palestra principal foi ministrada pelo Dr. Vitor Spalatti, médico atuante na urgência e emergência do HMC, que destacou a importância de integrar todas as equipes para proporcionar um atendimento mais ágil e de qualidade.
“Essa reunião teve como objetivo oficializar e viabilizar a integração da equipe de Ortopedia, junto com a residência, a direção e o Núcleo de Qualidade Hospitalar (NAC), para que possamos oferecer um atendimento mais eficaz, abrangendo todas as vertentes do hospital, como ambulatório, pronto-atendimento, centro-cirúrgico e internação. A ideia é transformar essa integração em protocolos que beneficiem não apenas os pacientes, mas também os profissionais da saúde e o próprio hospital, reduzindo custos e aumentando a agilidade no tratamento”, afirmou o Dr. Spalatti.
A proposta apresentada visa atualizar e formalizar esses protocolos, ampliando sua aplicação para todos os setores. “O paciente será o maior beneficiado com essa mudança. Com protocolos claros, ele terá um atendimento mais rápido e eficiente, reduzindo o desgaste físico e psicológico, o que é essencial para quem já chega ao hospital necessitando de cuidados”, destacou o Dr. Spalatti, além de frisar a importância de garantir a continuidade do tratamento, incluindo fisioterapia e reabilitação, após a alta hospitalar.
A diretora técnica do HMC, Fanavya Sulzbacher também enfatizou a relevância da atualização dos protocolos. “A implantação de protocolos atualizados garante que nossos pacientes recebam um cuidado de qualidade, ao mesmo tempo em que otimizamos nossos recursos e melhoramos o fluxo de atendimento. Esse é um passo fundamental para o crescimento e excelência do hospital”.
Com a adesão de todos os setores e o comprometimento da equipe, espera-se que os novos protocolos tragam melhorias significativas para o HMC, beneficiando pacientes, profissionais e a instituição como um todo.
#PraCegoVer#
A foto ilustra diversos profissionais da saúde, a maioria usando jalecos brancos, durante uma reunião entre representantes de cada setor, envolvidos no objetivo de melhorar o atendimento aos pacientes do Hospital Municipal de Cuiabá. O encontro acontece no auditório da unidade.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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