CUIABÁ

Em palestra no Fórum das Cadeias Produtivas da 54° Expoagro, Secretaria de Turismo destaca ações

Os projetos e ações em execução pela  Secretaria Municipal de Turismo de Cuiabá foram apresentadas durante o Fórum das Cadeias Produtivas da 54° Expoagro, na terça-feira (5), pelo coordenador técnico da pasta, João Eduardo de Sá, que representou o secretário municipal de Turismo, Zito Adrien. 

“Foi uma palestrada voltada para turismo, empreendedorismo e fomento. Trouxemos os parceiros do Sebrae e Senac para que pudéssemos apresentar o detalhamento das ações e reforçar nossa  integração. O Sebrae está envolvido, ao lado da Secretaria do Turismo, no projeto de ordenamento do turismo do Coxipó do Ouro. O  Senac, com a parte de capacitação profissional  e  parcerias como Viva o Feriado em Cuiabá,  a Semana da Índia. A Secretaria  está prestando contas à sociedade sobre os trabalhos. Na palestra, destacamos ainda sobre o aplicativo do Portal do Turismo Cuiabá, uma ferramente de incentivo ao segmento atendendo a uma determinação do Emanuel Pinheiro. 
 
Ainda durante os debates, a analista Técnica e Gestora de Turismo do SEBRAE Mato Grosso, Marisbeth Maria Gonçalves, repercutiu uma pesquisa que descreve mudanças no perfil do viajante. Cerca de 84% acreditam ser importante entender sobre a cultura do local que estão visitando enquanto 73% querem experimentar de perto as tradições dos povos locais.  Ainda, que os turistas também estão preocupados com a economia das cidades que visitam. “O estudo mostra que 76% dos viajantes querem garantir que seus gastos serão devolvidos em benefícios a população”, explicou ela. 
 

No estande montado pela Prefeitura de Cuiabá, os visitantes encontrarão informações sobre os principais pontos turísticos da capital, rede de hotelaria, gastronomia, entre outros. No espaço, também estará disponível o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) Móvel, além de um banner com o QR Code  possibilitando o acesso ao aplicativo Turismo Cuiabá por meio do Google Play Store, Apple Store e também pelo site http://turismo.cuiaba.mt.gov.br.

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 A estrutura, que visa potencializar o segmento turístico, conta com parceiros como a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira de Mato Grosso (ABIH-MT), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MT),Associação Brasileira dos Profissionais de Turismo (ABBTUR-MT), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação Brasileira de Agências de Viagens do Mato Grosso (ABAV-MT), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e outros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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